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Fecho dos mercados: Banca pressiona bolsas, PSI-20 perde marca dos 5.000 pontos e juros descem

As bolsas europeias corrigiram após os ganhos do primeiro trimestre. E o PSI-20 seguiu esse guião. A banca foi o sector que mais pressionou o mercado. Já os juros da dívida nacional aliviaram e estão no valor mais baixo desde final de Fevereiro.

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Reuters
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 03 de Abril de 2017 às 17:39
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Os mercados em números

PSI-20 perdeu 0,80% para 4.968 pontos

Stoxx 600 desceu 0,49% para 379,29 pontos

S&P 500 cai 0,61% para 2.348,20 pontos

Taxa de juro da dívida portuguesa a dez anos alivia 6,9 pontos base para 3,909%

Euro soma 0,09% para 1,0661 dólares

Brent cede 0,69% para 53,16 dólares por barril

Bolsas descem após trimestre de ganhos

As bolsas europeias corrigiram depois de terem estabelecido a maior sequência de ganhos trimestrais desde 2014. As acções do Velho Continente ainda chegaram a negociar em terreno positivo esta segunda-feira, com o DAX a renovar recordes de 2015, mas o índice europeu Stoxx 600 acabaria por encerrar a sessão com uma descida de 0,49%.

A pressionar as bolsas esteve sobretudo o índice da banca. Perdeu 1,40%, a maior descida dos 19 sectores que compõem o Stoxx 600. A maior descida pertenceu ao espanhol Banco Popular que perdeu mais de 10% após a saída do presidente-executivo. A travar o andamento das bolsas esteve ainda o sector automóvel, que cedeu mais de 1%.

O PSI-20 acompanhou a tendência de negociação das bolsas europeias. Apesar de ter chegado a valorizar 0,26% durante a sessão acabou por ceder 0,80%, pressionado pela descida de 3,06% do BCP e pelas quedas de 2,95% da Sonae e de 2,33% da Jerónimo Martins. Como consequência, o índice voltou a passar abaixo da fasquia dos 5.000 pontos, depois de na passada sexta-feira ter passado acima desse patamar pela primeira vez em dez meses.

 

Juros em mínimos de um mês

O início de Abril marca a redução das compras mensais de activos por parte do BCE de 80 mil milhões para 60 mil milhões de euros. Mas as taxas das obrigações portuguesas desceram. A "yield" a dez anos baixou 6,9 pontos base para 3,909%, o valor mais baixo desde final de Fevereiro. Apesar da redução das compras, já há vários meses que o BCE faz compras de dívida portuguesa abaixo da meta implícita. Além disso, os dados da inflação na Zona Euro, que foram divulgados na passada sexta-feira, saíram abaixo do esperado o que diminui a probabilidade de o BCE iniciar mais cedo o processo de retirada das medidas ultraexpansionistas.

A taxa da dívida espanhola também baixou. Caiu 2,4 pontos base para 1,643%. Já a "yield" italiana subiu 0,6 pontos base para 2,323%. A taxa das obrigações germânicas também desceu. Baixou 5,1 pontos base para 0,277%. Ainda assim, como a queda foi menor que a da "yield" portuguesa, o prémio de risco da dívida nacional baixou para 363 pontos base.

Euribor descem

As taxas Euribor desceram a três, seis e 12 meses em relação a sexta-feira, após a inflação na Zona Euro ter descido mais que o estimado. A Euribor a três meses desceu hoje para -0,330%, actual mínimo de sempre, registado pela primeira vez em 22 de Fevereiro, e menos 0,1 pontos base do que na sexta-feira. A taxa a seis meses recuou 0,2 pontos base para -0,243%. E a Euribor a 12 meses caiu 0,2 pontos base para -0,111%.

 

Rand sofre com crise política

Os investidores preparavam-se para o risco do "rating" da África do Sul cair para "lixo" e isso acabaria por se concretizar esta segunda-feira com a S&P a baixar a notação do país. Como consequência, o rand perde 2,05% face à divisa americana com cada dólar a valer 13,713 rands. Foi a sexta sessão de quedas, que tirou mais de 9% à divisa sul-africana . A pressão começou após o presidente Jacob Zuma ter chamado de volta o seu ministro das Finanças, Pravin Gordhan, que se preparava para uma semana de reuniões com investidores em Londres e Nova Iorque. Acabaria demitido no final da semana passada devido às divergências que tinha com Zuma. 

Petróleo em queda

Os preços do petróleo descem esta segunda-feira. O Brent cede 0,69% para 53,16 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, desce 0,75% para 50,22 dólares. A pressionar a cotação estão os dados que mostram um aumento da actividade de exploração petrolífera nos EUA, com o número de plataformas activas a atingir o valor mais alto desde Setembro de 2015. Além disso, a reactivação do principal campo petrolífero da Líbia permitiu ao país aumentar o número de barris diários produzidos.

Ouro continua a brilhar

Depois de ter tido o maior ganho trimestral num ano, o ouro iniciou Abril com ganhos. O preço da onça de "troy" sobe 0,30% para 1.252,91 dólares, com os gestores de activos a aumentarem no valor mais alto em 11 semanas as apostas na subida do metal amarelo. Além disso, algumas entidades de análise, como o BMI Research, prevêem que o ritmo de subida de juros por parte da Fed seja mais lento que o actualmente antecipado pelo mercado o que levaria a mais ganhos para o ouro.

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