Ao minuto11.02.2026

Época de resultados divide Europa entre ganhos e perdas. Siemens Energy dispara 8%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.
Bolsa de valores acompanha PSI 20 e Euronext em dia de negociações
N.LAINE / Bloomberg
Negócios 11 de Fevereiro de 2026 às 18:05
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11.02.2026

Época de resultados divide Europa entre ganhos e perdas. Siemens Energy dispara 8%

Uwe Lein/AP

Os principais índices europeus encerraram a sessão desta quarta-feira divididos entre ganhos e perdas, com uma nova fornada de resultados trimestrais a deixar os investidores indecisos em relação a que caminho adotar. Enquanto as contas de cotadas como a Siemens Energy e a Heineken conseguiram ficar acima das expectativas dos analistas, a fabricante de software Dassault Systemes afundou em bolsa após ter apresentado um "outlook" desapontante. 

O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, encerrou a sessão com fanhos de 0,10% para 621,58 pontos, tendo chegado a atingir um novo máximo histórico de 623,49 pontos nesta quarta-feira. O setor do petróleo e gás e o mineiro foram os que registaram o melhor desempenho, levando o principal índice do Velho Continente a território positivo, enquanto as tecnológicas e o setor de media e o das viagens travaram maiores ganhos. 

Siemens Energy disparou 8,40% para 163,25 euros, após ter visto os seus lucros mais do que triplicarem para 677 milhões no primeiro trimestre fiscal, em comparação com o mesmo período do ano passado. A energética explica que o aumento brutal nos resultados deve-se a um recorde nas encomendas da empresas, impulsionadas por uma "procura robusta" por centros de dados pelo continente. 

Por sua vez, a Heineken saltou 4,40% para 77,86 euros, depois de a , justificando a decisão com "difíceis condições de mercado".  Apesar de o volume de produção ter caído 1,2% em 2025, a empresa neerlandesa revelou que os seus lucros operacionais avançaram mais de 4% face ao ano anterior. 

Já no setor tecnológico, o otimismo dos investidores acabou por desvanecer-se. As fabricantes de software têm estado sobre grande pressão nos mercados, devido a receios de que a inteligência artificial possa suplantar modelos de negócios, e os resultados da Dassault Systemes não vieram animar os "traders". A empresa afundou 20,81% para 17,77 euros, depois de ter revelado que as receitas com software caíram 5% no último trimestre do ano passado e que espera um aumento nas vendas para este ano de apenas 3% a 5%. 

No entanto, as ações europeias acabaram por receber um impulso com a divulgação do relatório de criação de emprego de janeiro nos EUA, que demonstrou um mercado laboral mais resiliente do que inicialmente antecipado. "Enquanto o mercado não reajustar os cortes nas taxas da Reserva Federal, isso será positivo para as ações", esclarece François Rimeu, estratega da Credit Mutuel Asset Management, à Bloomberg. "É realmente um dos melhores relatórios que tivemos em muito tempo", acrescenta. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX caiu 0,53%, o espanhol IBEX 35 perdeu 0,43%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,62%, enquanto o francês CAC-40 perdeu 0,18%. Já o neerlandês AEX avançou 0,48% e o britânico FTSE 100 registou ganhos de 1,14%. 

11.02.2026

Juros da dívida aliviam na Zona Euro

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram alívios esta quarta-feira, num dia marcado pela procura de obrigações por parte dos investidores, que estiveram a ignorar os dados da criação de emprego em janeiro nos EUA. No outro lado do Atlântico,

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviaram 1,6 pontos-base para 2,790%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 2,6 pontos para 3,377%. Já em Itália, os juros recuaram igualmente 1,6 pontos para os 3,396%.

Pela Península Ibérica, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas e espanholas a dez anos a aliviarem ambas 1,6 pontos-base para 3,142 e 3,160%. 

