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Europa pressionada por resultados e IA. Dassault Systèmes afunda 20% com maior queda desde 2002

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.
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11h03

Europa pressionada por resultados e IA. Dassault Systèmes afunda 20% com maior queda desde 2002

AP / Michel Euler

Os principais índices europeus estão a negociar com perdas em praticamente toda a linha na sessão desta quarta-feira, pressionados por quedas no setor tecnológico e pela apresentação de resultados de cotadas.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – recua 0,32%, para os 619 pontos, afastando-se do recorde de 622,67 pontos atingido no passado dia 3 de fevereiro.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX cai 0,47%, o espanhol IBEX 35 perde 0,55%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 1,17%, o francês CAC-40 perde 0,54%, o neerlandês AEX desliza 0,07%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,25%. A liderar as valorizações está o português PSI, que soma 0,71% esta manhã, tendo ultrapassado a barreira dos 9 mil pontos pela primeira vez desde meados de 2008.

Resultados apresentados pela Dassault Systèmes estão a pressionar as negociações a esta hora. As ações da empresa francesa de software estão a tombar quase 20%, registando a maior queda intradiária desde 2002 devido ao “outlook” dececionante apresentado pela empresa na sua divulgação de contas trimestrais.

Nesta medida, outras cotadas ligadas à área do software, incluindo a SAP (-1,51%) - uma das mais valiosas em termos de capitalização bolsista do Velho Continente -, também registam quedas com crescentes preocupações de que a inteligência artificial (IA) possa vir a perturbar o setor.

Estas preocupações em torno da disrupção que a IA poderá causar em certas áreas também se estão a alastrar às gestoras de fortunas, com a St James's Place a cair quase 12% neste momento, seguindo o movimento já registado por congéneres norte-americanas na sessão de ontem pelos EUA.

O mercado, neste momento, está muito assustado com a disrupção da IA”, disse à Bloomberg David Lambert, da RBC Global Asset Management UK. “É uma espécie de mantra do tipo ‘atirar primeiro, perguntar depois’, que provavelmente está errado”, acrescenta o especialista, referindo ainda que, “em última análise, essas ferramentas de IA serão utilizadas por muitas das empresas que estão a ser apanhadas por esta narrativa de disrupção”.

Entre os setores, o tecnológico (-1,88%) regista as perdas mais expressivas, seguindo-se o dos serviços financeiros (-1,78%) e a banca (-1,56%).

Noutros movimentos do mercado, a Heineken soma ganhos de quase 3%, depois de a empresa neerlandesa ter anunciado que irá cortar entre 5 mil a 6 mil postos de trabalho, devido à queda na procura por bebidas alcoólicas. Já a Siemens Energy pula cerca de 5% e negoceia em máximos históricos, com o aumento da procura por eletricidade a continuar a impulsionar as vendas da empresa alemã.

Por outro lado, a London Stock Exchange Group avança mais de 3%, com um relatório do Financial Times a indicar que um dos fundos ativistas mais reconhecidos do mundo, o "hedge fund" Elliott Management, liderado por Paul Elliott Singer, adquiriu uma “participação significativa” na empresa.

Mais tarde, o foco dos investidores vira-se para a divulgação do relatório de emprego dos EUA, que foi adiado devido a uma paralisação do Governo. Economistas citados pela agência de notícias financeira preveem um aumento de 65 mil postos de trabalho em janeiro, enquanto a taxa de desemprego se deverá manter estável nos 4,4%.

10h57

Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar alívios em toda a linha na sessão desta quarta-feira, num dia em que as principais bolsas da região registam perdas, com os investidores a virarem apostas para ativos-refúgio.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviam em 1 ponto-base, para 3,148%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e cai 0,9 pontos, para 3,167%.

Já os juros da dívida soberana italiana recuam 0,9 pontos, para 3,403%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa cede 1,4 pontos, para 3,390%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, aliviam 1,2 pontos, para os 2,795%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, seguem a mesma tendência e recuam 1,6 pontos-base, para 4,489%.

10h04

Dólar perde terreno com "traders" a aumentar expectativas de corte de juros

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar está a registar desvalorizações esta manhã, depois de dados económicos referentes às vendas a retalho em dezembro pelos Estados Unidos (EUA) terem vindo reforçar as apostas de cortes de juros pela reserva Federal (Fed) norte-americana ao longo deste ano.

Nesta linha, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes - segue a ceder 0,26%, para os 96,544 pontos

Face ao iene, que continua a beneficiar da eleição de Sanae Takaichi com uma maioria expressiva, o dólar recua a esta hora 0,82%, para os 153,180 ienes, elevando as perdas da divisa norte-americana face ao iene para cerca de 2,5% desde que a primeira-ministra nipónica confirmou a sua vitória nas eleições legislativas antecipadas de domingo.

Os “traders” estão agora a aguardar pela divulgação dos dados do mercado laboral e da inflação referentes à maior economia mundial, que serão conhecidos ao longo desta semana.

