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IMF – Eur/Usd derrapou para mínimos de 2017, BCE anuncia compras de €750 mM

Eur/Nok renova máximos históricos; Banco Central da Noruega interveio no mercado; Eur/Usd derrapou para mínimos de 2017, BCE anuncia compras de €750 mM; Petróleo volta a afundar, crude atingiu mínimos de 18 anos; Ouro segue a recuar, mas aparenta estabilização

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Eur/Nok renova máximos históricos; Banco Central da Noruega interveio no mercado

Tal como tinha acontecido na semana passada, o Banco Central da Noruega (Norges Bank) cortou as taxas de juro, novamente numa tentativa de aliviar o impacto económico do Covid-19. Desta vez o corte foi de 75 pb e levou a taxa diretora de 1% para 0.25% - novo mínimo histórico. Este corte sucedeu ao de 50 pb realizado na prévia semana, altura na qual o Governador do Banco indicou que a economia do país nórdico se encontra em estado de emergência. A decisão do comité foi unanime, tendo este revelado que após o corte da semana passada, "a situação na economia norueguesa continuou a piorar". O Comité revelou ainda estar disponível para realizar mais cortes. Relativamente à coroa norueguesa, o mês de março tem sido bastante difícil, tendo recuado mais de 26% face ao euro, para novos mínimos históricos, acima dos 13 noks por euro. A contribuir para a desvalorização da coroa está a forte queda dos preços do petróleo (ver texto abaixo). O Banco Central fez uma intervenção no mercado cambial, o que permitiu uma recuperação da coroa.

Tecnicamente, o Eur/Nok intensificou a tendência de alta, após a quebra ao limite superior do canal ascendente (vermelho tracejado), renovando novos máximos históricos, acima dos 13 noks. Os indicadores mostram alguma saturação do movimento de alta.


Eur/Usd derrapou para mínimos de 2017, BCE anuncia compras de €750 mM

Na última semana, todas as atenções voltaram-se (sem grande surpresa) para o Covid-19 e o seu impacto nas economias mundiais. Acreditamos não ser descabido considerar que os mercados entraram, se já não o tinham feito, em pânico. Tanto aconteceu que é até difícil seguir todos os desenvolvimentos. Não obstante, destaca-se a o enorme programa de compra de obrigações de €750 mM pelo BCE para evitar o início de uma nova crise da dívida. Este programa veio com a promessa de remover "restrições" autoimpostas, se necessário - uma referência ao limite de possuir mais de um terço de uma obrigação do país. Isto significa que as compras podem ser feitas nos títulos que forem mais necessários, o que significa que o Banco pode aumentar as compras de obrigações de Itália, por exemplo. Os EUA também anunciaram um pacote de incentivos e dizem estar a preparar outro. Adicionalmente, a FED revelou que estabeleceu um programa temporário de abastecimento de dólares a mais nove Bancos Centrais para aliviar a escassez de moeda. Os swaps, nos quais a FED estabeleceu acordos com outros bancos centrais para aceitar ouras divisas em troca de dólares, permitirão pelo menos nos próximos seis meses aos bancos centrais da Austrália, Brasil, Coreia do Sul, México, Singapura, Suécia, Dinamarca, Noruega e Nova Zelândia obter um total combinado de $450 mM, para garantir o bom funcionamento do sistema financeiro.

Tecnicamente, o Eur/Usd apresenta uma perspetiva ainda bearish, após ter quebrado em baixa o limite inferior do canal de tendência descendente (vermelho-tracejado). O par aparenta apresentar alguma estabilidade em torno dos $1.07. No entanto, o MACD continua a apresentar um forte sinal de venda, indicando que, se o par não conseguir ressaltar nesta linha, poderá dar seguimento às perdas de encontro aos $1.05 no curto-prazo.


Petróleo voltou a afundar, crude em mínimos de 18 anos

Os preços do petróleo viveram mais uma semana bastante atribulada. A matéria-prima voltou a registar quedas bastante acentuadas, para mínimos de 2002 no caso do crude e de 2003 no caso do Brent. A pressionar os preços da está o grande desequilíbrio entre a oferta e a procura. Uma situação que se viu exacerbada pela guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia, numa altura em que as perspetivas para a procura continuam a ser revistas em baixa devido ao impacto da pandemia do Covid-19. Tendo em conta a duração temporal das últimas guerras de preços, as perdas para o petróleo poderão não ter ainda acabado. Apesar das quedas, é de destacar que no final da semana os preços recuperaram parcialmente após os diversos estímulos por parte das maiores economias globais e após as indicações de que Donald Trump poderá intervir na guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia.

Tecnicamente, o crude continuou a descer a pique, acabando por quebrar os 100% de retração de fibonacci, atingindo mínimos de 2017. Para além disto, não há muitas novidades a relatar sobre a análise técnica no ouro negro. As perspetivas estão claramente apontadas para baixo, estando o MACD e o RSI a suportar esta tendência. O próximo suporte de significância encontra-se no nível psicológico dos $20/barril.


Ouro segue a recuar, mas aparenta ter estabilizado

Apesar do significante aumento da aversão ao risco, devido aos receios em torno do Covid-19, os preços do ouro voltaram a registar um saldo semanal negativo. A justificar a queda estará, novamente, a necessidade dos investidores de vender o metal para atender às necessidades de liquidez para enfrentar a extrema volatilidade que abala os mercados globais. Apesar disto, no final da semana, as perdas acabaram por ser limitadas.

Tecnicamente, o ouro deu seguimento às quedas, atingindo mínimos de dezembro. Não obstante, e apesar do sinal de venda do MACD, o metal precioso aparenta ter encontrado suporte em torno dos $1450, nível do qual ressaltou, estando neste momento a testar os 61.8% de retração de fibonacci (em torno dos $1500/onça). Uma quebra a este nível abriria o caminho até aos $1550.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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