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, registaram recuos mais expressivos, ao aliviarem 3 pontos-base para 4,475%,

11.02.2026

Prata dispara e toca os 85 dólares. Ouro avança apesar de resiliência do mercado laboral

Degussa Goldhandel Gmbh / news aktuell / Associated Press

A prata chegou a disparar mais de 6% e a ultrapassar os 85 dólares por onça esta quarta-feira, continuando a enfrentar grande volatilidade nos preços, depois de um novo relatório sobre o mercado do metal precioso ter indicado que a procura deverá superar a oferta pelo sexto ano consecutivo. De acordo com o Silver Institute, o aumento de investimento no setor deverá superar a queda pela procura por joias e os esforços para reduzir o uso da prata na produção de energia solar. 

A esta hora, o metal branco reduziu os ganhos para 4,81%, negociando em torno dos 84,67 dólares por onça, enquanto o ouro acelera 1,35% para 5.091,53 dólares. Depois de um "rally" histórico no arranque do ano, que levou os dois metais a máximos históricos, tanto a prata como o ouro têm tido dificuldade em recuperar completamente das perdas abruptas registadas no início de fevereiro. 

Os avanços desta quarta-feira acontecem apesar de um novo relatório do emprego nos EUA demonstrar um mercado laboral mais forte do que o antecipado. A economia norte-americana conseguiu adicionar 130 mil novos postos de trabalho em janeiro, um valor muito acima dos 65 mil esperados pelos economistas e que está a fazer com que os investidores reduzam o otimismo em torno do número de cortes nas taxas de juro esperados para este ano. 

Tanto o ouro como a prata tendem a beneficiar de uma política monetária mais flexível, uma vez que não rendem juros. Daí, a nomeação de Kevin Warsh como o próximo presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana ter desencadeado um "sell-off" no mercado dos metais preciosos, já que o economista é visto como a figura mais "hawkish" entre os quatro nomes que estavam presentes na "shortlist" elaborada pela Casa Branca - apesar de até ter advogado recentemente por mais cortes nos juros diretores. 

11.02.2026

Dólar estabiliza depois de perdas do início da sessão. Starmer resiste e segura libra

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar norte-americano está a negociar com alterações ligeiras face à maioria dos seus principais concorrentes, apesar de continuar a registar perdas substanciais face ao iene, numa altura em que o mercado laboral dos EUA aparenta estar mais resiliente do que inicialmente antecipado. Apesar de os números da criação de emprego de dezembro terem sido revistos em baixa, a maior economia do mundo conseguiu adicionar 130 mil postos de trabalho no arranque do ano - um valor que ficou bastante acima das estimativas dos economistas. 

A esta hora, o índice do dólar DXY 0,04% para 96,76. Já o euro recua 0,02% para 1,1892 dólares, apesar de ter arrancado a manhã em território positivo, enquanto a libra ganha 0,06% para 1,3663 dólares. A divisa britânica está a beneficiar de uma redução clara da tensão política no Reino Unido, com Keir Starmer a estar muito mais seguro na liderança do Executivo do que no início da semana, quando foi abalado pelas ligações do seu antigo embaixador nos EUA a Jeffrey Epstein. 

Na terça-feira, Starmer prometeu não abandonar o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, afastando pressões da oposição e do seu próprio partido, depois de o líder trabalhista da Escócia ter pedido a sua demissão. 

Já o iene continua em alta e, depois de já ter conseguido valorizar nas duas últimas sessões, avança agora 0,68%, com cada dólar a valer 152,73 ienes. A moeda nipónica está a beneficiar da vitória esmagadora de Sanae Takaichi nas eleições deste fim de semana, com a primeira-ministra do país a conseguir uma maioria de dois terços na câmara baixa do Parlamento japonês.

Com esta vantagem, Takaichi terá caminho aberto para implementar a sua política orçamental expansionista, que compreende vários cortes em impostos, o que pode levar o país a ter de se endividar em grande escala. No entanto, os investidores parecem estar a focar-se no crescimento económico que estas medidas anteveem e que poderá reforçar a posição do iene e do próprio mercado acionista nipónico. 

