Cotrim recusa apoiar Ventura na 2.ª volta. Acusação de assédio é "pessoalmente dolorosa"

O candidato à presidência da República diz estar arrependido de ter "aberto a porta" a um eventual apoio à candidatura de André Ventura na segunda volta. Sobre a queixa de assédio, diz já ter em curso uma queixa por difamação.
Cotrim recusa apoiar Ventura na 2.ª volta. Acusação de assédio é "pessoalmente dolorosa"
Bárbara Cardoso 11:33

João Cotrim de Figueiredo mostra-se arrependido pelas declarações feitas esta segunda-feira, em que não excluiu o apoio a André Ventura numa segunda volta das eleições presidenciais. Disse ainda que o líder do Chega "moderou o discurso" e "parece um político diferente". Esta terça-feira, Cotrim diz não ter sido claro nas suas palavras. 

"Foi um dia particularmente difícil", disse esta manhã aos jornalistas, em Viseu, durante a campanha, acrescentando que já não tinha "discernimento e capacidade de corrigir" o que disse. 

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"Não me quero comprometer com cenários de segunda volta. Era isso que deveria ter dito. Não me comprometo com nenhum candidato. Não fui claro, assumo essa falta de clareza. O único cenário em que colaboro na segunda volta é aquele em que eu estou presente", explicou, dizendo ainda que foi um "momento bastante infeliz" e que não queria ter "aberto essa porta". 

Questionado sobre um possível impacto nos resultados por conta destas declarações, o candidato remete a avaliação para os portugueses, mas apela a que se lembrem da sua carreira toda como político e não apenas do dia de ontem. 

Esta segunda-feira o antigo líder da Iniciativa Liberal foi o centro das atenções da campanha, mas pelos piores motivos. Além de ter admitido um eventual apoio a Ventura, surgiu ainda uma queixa de assédio sexual por parte de uma antiga assessora de Cotrim Figueiredo - acusações que o mesmo refutou desde logo. 

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Cotrim diz se tratar de um assunto "pessoalmente doloroso". "Está em curso uma queixa por difamação", adiantou, que quer que seja oficializada antes do fim da campanha. Não quer tecer comentários sobre possíveis táticas políticas para o derrubar, mas admite: "Já me reergui, continuo dorido, mas vamos à luta", afirmando ainda que não tem suspeitas de como a acusação pode ter surgido. "Tenho a consciência completamente tranquila", sublinha.

Estando a ex-assessora do eurodeputado agora em funções no Governo, Cotrim admitiu que “isso pode indiciar que, num órgão de soberania da nação, há alguém que publica mentiras”.

Após as acusações, foi publicada uma carta aberta assinada por 30 mulheres que mostraram o seu apoio a Cotrim de Figueiredo - a quem o candidato agradece e diz não ter "nada a esconder". 

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