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Ao minuto25.11.2025

Acordo de paz na Ucrânia pinta Europa de verde. Juros da dívida portuguesa abaixo dos 3%

Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta terça-feira.

Bolsa de valores acompanha PSI 20 e Euronext em dia de negociações
Bolsa de valores acompanha PSI 20 e Euronext em dia de negociações N.LAINE / Bloomberg
25 de Novembro de 2025 às 17:29
25.11.2025

Acordo de paz na Ucrânia pinta Europa de verde. Novo Nordisk soma 4,5%

bolsa europa euronext

As bolsas europeias estão pintadas de verde - à exceção do português PSI -, numa altura em que se discute um acordo de paz na Ucrânia. Os detalhes do acordo feito pelos EUA ainda deverá ser delineado, mas Kiev já aceitou os termos. Falta apenas saber a posição da Rússia. A possibilidade de paz na região, há quase quatro anos em guerra, está a trazer mais apetite por risco ao mercado.

O otimismo surge ainda por contágio do outro lado do Atlântico. Os dados económicos da maior economia do mundo sustentam um corte nas taxas de juro pela Reserva Federal em dezembro, levando a que também as bolsas americanas estejam a negociar no verde, ao contrário da tendência registada no início da sessão.

Por cá, o índice que agrega as principais ações europeias, o Stoxx 600, subiu 0,91% para 568,01 pontos, impulsionado sobretudo pelo setor da construção, que ganhou 2,4%. Também a banca, viagens e retalho alimentaram a subida do "benchmark". 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX subiu 0,97%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,95%, enquanto o neerlandês AEX subiu 0,63% e o espanhol IBEX 35 ganhou 1,08%. Já o francês CAC-40 somou 0,83% e o britânico FTSE 100 acelerou 0,78%. 

Entre os principais movimentos de mercado, a retalhista britânica Kingfisher subiu de 5% e impulsionou o setor depois de ter revisto em alta as suas projeções para o ano.

Já a Novo Nordisk somou 4,53% graças aos resultados positivos divulgados sobre a sua vacina da próxima geração para a diabetes.

O banco holandês ABN Amro anunciou esta terça-feira que vai cortar 5.200 postos de trabalho até 2028, de forma a otimizar as operações e reduzir custos. O banco também informou que concordou em vender a subsidiária de empréstimos pessoais Alfam ao Rabobank. As ações do ABN Amro ganharam 6,5%.




25.11.2025

Juros da dívida portuguesa abaixo dos 3%

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram alívios esta terça-feira. 

A rendibilidade das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para o bloco, caíram 2 pontos-base para 2,671%, enquanto os juros da dívida francesa desceram 4 pontos para 3,405%. Por sua vez, o recuo em Itália foi de 4,1 pontos para 3,398%.

Na Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa com a mesma maturidade desceu 3,3 pontos-base para 2,996% e a rendibilidade da dívida espanhola caíram 3,4 pontos para 3,159%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas também a dez anos aliviaram 4,4 pontos-base para 4,491%, um dia antes de o Governo apresentar o orçamento de Estado do país e rever as metas da dívida. Já o orçamento do ano anterior impulsionou uma venda de títulos significativa. 

25.11.2025

Dólar perde terreno em torno da incerteza em relação à decisão da Fed

Libra e iene ganham força contra o dólar americano

O dólar está a cair face às restantes divisas, numa altura em que os dados económicos que vão sendo divulgados após a maior paralisação deixam os investidores indecisos quanto à possibilidade de um corte nas taxas de juro em dezembro. 

A libra subiu para o nível mais alto numa semana em relação à moeda americana, ao avançar 0,6% para 1,3184 dólares, na véspera da apresentação do orçamento de Estado do Reino Unido, previsto para esta quarta-feira. O euro cede 0,2% para 0,8775 libras, mínimos de duas semanas.

O euro ganha 0,36% para 1,1563 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" cai 0,47% para 156,15 ienes. Os investidores continuam atentos a uma possível intervenção do Banco do Japão no mercado cambial, a fim de evitar uma desvalorização ainda maior do iene. 

O índice do dólar da DXY cede 0,31% para 99,83 pontos. Francesco Pesole, analista de câmbio do ING, disse que alguns "fluxos de reequilíbrio de fim de ano antes do Dia de Ação de Graças podem estar a atrapalhar" a desvalorização do dólar.  

