As máquinas aprendem para facilitar a nossa vida

Os contadores inteligentes vão acabar com a necessidade de comunicar as leituras da luz. A inteligência artificial vai permitir prevenir e tratar melhor doenças como o cancro, e as auditorias já são feitas com recurso a máquinas que analisam milhares de dados.
Miguel Baltazar/Negócios
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Bruno Simões 14 de julho de 2016 às 00:01

Hoje em dia, praticamente todos os bancos já são "multicanal" e é possível fazer praticamente qualquer operação sem ter de ir ao balcão. As auditorias da EY já são em grande parte feitas por máquinas, que recolhem e processam centenas de dados. A EDP já tem contadores inteligentes que comunicam sozinhos os consumos e permitem que se mude de tarifa sem estar em casa. Estes são alguns dos exemplos das mudanças que a digitalização da economia já provocou no dia-a-dia dos portugueses. Mas não vão ficar por aqui, porque a inteligência artificial vai permitir que as máquinas comecem a dar elas próprias soluções.
Esta quarta-feira, Marques Mendes defendeu, na conferência anual do Negócios, dedicada à "(r)evolução Digital", que "Portugal está na primeira linha do aprofundamento do digital". O presidente do Conselho de Administração da EDP Distribuição, João Torres, concorda. "Esta é uma oportunidade que temos para jogar de igual para igual com qualquer país do mundo".
A empresa já tem 400 mil contadores inteligentes e quer expandi-los para um milhão no próximo ano, destacou João Torres. Esses contadores permitem aos clientes "acompanhar o seu consumo, ter acesso a tarifas ajustadas" e permitem que "qualquer avaria seja antecipada pelo operador de rede". Adicionalmente, estes produtos vão "permitir eliminar as estimativas" do gasto de energia", porque as leituras serão comunicadas pelos próprios contadores.
Na saúde, a prevenção e o tratamento de doenças como o cancro pode sair a ganhar. "A grande inovação reside em como digerir grandes quantidades de informação para termos decisões personalizadas", assinala Isabel Vaz, CEO do grupo Luz Saúde. Com leitura exaustiva de dados isso será possível. "Os computadores de alto processamento vão ter uma palavra a dizer no cancro, no genoma, nos ‘predictive factors’ da doença".

Fernando Santos inspira economia O Euro 2016 não podia ficar à margem da conferência anual do Negócios, e o comentador Marques Mendes até defende que a economia tem a aprender com o exemplo do seleccionador nacional. "Portugal ganhou sobretudo graças a ele, o que mostra que a capacidade de liderança é fundamental", destacou. Fernando Santos "introduziu capacidade de liderança", " teve ambição, que é uma coisa que, de modo geral, não temos" e "mostrou uma capacidade de mobilização" inédita. É preciso, defendeu, "pegarmos no exemplo do líder e estratega desta equipa", isto é, Fernando Santos, e na sua "capacidade de pegar nas jóias da coroa", e fazer o mesmo com a economia, em que as jóias são "o digital ou as energias renováveis".

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