Cinco vinhetas sobre políticas e a política
Os avisos sobre a expansão da despesa pública mais rígida, a dentada da guerra na economia do euro (e da portuguesa), o apoio (agora mais) regressivo para os jovens comprarem casa, o recado do Governo para Seguro – e a discreta chegada da regulação a uma atividade discreta e milionária.
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Os avisos para a despesa. Corria o ano de 2007 quando entrevistei, para o Diário Económico, o então ministro das Finanças Teixeira dos Santos. A consolidação orçamental da despesa em percentagem do PIB prosseguia, mas o que aconteceria se o PIB (o denominador do rácio) caísse? Se bem me lembro, a resposta foi de que era assim, em percentagem do PIB, que se media a coisa e que não valia a pena debater outros cenários. Lembrei-me disto a propósito dos avisos repetidos que ouvimos hoje sobre o crescimento da despesa pública mais rígida, feitos pelo Conselho das Finanças Públicas e pelo ex-governador Mário Centeno. Em percentagem do PIB, as coisas nunca estiveram tão bem: há excedente, a dívida cai. Mas a dependência total face ao ciclo económico – em particular através do excedente da Segurança Social – é uma fragilidade importante, sobretudo quando boa parte da despesa que cresce é a mais blindada legalmente contra cortes.
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