25.11.2025

Ouro estabiliza após forte subida esta madrugada. Possível corte da Fed no horizonte

Os preços do ouro estabilizaram e negoceiam em ligeira baixa, depois de, esta madrugada, terem atingido máximos de uma semana, animados com a possibilidade de a Reserva Federal dos EUA cortar juros no próximo mês. 

O metal amarelo recua a esta hora 0,21% para 4.128,9900 dólares por onça.

A dar força ao ouro estiveram os comentários do governador da Fed Christopher Waller, que defendeu um corte dos juros em dezembro, tendo em conta os dados do emprego recentemente divulgados e que revelam um cenário pior do que o esperado - a divulgação destes dados chegou atrasada devido ao "shutdown" do Governo norte-americano durante seis semanas. O ouro tende e beneficiar de taxas de juro mais baixas.

Também John Williams, presidente da Fed de Nova Iorque, disse na sexta-feira ver espaço para reduções dos juros a curto prazo. Agora, os "traders" já apostam em 75% de possibilidade de um corte de 25 pontos base.

25.11.2025

Possível acordo de paz atira petróleo para perdas de 2,5%

petroleo combustiveis

Os preços do petróleo estão a perder terreno esta terça-feira, pressionados pelos avanços no acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia.


O chefe de segurança nacional de Kiev, Rustem Umerov, afirmou que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, poderá visitar os EUA nos próximos dias. Em vista está a finalização do acordo com Donald Trump. 

Ainda não há, para já, qualquer reação por parte da Rússia. Caso o documento seja aceite pelo Kremlin, a oferta de crude no mercado pode voltar a aumentar, já que cairão as sanções americanas e europeias sobre as petrolíferas russas. Isto numa altura em que o mercado já receava o excesso de "ouro negro" no mercado no próximo ano.

O West Texas Intermediate (WTI), de referência para os Estados Unidos, perde 2,69% para 57,26 dólares por barril, enquanto o Brent, referência para a Europa, derrapa 2,51% para 61,78 dólares por barril.

O Deutsche Bank prevê um excedente de pelo menos dois milhões de barris por dia em 2026 e nenhuma perspetiva clara de retorno aos défices, mesmo em 2027, segundo uma nota citada pela Reuters. Assim, as previsões para o próximo ano seguem pessimistas.

Os preços continuam a receber algum apoio da aposta dos investidores num corte das taxas de juro na reunião de dezembro da Reserva Federal, que pode devolver alguns ganhos ao crude.  

  

25.11.2025

Dados económicos deixam Wall Street sem rumo. Alphabet perto de se tornar uma "four trillion dollar baby"

Wall Street.

As bolsas norte-americanas estão a negociar sem rumo definido, divididas entre ganhos e perdas, já que os investidores começam a pesar os dados económicos (atrasados devido à paralisação) que vão sendo divulgados. 

Esta terça-feira, dados oficiais da ADP mostraram que os "private payrolls" - a criação de emprego - caíram 13.500 unidades na semana terminada a 8 de novembro. Além disso, as vendas a retalho subiram de forma modesta em setembro, refletindo a estagnação do poder de compra dos consumidores. Já a inflação acelerou em setembro em relação ao mês anterior, refletindo os custos mais altos da energia e dos alimentos.

"Os mercados estão à procura de mais garantias de que a narrativa de uma aterragem suave não se está a transformar em estagflação", disse Derren Nathan, da Hargreaves Lansdown, à Reuters.

Ainda assim, os investidores ainda têm esperanças de que a Reserva Federal corte os juros na reunião do próximo mês - razão pela qual os três principais índices terminaram a sessão anterior com ganhos significativos.

No arranque da sessão de hoje, o S&P 500 perdia 0,12% para 6.696,76 pontos, o tecnológico Nasdaq Composite recuava 0,41% para 22.777,94 pontos e, em contraciclo, o industrial Dow Jones subia 0,43% para 46.650,07 pontos. 

Entre os principais movimentos empresariais, a Alphabet soma mais de 2%, depois de ter subido 4% no pré-mercado, aproximando a dona da Google de uma capitalização de mercado de quatro biliões de dólares. O otimismo em torno da tecnológica surge depois de o jornal The Information reportar que a Meta, dona do Instagram, Facebook e Whatsapp, estará a negociações para investir milhões de dólares em chips de inteligência artificial da Google. A Meta salta 1,62%. 

