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Hugo Abreu 26 de Abril de 2018 às 15:00

A Ascenção da Economia dos Dados

Nos últimos anos os dados adquiriram elevado valor comercial e as empresas que possuem muitos dados estão a ser compradas não pelo que fazem, mas pelo que sabem. Do mesmo modo, as trocas comerciais de dados transformaram-se em negócios rentáveis por direito próprio.

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Os dados estão a amadurecer tal como as outras matérias-primas. A sua descoberta e a criação de processos cada vez mais eficientes de os identificar e reunir, evidenciam o seu valor próprio. Mas o seu verdadeiro potencial só ganha dimensão quando as pessoas começam a criar e construir coisas com base nesta matéria-prima. Atualmente esta utilização alcançou níveis de valor tais para as empresas, que os dados começam a estar sujeitos a um maior leque de regras e a um controlo mais rigoroso, de modo a garantir o seu valor, a sua disponibilidade e a sua utilização responsável.

O Regulamento Geral de Proteção dos Dados da UE(RGDP), que entra em vigor no próximo dia 25 de maio de 2018, vem criar regras e proteger a utilização dos dados. Inclui regulação sobre o uso e a mobilidade dos dados pessoais dentro da UE, bem como sobre a sua exportação para fora desta região. Dando um maior nível de controlo às pessoas sobre os seus dados, instituí um conjunto único de regras claras sobre a forma como estes podem ser utilizados.

É vital que as empresas que operam na região da UE, com parceiros ou clientes na UE, estejam cientes das implicações e das exigências do RGDP. Na verdade, estas empresas já deveriam estar a trabalhar para assegurar a conformidade ao regulamento. Ainda que estes processos de conformidade e adaptação estejam tradicionalmente ligados a mais custos e maior complexidade, barreiras e burocracia, as empresas fariam bem em ver aqui oportunidades.

O RGDP, bem como outra legislação semelhante, demonstra a importância crescente que a economia dos dados granjeou nos últimos anos. Trata-se de uma peça legislativa intemporal porque reconhece que os dados se estão a mover mais rápida e livremente, e de forma mais profunda do que nunca. E estas são tendências que as empresas deveriam capitalizar a seu favor.

Com a necessidade cada vez menor de intervenção manual para gerir os dados provocada pela emergência da inteligência artificial e do machine learning, um conjunto de regras claras ajudará as empresas a estabelecerem um plano de ação para automatizar processos de forma escalável, aproveitando a oportunidade para extraírem ainda mais valor dos dados a outros níveis. Esta oportunidade de as empresas otimizarem as suas organizações, é igualmente enfatizada pelo nível de maturidade e sofisticação que a computação em nuvem alcançou a nível das infraestruturas , das plataformas e das aplicações . A recolha e análise do volume exponencial de dados de forma extremamente simples e rápida, só foi possível graças à abrangência da tecnologia cloud e à sua capacidade para conectar, através de plataformas comuns e seguras, aquilo que antes eram vários sistemas, processos e silos de informação. Se os dados são a matéria prima que irá impulsionar as empresas e as inovações no futuro, então a cloud conectada será o meio para extrair e explorar o potencial e o valor dessa matéria-prima.

Hugo Abreu, Country Leader, Oracle Portugal




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