11.02.2026

Petróleo sobe enquanto tensões com Irão continuam a dominar mercado

Rick Bowmer/AP

Os preços do petróleo estão a subir esta tarde numa altura em que a escalada de tensões entre os EUA e o Irão está a ofuscar as preocupações com o excesso de oferta de "ouro negro" no mercado. Ainda assim, os analistas do UBS garantem que não houve, para já, uma interrupção no fornecimento de crude iraniano.   

O West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – salta 1,53%, para os 64,94 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – pula 1,42% para os 69,79 dólares por barril.

Segundo a Bloomberg, que teve acesso a documentos sobre a matéria, os EUA estão a considerar apreender petroleiros com crude bruto iraniano. Ao mesmo tempo, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse esta terça-feira estar a considerar o envio de um segundo porta-aviões para o Médio Oriente, caso as negociações para um acordo nuclear de Teerão fracassem.

O mercado teme que a falta de um acordo possa levar a ataques dos EUA e a potenciais interrupções no fornecimento. “O petróleo, neste momento, e todo o restante complexo de commodities, está realmente a ser dominado por três coisas: geopolítica, comércio e tecnologia”, disse Francisco Blanch, do Bank of America Global Research, em entrevista à Bloomberg TV. “Certamente, neste momento, a geopolítica é a principal força motriz que impulsiona o petróleo para perto do limite superior da faixa deste ano”, acrescentou. 

Ainda esta quarta-feira, Trump vai encontrar-se com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca. Espera-se que Netanyahu peça ao republicano que pressione por uma redução das atividades militares na região.

O petróleo bruto subiu quase 15% este ano, com as tensões geopolíticas a adicionar um prémio de risco aos preços, após uma queda de 18% em 2025 devido a preocupações de que a oferta supere a procura.

Do lado da oferta, os investidores esperam para ver se os dados oficiais dos EUA vão confirmar o que será o maior aumento de barris de crude nos "stocks" desde novembro de 2023. Só na semana passada, tudo aponta para uma subida de 13,4 milhões de barris. 

"O mercado está com excesso de oferta e os stocks estão a aumentar", disse Blanch, acrescentando que há um excesso de oferta de aproximadamente dois milhões de barris por dia no mercado, já que a OPEP+ aumentou a produção. Caso a geopolítica faça o Brent ultrapassar os 70 dólares, o analista espera que o grupo acrescente ainda mais crude ao mercado.

11.02.2026

Criação de emprego deixa Wall Street à beira de máximos históricos. Moderna afunda quase 10%

Peter Morgan/AP

Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta quarta-feira em território positivo, impulsionado por um relatório de criação de emprego mais robusto do que antecipado que está a deixar os investidores mais otimistas em relação à vitalidade da maior economia do mundo - o que se deve refletir nos resultados das empresas. Estes dados vêm aliviar algumas preocupações do dia anterior, quando foi revelado que as vendas a retalho em dezembro estagnaram, indicando um consumo privado em desacelaração. 

A , mais do que era antecipado, com a taxa de desemprego a cair para 4,3%. Com um mercado laboral mais resiliente, os investidores estão agora menos otimistas em relação ao número de cortes que a Reserva Federal (Fed) pode vir a fazer nas taxas de juro em 2026, com o primeiro alívio a chegar apenas em julho. 

Mesmo assim, o S&P 500 está a avançar 0,48% para 6.975,31 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite acelera 0,51% para 23.220,76 pontos e o industrial Dow Jones ganha 0,38% para 50.379,56 pontos. Na sessão anterior, os dois primeiros índices encerraram no vermelho, pressionados por uma queda nas ações tecnológicas e uma rotação para setores mais cíclicos, bem como para obrigações do Tesouro norte-americano. 

