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Fecho dos mercados: Bolsas, petróleo e açúcar perdem terreno enquanto juros soberanos dos EUA continuam a subir

As bolsas europeias depreciaram-se na sessão desta quarta-feira, pressionadas pela subida dos juros a 10 anos das obrigações soberanas dos EUA, o que, por sua vez, está a fortalecer o dólar. Já o petróleo e o açúcar seguem a ceder terreno devido ao excesso de inventários.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 25 de Abril de 2018 às 17:29
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Os mercados em números

PSI-20 cedeu 0,85% para 5.537,80 pontos

Stoxx 600 recuou 0,83% para 379,92 pontos

S&P 500 desliza 0,06% para 2.633,04 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal soma 3,9 pontos base para 1,717%

Euro desvaloriza 0,42% para 1,2181 dólares

Petróleo avança 0,63% para 75,18 dólares por barril em Londres

 

Bolsas europeias no vermelho

As bolsas do Velho Continente encerraram em terreno negativo, penalizadas pela subida dos juros da dívida a 10 anos dos EUA, que ontem superaram os 3% e hoje continuam a avançar - o que agrava os receios com o agravamento dos custos financeiros das cotadas.

Dos 19 super-sectores que integram o índice de referência europeu Stoxx600, apenas três conseguiram negociar no verde: retalho, media e bens de consumo. Já os sectores automóvel, petrolífero e mineiro foram os que mais pressionaram a negociação das principais praças da Europa Ocidental, numa sessão em que o Stoxx 600 recuou 0,83% para 382,52 pontos.

Por cá, o PSI-20 acompanhou a tendência das restantes congéneres europeias e fechou a cair 0,85% para 5.537,80 pontos, com 15 cotadas em alta e 3 em baixa, isto depois de ontem ter chegado a máximos de 2 de Fevereiro. A pressionar o índice de referência nacional estiveram sobretudo a Galp, BCP e EDP. A Altri, que ontem marcou máximos históricos nos 6,19 euros, foi hoje a segunda cotada que mais desceu, ao ceder 2,11%para 6,02 euros.

 

Juros a 10 anos superam os 3% nos EUA

A taxa de rendibilidade das obrigações soberanas dos Estados Unidos a 10 anos continua a subir, depois de ontem ter atingido os 3% pela primeira vez desde Janeiro de 2014, devido aos receios com a subida da inflação e com o agravamento dos juros por parte da Reserva Federal, numa semana em que há novas emissões de obrigações soberanas daquele país. Hoje, os juros a 10 anos seguem a ganhar 2,07 pontos base para 3,0202%.

Na generalidade dos países europeus, os juros estão a ser "contagiados" por esta subida das "yields" nos EUA. A taxa das bunds alemãs a 10 anos avança 0,6 pontos base para 0,637% e por cá as "yields" das obrigações 10 anos [que é o vencimento de referência] estão a subir 3,9 pontos base para 1,717%.

 

Euribor mantêm-se a 3, 6, 9 e 12 meses

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, voltou a fixar-se em -0,328%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%. Também taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, permaneceu em -0,270%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,279%, registado pela primeira vez a 31 de Janeiro.    

A nove meses, a Euribor manteve-se em -0,219%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,224%, registado pela primeira vez a 27 de Outubro do ano passado. No prazo a 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez a 5 de Fevereiro de 2015, permaneceu em -0,189% pela oitava sessão consecutiva, contra o actual mínimo de sempre, de -0,194%, verificado pela primeira vez a 18 de Dezembro passado.

 

Dólar em máximos de três meses e meio

A nota verde segue generalizadamente em alta face às suas principais contrapartes, animada pela subida dos juros da dívida soberana dos EUA no vencimento a 10 anos. O índice que mede a evolução do dólar face às principais congéneres mundiais tocou esta quarta-feira no nível mais alto desde 12 de Janeiro, seguindo em alta pela sexta sessão consecutiva.

Face à moeda única europeia, a tendência da divisa norte-americana é também de ganhos, com o euro a recuar 0,42% para 1,2181 dólares.

 

Petróleo cai com aumento dos stocks

As cotações do crude recuaram, devido sobretudo ao aumento dos inventários de crude e de gasolina na semana passada nos EUA, quando se esperava que diminuíssem. Apesar da forte redução das reservas de destilados[para o nível mais baixo desde 2014] e do aumento das exportações norte-americanas de crude para um nível recorde de 2,33 milhões de barris por dia, os preços do "ouro negro" estão a dar mais peso ao incremento dos stocks petrolíferos, se bem que já estejam a ceder parte das perdas e possam ainda entrar em terreno positivo – pelo menos nos Estados Unidos.

No mercado nova-iorquino, o crude de referência West Texas Intermediate segue a deslizar 0,04% para 67,67 dólares por barril, e em Londres o Brent do Mar do Norte – que serve de referência às importações portuguesas – está a negociar nos 73,55 dólares com uma descida de 0,42%.

 

Açúcar continua a viver dias amargos

Os preços do açúcar prosseguem o movimento de queda, sendo actualmente um dos piores desempenhos do ano nas matérias-primas. Isto devido a uma produção superior ao esperado em países como a Índia e a Tailândia, o que incrementou as projecções para o excedente da oferta mundial.


O açúcar não-refinado para entrega em Julho segue a cair 2,9% em Nova Iorque, para 11,05 cêntimos por libra-peso.

Em Londres, o contrato de Agosto do açúcar branco (refinado) desvaloriza pela quarta sessão consecutiva, a ceder 2,6% para 317,8 dólares por tonelada – naquele que é o valor mais baixo desde Dezembro de 2008 para um contrato activo.

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