A inacção do PSD
Matar ou morrer pode parecer algo extremo num mero contexto político. Mas a política sempre foi isso: um jogo de embustes. Ou se engana o adversário ou se perece.
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Na sua alucinada visita à Casa Branca, Kanye West fez um solilóquio que deixou Donald Trump, o mestre das palavras ocas, sem resposta. O "rapper" fez o maior elogio de sempre a Trump, dizendo que este lhe tinha dado uma capa de Super-homem para que ele fosse uma força ao serviço do Bem. Duvida-se de que Kanye West, se fosse membro da bancada parlamentar do PSD, fizesse um monólogo assim em louvor de Rui Rio. Entre o vudu que se faz nos bastidores e o que agora já se diz em voz alta, a maioria dos parlamentares do PSD sabe que não tem tempo a perder. Ou atraem Júlio César para as escadarias do nosso Senado ou serão degolados nas próximas listas eleitorais. Matar ou morrer pode parecer algo extremo num mero contexto político. Mas a política sempre foi isso: um jogo de embustes. Ou se engana o adversário ou se perece. A política sempre foi uma versão ritualizada da guerra: exclui, de preferência, o sangue, mas não evita remover as vozes dissonantes. Segundo os deputados do PSD, a liderança do partido quer "calá-los". Compreende-se a austeridade: se Rui Rio, ao fim de tantos meses, ainda não explicou o que quer para o país, como é que poderá querer escutar deputados?
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