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António Moita - Jurista
18 de Janeiro de 2026 às 17:25

Vítima, suspeito ou condenado?

Mesmo que a acusação venha mais tarde a ser desmentida, arquivada ou considerada infundada, a dúvida permanece. Fica a suspeita, o “não se provou, mas…”, que se instala na memória coletiva como uma sombra permanente.

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Sabemos todos que a velocidade da informação ultrapassa largamente a da justiça. Uma insinuação, um rumor ou uma acusação lançada num título de jornal, numa rede social ou num comentário televisivo pode, em poucos minutos, tornar-se uma verdade socialmente aceite. Mesmo quando não existem provas, mesmo quando os factos não foram apurados, mesmo quando a justiça ainda nem começou a falar. As consequências deste fenómeno são profundas na vida de qualquer pessoa. Num político em plena campanha eleitoral são particularmente devastadoras. As acusações de assédio sexual ou de outro tipo de comportamentos graves devem ser sempre levadas a sério. Vivemos demasiado tempo em sociedades que desvalorizaram vítimas, silenciaram denúncias e protegeram abusadores.

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