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Juro volta a baixar em nova emissão de obrigações para o retalho

As OTRV que o instituto que gere a dívida do Estado vai lançar pagam uma taxa de juro de 1,9%. O montante indicativo é de 500 milhões de euros.

Bruno Simão
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 23 de Março de 2017 às 07:00
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A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) vai arrancar na próxima semana com a quarta emissão de obrigações do tesouro de rendimento variável (OTRV), títulos de dívida para os aforradores particulares, que têm captado um forte interesse por parte das famílias portugueses.

 

O montante indicativo da operação é de 500 milhões de euros e tal como nas emissões anteriores, a remuneração dos títulos volta a baixar. De acordo com o aviso publicado em Diário da República, a taxa de juro será de 1,9%, que apesar de mais baixa do que praticado no ano passado, continua a comparar de forma favorável com outros produtos comparáveis, como os depósitos a prazo e outros títulos do Estado emitidos para o retalho, como os certificados de aforro.  

  

Na emissão concretizada em Novembro, as OTRV pagavam uma taxa de juro de 2%, já abaixo dos 2,05% oferecidos na operação concluída em Agosto e dos 2,2% na estreia destes títulos, em Março.

 

A taxa das nova OTRV está em linha com o custo do financiamento do Estado português, já que a taxa de juro das obrigações do Tesouro com uma maturidade de cinco anos está actualmente nos 1,932%.

 

As OTRV pagam um cupão semestral, "com uma taxa de juro nominal anual variável e igual à Euribor 6 meses definida no segundo ‘Dia Útil Target’ anterior ao início de cada período de juros, acrescida de 1,90%, com uma taxa de juro mínima de 1,90%", refere o aviso publicado no Diário da República.

 

Os juros serão pagos em 12 de Abril e 12 de Outubro de cada ano até à data de amortização, prevista para 2022, pois os títulos têm uma maturidade de cinco anos.

As ordens de subscrição serão expressas em montante, sendo o mínimo de subscrição por investidor de 1.000,00 euros correspondente a 1 OTRV, e o máximo de 1.000.000,00 euros, correspondente a 1.000 OTRV, devendo as ordens ser transmitidas em múltiplos de 1.000,00 euros e subscritas junto de uma instituição de crédito

 

Além dos impostos, à taxa bruta de 2,00% é necessário retirar as comissões cobradas pelos bancos. Desde a comissão de subscrição à de custódia dos títulos, de pagamento dos juros e de reembolso final.


Subscrição a partir de 27 de Março
 

De acordo com uma nota emitida no site do instituto liderado por Cristina Casalinho (na foto), as OTRV "serão colocadas através de oferta pública de subscrição dirigida ao público em geral a decorrer entre o dia 27 de Março e 7 de Abril". 

 

O montante indicativo desta emissão, como habitual, é de 500 milhões de euros, mas tal como no passado este valor deverá aumentar, caso se repita a forte procura por parte dos investidores. O IGCP tomará a decisão de aumentar este montante até 31 de Março.

 

Na emissão realizada em Novembro, as famílias portuguesas aplicaram 1.500 milhões de euros em OTRV, numa emissão que atraiu o interesse de mais de 90 mil investidores que deram ordens de subscrição. Na primeira operação, realizada em Maio, as OTRV atraíram 38.630 investidores e na oferta concretizada em Agosto esse número subiu para 65.179. As novas OTRV, que foram lançadas em 2016, têm já um saldo vivo de 3.450 milhões de euros.

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