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IMF – Boris Johnson em cuidados intensivos, BoE acorda em financiar governo

Boris Johnson em cuidados intensivos, BoE acorda em financiar governo; FED anuncia novos estímulos de $2.3 biliões; Eur/Usd volta aos ganhos; Petróleo volta a subir com acordo da OPEP+; Ouro sobe para próximo dos $1700.

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Boris Johnson em cuidados intensivos, BoE acorda em financiar governo

No Reino Unido a temática do Covid-19 tem agora um ângulo especial, após o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que se encontra infetado com o vírus ter sido transferido para os cuidados intensivos, devido ao agravamento dos seus sintomas, deixando o ministro dos negócios estrangeiros, Dominic Raab, na liderança provisória do Governo. Na quinta-feira, o Banco de Inglaterra concordou em financiar temporariamente o governo para combater a disseminação do Covid-19 se os fundos não puderem ser imediatamente levantados nos mercados obrigacionistas, trazendo assim de volta uma medida que foi amplamente utilizada da última vez durante a crise do subprime de 2008. O governo do primeiro-ministro Boris Johnson fez promessas históricas de gastos e cortes de impostos para tentar proteger empresas e trabalhadores da maior desaceleração em mais de um século, aumentando seus planos de empréstimos em dezenas de milhares de milhões de libras. Normalmente, o Governo obteria financiamentos diretamente dos mercados financeiros, através da emissão de títulos e, na passada semana, os investidores mostraram um forte apetite para comprar mais de £10 mM (€11.43 mM). No entanto, os mercados estavam muito mais agitados no mês passado, antes de o BoE revelar que compraria £200 mM de obrigações, principalmente títulos do governo. O anúncio de quinta-feira permite ao governo disponibilizar milhares de milhões de libras diretamente do seu "cheque especial" com o BoE.

Tecnicamente, o Eur/Gbp não registou variações significativas face à semana anterior. O par lateralizou em torno dos 50% de retração de fibonacci (£0.882) e os 38.2% (£0.87). Não obstante, os indicadores técnicos continuam a fornecer sinal de venda, não podendo ser posta de parte uma quebra em baixa aos £0.87 no curto-prazo.


FED anuncia novos estímulos de $2.3 biliões; Eur/Usd volta aos ganhos

O Eur/Usd voltou a verificar uma inversão de tendência, acabando por encerrar a semana em alta. A FED anunciou estímulos de $2.3 mM para fortalecer os governos locais e pequenas e médias empresas, em mais uma decisão com o objetivo de manter a economia dos EUA o mais intacta possível, enquanto o país, à semelhança do resto do mundo, enfrenta a pandemia do Covid-19. A Reserva Federal revelou que trabalharia através dos bancos para oferecer financiamentos de quatro anos com empresas de até 10 mil funcionários e compraria diretamente obrigações de Estados e de municípios e cidades mais populosos para ajudá-los a responder à crise de saúde pública. Na Europa, os principais institutos económicos alemães apontam para uma contração de 9.8% do PIB no segundo trimestre de 2020. Na França a situação também é preocupante, tendo o Banco da França revelado que espera que tenha ocorrido uma contração de 6% do PIB no primeiro trimestre deste ano. Na altura da realização desta informação, Mário Centeno indicava que o Eurogr
upo se encontrava bastante próximo de chegar a um acordo e que acredita que, desta vez os ministros irão "estar à altura da ocasião" e demonstrar o espírito de "compromisso, que é a base da nossa União".

Tecnicamente, após ter registado seis sessões consecutivas de perdas, o Eur/Usd neutralizou a tendência bearish de curto prazo. O sinal de venda do MACD está a deteriorar-se, podendo indicar uma continuidade nos ganhos do par.


Petróleo volta a subir com possível acordo da OPEP+

Os preços do petróleo encerraram a semana em alta, impulsionados pelas expetativas de um corte da produção por parte da OPEP e dos seus aliados (OPEP+). Na quinta-feira, relatos citados pela Reuters revelaram que a Arábia Saudita e a Rússia estariam prestes a chegar a um acordo relativamente aos cortes. As mesmas fontes indicaram que o acordo da OPEP+ teria uma duração de dois anos e que poderá ser implementado de forma gradual. Relativamente à dimensão dos cortes, tudo indica para que sejam de 10 milhões de barris por dia.

Tecnicamente, o crude deu seguimento aos ganhos, aproximando-se cada vez mais da resistência dos $30. O MACD e o RSI têm vindo a intensificar a perspetiva bullish à matéria-prima. No entanto, para esta ser confirmada o ouro negro terá de quebrar em alta os 23.6% de retração de fibonacci ($31).


Ouro sobe para próximo dos $1700

O ouro subiu para máximos de quase um mês com os investidores a protegerem-se dos riscos antes do longo fim-de-semana de Páscoa e da reunião da OPEP e dos seus aliados no final de quinta-feira. Recentemente os receios sobre o impacto económico da pandemia do Covid-19 têm vindo a intensificar-se, tendo alguns bancos de Wall Street estimado que esta irá retirar cerca de $5 biliões ao crescimento global nos próximos dois anos.

Tecnicamente, o ouro transaciona com uma perspetiva bullish para o curto-prazo, após ter quebrado em alta os $1600. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, indicam que o metal precioso deverá dar continuidade aos ganhos, tendo como próxima resistência os $1700, que também corresponde aos 100% de retração de fibonacci.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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