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Fernando Sobral - Jornalista fsobral@negocios.pt
13 de Setembro de 2004 às 12:32

Santana Lopes e a Quarta Via

A pior coisa que pode acontecer a um político é quando se torna um espectador.

Em vez de um actor. Por isso Santana Lopes mostrou no Rio de Janeiro que não fica hipnotizado pelo número mágico do défice. Ao dizer que não se pode continuar a vender as jóias do Estado para conseguir receitas extraordinárias, só pretendia referir algo simples: não é servo da gleba do défice.

Mas quer dizer mais. Santana Lopes não quer ser o líder de um Estado que tem buracos nos bolsos e vive da sopa dos pobres. Quer um Estado que possa actuar. Quer um Governo que possa mostrar as jóias. Se assim não for, para que é que serve o poder?

O Estado, para Santana Lopes, é um intérprete que tem unhas para tocar a guitarra. Sem unhas, verdadeiras ou falsas, não vale a pena ser guitarrista. Santana Lopes é mais keynesianista do que muitos candidatos a líder do PS. Sendo liberal, faz parte da cada vez mais visível ala conservadora que considera que sem o Estado temos o caos como alimento diário.

Depois dos neo-conservadores temos os pós-conservadores. E Santana poderia começar a arquitectar aqui uma Quarta Via.

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