A Broadcom, por contágio - isto porque é parceira da Alphabet na produção dos semicondutores - sobe 0,5%. Por sua vez, a Nvidia e a Advanced Micro Devices, que dominam este mercado, caem 5,75% e 8%, respetivamente. Com esta queda, a Nvidia perdeu mais de 240 mil milhões de dólares em valor de mercado.

Entre as ações de empresas que apresentaram resultados trimestrais, a retalhista Burlington mergulha quase 11% após ter afirmando que a receita do terceiro trimestre ficou abaixo das estimativas. 

Para os retalhistas, a época de compras de fim de ano deste mês, entre o feriado de Ação de Graças na quinta-feira e a "Cyber Monday", na próxima semana, será decisiva para as vendas.

25.11.2025

Euribor sobe a três e seis meses e desce a 12 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três e seis meses e desceu a 12 meses em relação a segunda-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,066%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,121%) e a 12 meses (2,206%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,121%, mais 0,001 pontos do que na segunda-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,87% e 25,33%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou, ao ser fixada em 2,206%, menos 0,003 pontos.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses subiu hoje para 2,066%, mais 0,007 pontos do que na segunda-feira.

Em relação à média mensal da Euribor em outubro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada a 12 meses.

A média da Euribor em outubro subiu 0,007 pontos para 2,034% a três meses e 0,005 pontos para 2,107% a seis meses.

Já a 12 meses, a média da Euribor avançou mais acentuadamente em outubro, designadamente 0,015 pontos para 2,187%.

Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas sublinhou que não é um lugar fixo.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

25.11.2025

Europa avança com cautela à espera de novos catalisadores

bolsa europa euronext

As principais praças europeias estão a negociar na sua maioria no verde, embora com ganhos pouco substanciais, num dia repleto de dados económicos tanto deste como do outro lado do Atlântico. Os investidores vão estar especialmente atentos aos números da economia norte-americana, numa altura em que têm crescido as probabilidades do banco central voltar a cortar nas taxas de juro em dezembro. 

O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, acelera 0,22% para 564,09 pontos, isto depois de já ter conseguido recuperar parcialmente das quedas da semana anterior na segunda-feira. As ações de defesa estão em foco nesta sessão, ao crescerem mais de 1%, depois de a Rússia ter voltado a intensificar os ataques sobre a Ucrânia na noite passada - apesar dos

, para discutirem um potencial fim da guerra. Os EUA estão representados pelo secretário do Exército, Dan Driscoll, que na segunda-feira já teve um encontro com uma delegação russa, segundo a agência de notícias Reuters. Já nesta terça-feira as conversações vão continuar entre as partes e sabe-se que a Ucrânia também tem uma representação em Abu Dhabi.

As ações europeias arrancaram a semana em recuperação, com o Stoxx 600 a avançar, embora de forma ligeira, na segunda-feira, impulsionado pelos comentários do membro do conselho de governadores da Reserva Federal (Fed) Christopher Waller, que vê o mercado laboral fraco o suficiente para justificar um novo corte nas taxas de juro. 

“A Fed tem uma tradição de dar visibilidade aos investidores quando se trata de decisões sobre taxas de juros. A volatilidade que estamos a testemunhar atualmente é um reflexo da ausência dessa visibilidade”, explica Raphael Thuin, diretor de estratégias de mercado da Tikehau Capital, à Bloomberg. O analista antecipa ainda que este caminho nublado pode ser um risco para as ações em 2026.

Entre as principais movimentações de mercado, a Kingfisher acelera 3,93% para 3,04 libras, tendo chegado a disparar quase 7%, depois de a empresa ter revisto em alta as suas previsões para o resto do ano, esperando agora atingir um resultado antes de impostos entre os 540 e os 570 milhões de libras. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,11%, o neerlandês AEX acelera 0,26%, enquanto o francês CAC-40 ganha 0,05% e o britânico FTSE 100 valoriza 0,24%. Já o espanhol IBEX 35 e o italiano FTSEMIB estão praticamente inalterado

25.11.2025

Juros agravam-se na Zona Euro após avisos de Nagel

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro arrancaram a negociação com pequenos agravamentos, depois de o presidente do banco central alemão e membro do conselho do Banco Central Europeu, Joachim Nagel, ter avisado que a autoridade monetária continua atenta à evolução dos preços nos alimentos e nos serviços - que continuam elevados. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, avançam 0,5 pontos-base para 2,695%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade ganha 0,4 pontos para 3,449%. Já em Itália, os juros aceleram 0,6 pontos para os 3,445%. 

