Águas turbulentas nos mares da China
As relações entre a China e o Japão voltaram a azedar por causa da entrada de barcos chineses em ilhas controladas por Tóquio. Mas qual é a estratégia de Pequim em toda a região?
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É um novo grande jogo aquele que se assiste nos mares do Sul da China. Não como no passado, em terra. Mas sim no mar. A tensão entre a China e o Japão voltou a aumentar e a China já avisou que os EUA, a Austrália e o Japão não devem "agitar as chamas", depois de estes países terem avisado Pequim sobre a construção de instalações militares nas águas em disputa. Não por acaso centenas de barcos de pesca chineses, protegidos por vários barcos da guarda costeira entraram há dias nas águas das ilhas disputadas por China e Japão, as Senkaku, e que estão na posse de Tóquio. O Governo japonês ficou em choque e chamou mesmo o embaixador chinês em Tóquio, dando-lhe conta da "deterioração" das relações. Mas o embaixador Cheng argumentou que as ilhas fazem parte "integral" da China, o que mostra até onde pode ir o braço-de-ferro entre os dois países. Isto num momento em que o enviado especial do Presidente Duterte, das Filipinas, Fidel Ramos, disse que é apenas um "quebra-gelo", para tentar normalizar as relações entre Manila e Pequim, também seriamente comprometidas pelas decisões do Tribunal de Haia e os diferendos entre os dois países por causa das águas territoriais. Parece evidente que as atitudes da China em diferentes frentes (que incluem a fronteira por definir com a Índia e também o próprio estreito de Taiwan) não são acasos. Parece haver uma lógica que conduz todas estas acções vistas como provocações. Até agora têm sido evitadas confrontações militares com os vizinhos ou, alguma maior, que forçasse a entrada em cena da marinha de guerra americana. Mas continua a ser evidente uma militarização das águas do Sul da China por Pequim.
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