INE confirma desaceleração da inflação para 1,9% no arranque do ano
O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta quarta-feira que a inflação desacelerou no arranque do ano para um valor abaixo da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE). A variação homóloga da taxa do índice de preços no consumidor (IPC) aliviou para 1,9% em janeiro, depois de o último mês de 2025 ter trazido uma nova aceleração (ainda que ligeira) no cabaz de compras das famílias.
"A variação homóloga do IPC foi 1,9% em janeiro de 2026, taxa inferior em 0,3 pontos percentuais à registada no mês anterior. Com arredondamento a uma casa decimal, esta taxa coincide com o valor da estimativa rápida divulgada a 30 de janeiro", revela o INE.
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A inflação subjacente, que exclui os produtos que estão mais sujeitos a grandes variações de preços (alimentos não transformados e energia), desacelerou na mesma proporção que a inflação global. Em janeiro, passou de 2,1% para 1,8%. O facto de este indicador estar abaixo do índice global revela que a inflação está menos "enraizada" nos produtos que têm preços mais estáveis, como é o caso da educação e saúde. Este indicador é acompanhado com particular atenção pelo BCE.
Entre os produtos com preços mais voláteis, destacou-se o alívio nos alimentos não transformados (frescos), cujo índice de preços abrandou de 6,1% para 5,8%. Em dezembro, houve uma ligeira aceleração na subida de preços deste tipo de bens, que pôs fim ao ciclo de dois meses consecutivos em que este índice esteve a desacelerar. Recorde-se que, em 2025, os preços dos alimentos voltaram a aquecer, tendo atingido um "pico" de 7% em agosto.
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Nos produtos energéticos, o índice de preços manteve-se em valores negativos, mas caíram ligeiramente menos do que no mês anterior. Segundo o INE, a variação homóloga dos preços na energia passou de -2,4% em dezembro, para -2,2% em janeiro.
Em comparação com o mês anterior, a variação mensal do IPC foi de -0,7%, enquanto em dezembro tinha sido de 0,1%. Há um ano, a variação mensal da inflação tinha sido também negativa (-0,5%). O INE estima que a variação média nos últimos doze meses tenha sido de 2,3%, um "valor idêntico" ao mês anterior.
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Já o índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC), que permite comparar a variação de preços em Portugal com a dos restantes Estados-membros da União Europeia (UE), desacelerou, em termos homólogos, de 2,4% para 1,9% em janeiro. A taxa ficou duas décimas acima do valor estimado pelo Eurostat para a Zona Euro – agora com um novo membro: a Bulgária. Em dezembro, essa diferença tinha sido de quatro décimas, com a variação nacional a superar também a variação dos países do euro.
Sem contar com os produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal desacelerou de 2,4% para 1,9%. Essa taxa foi inferior à da Zona Euro, cuja inflação "crítica" foi de 2,2%.
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(notícia atualizada às 11:29)
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