Pela Península Ibéria, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a agravar-se em 0,4 pontos base para 3,032% e as espanholas a subirem 0,5 pontos para 3,198%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, avançam 0,9 pontos-base, para 4,544%, a poucos dias de o Governo trabalhista apresentar o orçamento para o próximo ano.

25.11.2025

Dólar inabalado pela Fed. Iene recupera de mínimos de dez meses

dólar

O dólar está a negociar praticamente inalterado face à maioria dos seus principais concorrentes, mesmo numa altura em que crescem as probabilidades da Reserva Federal (Fed) norte-americana voltar a flexibilizar a sua política monetária - um movimento que tende a desvalorizar a "nota verde". 

A esta hora, o euro avança apenas 0,02% para 1,1524 dólares, enquanto a libra acelera 0,09% para 1,3117 dólares. Na segunda-feira, o membro do conselho de governadores Christopher Waller afirmou que o mercado laboral norte-americano está fragilizado o suficiente para justificar um novo corte em dezembro, embora tenha alertado que alívios posteriores estarão bastante dependentes de como a economia do país vai evoluir. 

"Há um grande foco na posição de cada membro da Fed e nas suas opiniões sobre um corte nas taxas em dezembro", começa por explicar Chris Weston, diretor de pesquisa da Pepperstone, à Reuters. "Isto faz sentido, dado que o mercado não tem recebido os dados que normalmente influenciariam a sua posição [em relação a um novo corte]. Talvez a maior incógnita seja a opinião do [presidente do banco central, Jerome] Powell, mas, em suma, pode-se supor que ele votaria a favor de um corte em dezembro", afirma ainda. 

Já face à divisa nipónica, o dólar está a desvalorizar 0,15% para 156,66 ienes, mantendo-se bastante próximo dos máximos de 10 meses que atingiu na semana passada. Os investidores têm aguardado por sinais de intervenção por parte do Governo japonês para dar força à moeda, isto depois de o iene ter desvalorizado de forma substancial desde que Sanae Takaichi assumiu as rédeas do país. 

25.11.2025

Ouro em máximos de uma semana com novo corte nos juros no horizonte

ouro

O ouro atingiu máximos de mais de uma semana na madrugada desta terça-feira, numa altura em que os investidores estão cada vez mais confiantes de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana vai mesmo avançar com uma flexibilização da política monetária na reunião de dezembro. 

Depois de ter tocado nos 4.141,49 dólares por onça, o valor mais elevado desde 14 de novembro, o ouro está a negociar praticamente inalterado face à cotação de fecho de segunda-feira, recuando apenas 0,05% para 4.134,22 dólares. Na sessão anterior, o metal precioso acelerou quase 2%, animado pelas declarações do membro do conselho de governadores da Fed Cristopher Waller, que considera um novo corte nas taxas de juro apropriado. 

Na sequência destes comentários, as probabilidades da Fed avançar com um alívio de 25 pontos-base no próximo encontro, que se realiza de 9 a 10 de dezembro, dispararam, superando os 80% - um valor em claro contraste com os 40% da semana anterior. Os investidores têm-se mostrado bastante nervosos em torno do futuro da política monetária dos EUA, o que levou o VIX, o chamado "índice do medo" de Wall Street, a atingir máximos de abril. 

"Os investidores vão estar atentos a quaisquer dados económicos dos EUA, para ver se as preocupações da Fed em torno da procura - seja no mercado laboral, nas vendas a retalho ou na confiança dos consumidores - conseguem eclipsar a situação de inflação persistente", afirma Kelvin Wong, analista de mercados da OANDA, à Reuters. 

Neste ponto, esta terça-feira vão ser conhecidos uma série de dados que acabaram por ver a sua divulgação atrasada devido ao "shutdown" do Governo norte-americano - o maior da história do país. Na lista incluem-se a evolução das vendas a retalho e dos preços no produtor, ambos referentes a setembro, bem como do sentimento dos consumidores em novembro. 

