Fernando Sobral fsobral@negocios.pt 28 de Julho de 2005 às 13:59

Causa e consequências

Em Portugal as consequências vivem independentemente das causas. Como se existissem dois países. Na maioria dos casos há um problema que é identificado. Depois de estudado por múltiplas comissões consegue-se chegar a uma conclusão: tenta-se resolver um im

O que é óptimo para se criarem duas comissões que os analisem. O país é assim: todos parecem saber as causas do seu mau funcionamento. A consequência é que se passam anos a debater a solução óbvia que, ou nunca é tomada, ou quando o é já não é relevante.

Reparemos num caso exemplar. Causa: as automotoras que fazem o serviço entre Pinhal Novo e Beja têm 57 anos e avariam constantemente. Consequência: o país discute activamente o gasto de múltiplos milhões de euros para activar o TGV que ganhará uns minutos no trajecto entre Lisboa e Porto ao Alfa.

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Outro exemplo. O aeroporto da Portela é a causa de não estarmos a concorrer com Madrid para sermos o centro da Europa aérea. Consequência: devemos construir na Ota e assim os passageiros da margem sul do Tejo que queiram apanhar um avião das sete da manhã ficarão mais próximos de Badajoz.

Os que defendem a causa de Portugal estão cada vez mais apreensivos. A consequência é um «sprint» para o abismo.

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