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Pedro Passos Coelho: Reembolso antecipado ao FMI está em análise

O primeiro-ministro e líder da coligação diz que o Governo estava a contar com a venda do Novo Banco para antecipar mais um pagamento ao FMI. Sem esse dinheiro, o Governo está ainda a avaliar se faz sentido contrair um empréstimo para pagar ao Fundo.

Ricardo Almeida/Correio da Manhã
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O Governo estava à espera de receber os 3,9 mil milhões de euros que injectou no Novo Banco para  fazer mais um reembolso antecipado ao FMI, afirma Pedro Passos Coelho ao Negócios. Sem  a venda do banco que resultou do BES, o Governo está ainda a avaliar se é financeiramente favorável contrair um empréstimo para, até ao fim do ano, fazer mais um pagamento antecipado.

No segundo dia de  campanha, Pedro Passos Coelho enganou-se e  confundiu  o pagamento de um empréstimo obrigacionista de 5,4 mil milhões, que se vence a 15 de Outubro,  com uma amortização ao Fundo. Mas ao Negócios afirma que se mantém nos planos do Governo fazer mais um pagamento antecipado do FMI de 2,2 mil milhões, tudo dependendo das condições de mercado. Ou seja, se o novo empréstimo tiver uma taxa inferior à cobrada pelo FMI.

"Estávamos a contar com os 3,9 mil milhões de euros" que o Tesouro emprestou ao Fundo de Resolução para  "fazer um novo reembolso ao FMI". Mas como o NB não foi vendido, o Fundo de Resolução mantém o empréstimo e ficou em causa mais um reembolso ao Fundo. O Estado já  pagou antecipadamente ao FMI cerca de oito mil milhões de euros de um empréstimo total de 27 mil milhões.

Fazer ou não um novo reembolso, decisão que já não será tomada por este Governo, depende das condições de mercado. E são essas as orientações que o actual Executivo deu à entidade que gere a dívida pública.

O Governo estava a contar com a venda do Novo Banco para fazer mais um reembolso ao FMI.
Pedro Passos Coelho
Primeiro-ministro



Dívida em queda

Cristina Casalinho, em declarações ao Negócios, também já tinha admitido no final da semana passada que a não venda do Novo Banco "põe em risco o reembolso antecipado ao FMI", mas acrescentou que "existe ainda algum espaço de manobra para o acomodar". Dinheiro de bilhetes do Tesouro e depósitos podem ser uma alternativa, desde que não ponham em causa o nível de liquidez estimado para o final do ano: 9 mil milhões.

A presidente do IGCP garante que mesmo sem o dinheiro do Novo Banco "a trajectória descendente [da dívida] não está posta em causa". "O valor estimado para o final do ano, neste momento, é difícil de concretizar. Depende de outros factores, designadamente a evolução cambial" do euro e o dólar.

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