Pela Europa, a moeda única soma ganhos de 0,19%, para os 1,192 dólares, enquanto a libra avança 0,39%, para os 1,369 dólares.

08h53

Ouro e prata valorizam com "traders" atentos a dados económicos dos EUA

AP / Jae C. Hong

O ouro e a prata estão a negociar com ganhos na sessão de hoje, depois de as fracas vendas a retalho registadas pelos EUA em dezembro, segundo dados divulgados na terça-feira, terem reforçado os argumentos para que a Reserva Federal (Fed) avance com cortes nas taxas de juro. Também um dólar mais fraco segue a impulsionar a procura pelos metais preciosos.

A esta hora, o metal amarelo sobe 0,52% para os 5.051,380 dólares por onça. Já a prata valoriza 3,49% para os 83,630 dólares por onça.

Depois dos dados das vendas a retalho do lado de lá do Atlântico terem mostrado uma diminuição dos gastos dos consumidores, os “traders” aguardam agora pelos números do mercado laboral e da inflação, que serão ainda revelados ao longo desta semana.

Estes dados serão importantes para perceber qual poderá ser o rumo da política monetária na maior economia mundial, sendo que o ouro costuma beneficiar de um ambiente de juros diretores mais baixos.

08h03

Petróleo avança com instabilidade no Médio Oriente e sinais de redução do excedente de crude

Jacob Ford / AP

Os preços do petróleo estão a negociar com valorizações nesta quarta-feira, à medida que os “traders” continuam a seguir de perto os desenvolvimentos das conversações entre os EUA e o Irão. Além disso, sinais de uma redução do excedente de crude, impulsionados por uma maior procura por parte da Índia, também estão a contribuir para o avanço dos preços.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – sobe 0,91%, para os 64,56 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – desliza 0,87% para os 69,39 dólares por barril.

Embora os preços do "ouro negro" tenham inicialmente cedido depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã - país mediador nas negociações em torno do programa nuclear do Irão - ter dito que as discussões entre Washington e Teerão foram produtivas, as esperanças de uma resolução pacífica mantêm-se ténues, com relatos de que os EUA poderão enviar um segundo porta-aviões para o Médio Oriente se as negociações fracassarem.

Além da instabilidade geopolítica sentida pelo Médio Oriente, sinais de diminuição do excedente de crude ao nível global também apoiaram os preços do petróleo, com os mercados a absorverem parte do excedente registado no último trimestre de 2025. Os "traders" aguardam agora pelos dados semanais sobre as reservas de petróleo dos EUA, que serão divulgados pela Administração de Informação Energética nesta quarta-feira, sendo esperado um aumento dos “stocks” de petróleo na maior economia mundial.

Nesta quarta-feira, também foi registado um novo ataque ucraniano, feito com drones, a uma refinaria da empresa petrolífera russa Lukoil.

07h52

Ásia fecha em alta. "Benchmark" de Taiwan renova recorde com ações da TSMC em máximos

Os principais índices asiáticos encerraram a sessão desta quarta-feira em alta, seguindo a tendência registada pelas últimas sessões, com o índice regional MSCI Ásia-Pacífico a atingir um novo recorde ao avançar 1%. Isto num dia em que a negociação pelo Japão esteve encerrada devido a um feriado nacional. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 mantêm-se inalterados a esta hora.

O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial – somou 1%, e ficou a apenas dois pontos de atingir um novo recorde durante a sessão. Já o índice de referência de Taiwan (TWSE) valorizou 1,61% e fixou um novo máximo histórico nos 33.707,83 pontos. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong ganhou 0,26% e o Shanghai Composite subiu 0,087%.

Nesta linha, por Taiwan, a fabricante de semicondutores Taiwan Semiconductor Company (TSMC) pulou quase 2% e atingiu um recorde durante a sessão, com as ações da empresa a tocarem pela primeira vez nos 1.925 dólares taiwaneses (cerca de 61,03 dólares). Também pela Coreia do Sul as tecnológicas impulsionaram o sentimento, com a Samsung a ganhar mais de 1,20%.

Os investidores estiveram atentos às vendas a retalho pelos EUA, divulgadas na terça-feira, que se mostraram inesperadamente fracas em dezembro, reforçando as expectativas de que a Fed poderá reduzir as taxas ainda mais este ano. A atenção volta-se agora para o relatório sobre o emprego, divulgado nesta quarta-feira, e os dados sobre a inflação do lado de lá do Atlântico, a serem divulgados no final desta semana, para obter mais sinais sobre as perspetivas para a política monetária.

O relatório sobre o emprego “será fundamental”, disse à Bloomberg Bret Kenwell, da eToro. “Um resultado fraco poderá empurrar ainda mais o sentimento para o risco, se as preocupações com o crescimento começarem a aumentar, mas um resultado sólido poderá aliviar algumas dessas preocupações”, acrescentou. Os economistas preveem um aumento de 65 mil postos de trabalho nos EUA em janeiro. A confirmar-se este valor, seria o maior aumento em quatro meses.

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