"Guerra e Paz" no mundo incerto de hoje
Quando no século XIX Tolstoy publicou o romance "Guerra e Paz", dificilmente poderia imaginar que, mais de cento e cinquenta anos depois, as suas reflexões sobre a guerra continuariam a soar tão atuais.
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Não sendo um profundo conhecedor da “arte da guerra” nem da historiografia sobre os inúmeros conflitos regionais e mundiais dos últimos séculos, procurei nas últimas semanas reler alguns autores de referência. As dúvidas que me assaltam sobre o resultado dos conflitos, das operações especiais ou das guerras que se estão a desenrolar perante os nossos olhos, são muito maiores do que as certezas que possa ter quanto à sua justiça, oportunidade e resultado. Quando no século XIX Tolstoy publicou o romance "Guerra e Paz", dificilmente poderia imaginar que, mais de cento e cinquenta anos depois, as suas reflexões sobre a guerra continuariam a soar tão atuais. A obra, claramente marcada pelas invasões napoleónicas da Rússia e pela figura dominante de Napoleão Bonaparte, não é apenas um romance histórico. É, sobretudo, uma profunda meditação sobre a natureza do poder, a fragilidade da paz e a ilusão humana de controlar o curso da História.
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