Mercados num minuto Fecho dos mercados: Europa em máximos de setembro e euro perde força há seis sessões

Fecho dos mercados: Europa em máximos de setembro e euro perde força há seis sessões

As ações das cotadas europeias fecharam em alta nesta sessão, atingindo máximos de seis meses. Contudo, a divisa europeia acumula seis sessões de quedas, aproximando-se de mínimos de ano e meio.
Fecho dos mercados: Europa em máximos de setembro e euro perde força há seis sessões
Bloomberg
Tiago Varzim 02 de abril de 2019 às 17:16
Os mercados em números
PSI-20 valorizou 0,54% para 5.287,05 pontos
Stoxx600 avançou 0,35% para os 385,03 pontos
S&P 500 desvaloriza 0,06% para 2.865,42 pontos 
Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 2,2 pontos base para os 1,25%
Euro desce 0,25% para os 1,1186 dólares
Petróleo sobe 0,51% para os 69,39 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias atingem máximos de setembro 
As bolsas europeias valorizaram pela terceira sessão consecutiva nesta terça-feira, 2 de abril, atingindo máximos de setembro do ano passado. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas, subiu 0,35% para os 385,03 pontos. Em destaque esteve o setor bancário e automóvel. 

No caso da banca foi a recuperação do Swedbank (+6%) a dar um impulso ao setor. As ações do banco sueco recuperaram das recentes perdas depois do regulador do país ter dito que o caso de lavagem de dinheiro que envolve o Swedbank não é uma ameaça à estabilidade financeira da Suécia. 

O arranque do segundo trimestre do ano tem dado seguimento ao sentimento positivo dos mercados que marcou o primeiro trimestre. A atitude mais acomodatícia por parte dos bancos centrais está a dar razões aos investidores para continuarem a apostar em ações, ainda que em 2019 a economia mundial vá arrefecer mais do que o previsto. 

Um dos fatores de risco continua a ser a guerra comercial entre os EUA e a China, que continua sem um acordo à vista. No final desta semana, as negociações devem continuar em Washington, com a presença do vice-primeiro-ministro chinês, Liu He. Hoje os dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostraram que o comércio mundial caiu 0,3% no quarto trimestre de 2018. Para este ano a OMC prevê um crescimento de 2,6%, abaixo dos 3% registados em 2018 e dos 3,7% anteriormente previstos.

Nos EUA as bolsas estão a registar quedas, depois de um arranque misto da negociação. Já na Europa as principais praças europeias também fecharam em alta, como é o caso do PSI-20. A bolsa nacional concluiu hoje o maior ciclo de ganhos em quase três meses ao somar 0,54% para 5.287,05 pontos.

Juros descem na Zona Euro
Os juros da dívida pública portuguesa a dez anos voltaram a descer - menos 2,2 pontos base para os 1,25% - nesta sessão, depois da subida de ontem. No mercado secundário, os juros portugueses continuam muito próximos dos mínimos históricos alcançados na semana passada.

O alívio dos juros foi transversal aos países da Zona Euro, à exceção de Itália. Os juros da dívida pública italiana a dez anos estão a subir 1,9 pontos base para os 2,525%. Já na Alemanha, Espanha e França os juros estão a aliviar cerca de dois pontos base. No caso alemão, os juros a dez anos continuam em níveis negativos (-0,049%).

Euro desce há seis sessões consecutivas

A divisa europeia está a perder terreno há seis sessões consecutivas. A desaceleração económica na Europa tem sido o catalisador deste desempenho. Ainda ontem os dados da atividade industrial na Zona Euro mostraram que o cenário é cada vez mais sombrio, com esse indicador a registar, em março, a maior quebra dos últimos seis anos. Neste momento, o euro cede 0,25% para os 1,1186 dólares, aproximando-se de mínimos de ano e meio.


Já o dólar - segundo o índice da Bloomberg para a divisa - está em máximos de três semanas após os mesmos dados sobre a atividade industrial dos EUA terem revelado um cenário mais positivo no arranque de 2019. 

Petróleo avança há três sessões
A cotação do barril valoriza há três sessões consecutivas, tendo atingido máximos de novembro do ano passado. A subida do petróleo deve-se aos mais recentes dados sobre o setor: a produção da OPEP caiu, em março, pelo quarto mês, e a oferta da Venezuela está a diminuir de forma acentuada.

Além disso, de acordo com um inquérito da Bloomberg que antecede a divulgação oficial pelos EUA, os inventários norte-americanos registaram uma queda de 900 mil barris na semana passada. "Todos estes fatores estão a 'conspirar' para levar o preço [do barril] a níveis mais elevados", admite o analista Phil Flynn, da Price Futures Group, à Bloomberg. Desde o início do ano o petróleo já valorizou 37%. 

O crude, negociado em Nova Iorque, regista uma subida de 1,25% para os 62,36 dólares. Já o Brent, negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, valoriza 0,51% para os 69,39 dólares. 

Bitcoin em máximos de novembro
A criptomoeda disparou mais de 20% nesta sessão, a maior subida num ano, tendo atingido máximos de novembro do ano passado. Não é claro qual foi o fator que esteve a sustentar esta subida, depois dos últimos três meses do mercado das moedas digitais terem sido marcados pela estabilidade. Porém, é de notar que a existência de fortes variações repentinas da bitcoin não são algo de novo: em 2018, a criptomoeda desvalorizou 74% depois de ter "explodido" no final de 2017.

"O mercado de bitcoin e de criptomoedas continua a ser relativamente pequeno, face aos outros mercados, e emocional", afirmou Jehan Chun, gestor na Kenetic Capital, citado pela Bloomberg. "Continua a ser alvo de muitas ondas de entusiasmo. Não penso que hoje haja algo especial além de um entusiasmo temporário", rematou. Os analistas apontam para uma possível explicação: os investidores terão sido convencidos por um artigo falso que dava conta de que a Securities and Exchange Commission teria dado luz verde a dois fundos que negoceiam em bitcoin.

Neste momento, a bitcoin valoriza 14,88% para os 4.765 dólares.



pub

Marketing Automation certified by E-GOI