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Fernando Sobral fsobral@negocios.pt 24 de Fevereiro de 2017 às 09:41

A corrupção, a política e as finanças em Espanha

É uma verdadeira galeria de famosos os condenados por corrupção pelos tribunais espanhóis nos últimos dias.

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Iñaki Urdangarin (marido da infanta Cristina) e o seu ex-sócio Diego Torres, e também Rodrigo Rato e Miguel Blesa, neste no âmbito do caso dos cartões de crédito "black". Sinais da crise profunda da sociedade espanhola, dos seus partidos e da própria luta pela independência da Catalunha. No El Confidencial, Manuel de la Fuente escreve: "O PSOE é hoje um partido sem líder, fragmentado, dividido e consumido por uma luta interna cujo resultado, nestes momentos, é difícil de prognosticar. (...) A conclusão, depois de meses de turbulências, é que parece afastar-se a sombra da 'pasokização' e que o PSOE continua a ser hoje um partido que continua a reflectir amplas áreas da sociedade."

Olhando para outro factor de perturbação, Arcadi Espada, no El Mundo, reflecte: "O projecto secessionista passa pelo seu pior momento. A mobilização cidadã acusa o cansaço de tantos anos estéreis: Artur Mas chegou ao tribunal acompanhado de uma manifestação tão imoral como fracassada; e parece que o secessionismo vai ter de parasitar outros objectivos políticos como o acolhimento de refugiados, para manter a sua presença nas ruas. O Estado, depois da sua primeira reacção perplexa e torpe, começou a actual jurídica e politicamente. (...) Nenhum movimento secessionista triunfou sem um ambiente externo favorável." De outra coisa fala Juan Laborda na "vozpopuli.com": "O problema da má supervisão do nosso sistema financeiro não há que procurá-lo no corpo de inspecção do Banco de Espanha nem no trabalho da imensa maioria dos trabalhadores da instituição. O diagnóstico da saúde do nosso sistema financeiro esteve submetido à pressão dos próprios banqueiros pátrios e à vaidade dos políticos de serviço. (...) Sim, refiro-me aos políticos de serviço que viviam muito bem debaixo da onda da borbulha e que fizeram ouvidos surdos a certas chamadas de prudência." Onde é que já todos vimos e ouvimos isto?


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