25.11.2025

Petróleo no vermelho com negociação para a paz na Ucrânia em foco

Petróleo estabiliza nos mercados após queda de três dias

O barril de petróleo está a desvalorizar no mercado internacional esta terça-feira, numa altura em que as negociações para acabar com a guerra na Ucrânia continuam a mostrar sinais de progresso. De acordo com a Reuters, o , capital dos Emirados Árabes Unidos, para discutir o plano de Washington para pôr fim ao conflito, depois de representantes da Casa Branca terem concordado em modificar alguns pontos para se aproximarem das pretensões de Kiev. 

A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os Estados Unidos, perde 0,49% para 58,55 dólares por barril, enquanto o Brent, referência para a Europa, recua 0,55% para 63,02 dólares por barril. Na sessão de segunda-feira, os dois "benchmarks" aceleraram 1,3%, depois de até terem passado uma boa parte da negociação em baixa, com os investidores divididos em torno das probabilidades de um acordo de paz entre Ucrânia e Rússia vir realmente a acontecer. 

O fim do conflito entre os dois países poderia levantar as sanções que o crude russo enfrenta por parte da União Europeia, dos EUA e do Reino Unido, permitindo às petrolíferas russas comercializarem a matéria-prima sem restrições. Caso isto aconteça, as previsões de um excedente de crude para o próximo ano poderiam agravar-se ainda mais, numa altura em que o Deutsche Bank já antecipa uma oferta superior à procura em dois milhões de barris. 

Os dois "benchmarks" do petróleo preparam-se para fechar novembro com um saldo negativo, que, a confirmar-se, será o quarto mês consecutivo de quedas - a pior série desde 2023. A desvalorização dos preços reflete um aumento considerável da produção, com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) a voltar a abrir as torneiras, e um crescimento dos "stocks" desta matéria-prima a nível global. 

25.11.2025

Fed e tecnológicas dão força às praças asiáticas. Europa aponta para o vermelho

As principais praças asiáticas aceleraram pelo segundo dia consecutivo com o setor tecnológico a liderar os ganhos, numa altura em que os investidores mostram-se bastante mais otimistas em torno de um possível corte nas taxas de juro na reunião de dezembro da Reserva Federal (Fed) norte-americana. Pela Europa, a negociação de futuros aponta para uma abertura no vermelho, com o Euro Stoxx 50 a perder 0,2%. 

O MSCI Asia-Pacific, "benchmark" para as ações asiáticas excluindo o Japão, valorizou 0,42%, tendo chegado a acelerar quase 1%, recuperando parcialmente das quedas substanciais da semana passada, quando perdeu cerca de 4% do seu valor. Apesar das movimentações dos últimos dois dias, o índice prepara-se para fechar novembro - um mês de grande turbulência nos mercados - com um saldo negativo. 

Os mercados veem agora uma probabilidade superior a 85% da Fed avançar com um novo alívio de 25 pontos-base nos juros diretores no próximo encontro - um aumento considerável face aos 45% do arranque da semana passada. A reviravolta acontece depois de uma série de membros do banco central terem demonstrado o seu apoio a uma flexibilização monetária, uma lista que inclui o presidente da Fed de Nova Iorque, John C. Williams, e o membro do conselho de governadores Cristopher Waller.

"Acreditamos que a Fed irá reduzir as taxas em dezembro e, em seguida, fazer uma pausa de cinco a seis meses antes de considerar mais três cortes no próximo ano, provavelmente no segundo semestre", explica Jack Siu, diretor de gestão de carteiras da Lombard Odier, à Reuters. O analista antecipa ainda que o Banco Central Europeu (BCE) não deve mexer mais na política monetária.

Nos resultados por praças, o japonês Nikkei 225 encerrou a sessão com ganhos bastante modestos de 0,07%, apesar de até ter arrancado a sessão em força. O mercado nipónico esteve encerrado na segunda-feira devido a um feriado e falhou uma recuperação geral das praças asiáticas, depois de ter desvalorizado cerca de 3,5% na semana passada. 

Já na China, e depois de ter acelerado mais de 1,8% na sessão anterior, o Hang Seng, de Hong Kong, pulou 0,47%, enquanto o Shanghai Composite ganhou 0,87%. Na segunda-feira, - uma viagem que está a ser vista pelos analistas como um avanço nas relações diplomáticas e comerciais entre as duas maiores economias do mundo, após já terem conseguido alcançar uma nova trégua comercial em outubro. 

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