Quantos quartos tem o apartamento de Trump? 8 ou 30?
O antigo advogado de Donald Trump, Thomas Wells, é contundente: "O homem está sempre a mentir".
E recordou a história de quantos quartos tem o apartamento do candidato na Trump Tower. Perguntou-lhe: "são quantos? Oito, 16, 20 ou 30?" Trump respondeu: "Qualquer que seja o número os jornais publicam". Ou seja, no seu mundo a verdade é relativa. Depois de uma semana desastrosa, onde teve de se retractar de muitos comentários, e fustigado pela ala neo-com dos Republicanos, Trump vê Hillary afastar-se nas sondagens. Nicholas Kristof, no "New York Times", escreve: "(Hillary) Clinton representa a media de um político na arte da dissimulação, enquanto Trump é um campeão mundial que é patológico na sua desonestidade. Honestamente, não há comparação". A questão é que, com tanta trapalhada, conseguirá ele convencer mais de metade dos americanos que é o mais apto para ser presidente? A sua "amizade" com Vladimir Putin é outro dos seus calcanhares de Aquiles: afinal os dois homens nunca falaram. Jackson Diehl, no "Washington Post" reflecte: "A questão real é que Trump e Putin partilham a mesma a abordagem niilista às relações internacionais. Juntos, podem transformar o nosso mundo. (…) Trump poderia ser convidado a deixar cair a Ucrânia e a Geórgia, e talvez o Egipto e a Jordânia, e chegariam a acordo. Afinal, os empresários podem concluir, não há dinheiro para ganhar nesses países".
Entretanto o nervosismo cresce no sector republicano. Peggy Noonan, uma antiga autora dos discursos de Reagan, deixou o seu lamento no "Wall Street Journal": "Quando actuas como se fosses louco, as pessoas começam a pensar que és louco. Foi o que aconteceu esta semana. As pessoas começaram a pensar que ele (Trump) é maluco, um autêntico bobo". Se juntarmos isso ao que tem escrito Karl Rove, um dos principais estrategas republicanos, não admira que estes estejam à beira de um ataque de nervos.
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