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Moody’s não se pronuncia sobre Portugal, que continua dois níveis acima de lixo

A agência de notação financeira tinha agendada para esta sexta-feira uma possível decisão sobre o rating e perspetiva de Portugal, mas optou por não o fazer.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 20 de Maio de 2022 às 21:50
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A Moody’s optou por não se pronunciar sobre a dívida soberana de Portugal, que se manteve assim no penúltimo grau da categoria de investimento de qualidade (ou seja, dois níveis acima de "lixo"). Já o "outlook" (perspetiva para a evolução da qualidade da dívida) permanece estável.

 

Em setembro passado, a agência elevou a classificação da República, que ficou assim igual à que é atribuída pela Fitch e pela Standard & Poor’s.

 

Para hoje esperava-se que pudesse elevar o "outlook" para positivo, tal como a Fitch fez no passado dia 6 de maio, mas tal não aconteceu.

 

A Moody’s tem sido mais resistente do que as suas congéneres na melhoria da nota portuguesa. Foi a primeira agência a colocar Portugal no "lixo" – categoria de investimento especulativo – e a última a retirá-lo desse patamar.

 

No final de 2011, ano em que Portugal ficou sob assistência da troika (UE e Comissão Europeia através de dois mecanismos distintos, e FMI) no âmbito do programa de resgate, também a S&P e a Fitch já tinham Portugal em "junk".

 

A S&P foi a primeira das três grandes agências – as chamadas três irmãs – a recolocar a dívida portuguesa no grau de investimento de qualidade. Fê-lo em setembro de 2017, atribuindo-lhe um BBB (dois níveis acima de "lixo"). Seguiu-se em dezembro a Fitch, colocando Portugal no mesmo grau, e a Moody´s só o fez em outubro de 2018. Esperou, por isso, mais um ano até se decidir por uma melhoria, colocando-o no último grau de investimento de qualidade, com perspetiva estável. Ou seja, melhorou mas não pontuou a República tão bem como as suas congéneres, deixando-a um nível abaixo.

 

Em agosto de 2019, a Moody’s elevou o "outlook" para positivo, mas só a 17 de setembro do ano passado é que melhorou a notação em mais um nível, igualando assim as "duas irmãs", mas descendo a perspetiva para estável.

 

A canadiana DBRS, que completa o leque das quatro agências cujos "ratings" eram aceites pelo BCE para avaliar a elegibilidade de uma dívida soberana para o seu programa de compra de ativos, foi a única que manteve sempre a notação portuguesa acima de "lixo".

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