"Os mercados estavam à espera de uma desaceleração nos números de hoje, após os dados fracos da semana passada, mas o mercado de trabalho acelerou", explica Ellen Zentner, da Morgan Stanley Wealth Management, à Bloomberg. "Os dados de hoje mostram uma aceleração no emprego forte o suficiente para reduzir o desemprego", indica ainda, acrescentando que estes números acabam por dar força à tese de Jerome Powell, Presidente da Fed, de que é uma boa decisão manter as taxas de juro inalteradas para já. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Moderna afunda 9,85%, após a gigante farmacêutica ter revelado que o regulador norte-americano recusou-se a analisar o seu pedido para uma vacina experimental contra a gripe, a mRNA-1010. Já a companhia de seguros Humana ganha 0,4%, depois de ter conseguido que os seus resultados ficassem acima da expectativa dos analistas. 

Já a Paramount cai 0,74%, depois de o . para se opor ao acordo do estúdio centenário com a Netflix, preferindo a proposta da empresa liderada por David Ellison. Por sua vez, a Warner Bros. ganha 0,11% e a gigante do streaming perde 1,21%. 

11.02.2026

Taxa Euribor sobe a três e a 12 meses e desce a seis meses

A taxa Euribor subiu esta quarta-feira a três e a 12 meses e desceu a seis meses em relação a terça-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 1,994%, continuou abaixo das taxas a seis (2,108%) e a 12 meses (2,231%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu, ao ser fixada em 2,108%, menos 0,006 pontos do que na terça-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.

Em sentido contrário, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou, para 2,231%, mais 0,004 pontos do que na sessão anterior.

A Euribor a três meses também subiu ao ser fixada em 1,994%, mais 0,013 pontos do que na terça-feira, depois de ter descido para menos de 2% em 6 de fevereiro, pela primeira vez desde novembro.

Na passada quinta-feira, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses.

Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

11.02.2026

Europa pressionada por resultados e IA. Dassault Systèmes afunda 20% com maior queda desde 2002

AP / Michel Euler

Os principais índices europeus estão a negociar com perdas em praticamente toda a linha na sessão desta quarta-feira, pressionados por quedas no setor tecnológico e pela apresentação de resultados de cotadas.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – recua 0,32%, para os 619 pontos, afastando-se do recorde de 622,67 pontos atingido no passado dia 3 de fevereiro.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX cai 0,47%, o espanhol IBEX 35 perde 0,55%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 1,17%, o francês CAC-40 perde 0,54%, o neerlandês AEX desliza 0,07%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,25%. A liderar as valorizações está o português PSI, que soma 0,71% esta manhã, tendo ultrapassado a barreira dos 9 mil pontos pela primeira vez desde meados de 2008.

Resultados apresentados pela Dassault Systèmes estão a pressionar as negociações a esta hora. As ações da empresa francesa de software estão a tombar quase 20%, registando a maior queda intradiária desde 2002 devido ao “outlook” dececionante apresentado pela empresa na sua divulgação de contas trimestrais.

Nesta medida, outras cotadas ligadas à área do software, incluindo a SAP (-1,51%) - uma das mais valiosas em termos de capitalização bolsista do Velho Continente -, também registam quedas com crescentes preocupações de que a inteligência artificial (IA) possa vir a perturbar o setor.

Estas preocupações em torno da disrupção que a IA poderá causar em certas áreas também se estão a alastrar às gestoras de fortunas, com a St James's Place a cair quase 12% neste momento, seguindo o movimento já registado por congéneres norte-americanas na sessão de ontem pelos EUA.

O mercado, neste momento, está muito assustado com a disrupção da IA”, disse à Bloomberg David Lambert, da RBC Global Asset Management UK. “É uma espécie de mantra do tipo ‘atirar primeiro, perguntar depois’, que provavelmente está errado”, acrescenta o especialista, referindo ainda que, “em última análise, essas ferramentas de IA serão utilizadas por muitas das empresas que estão a ser apanhadas por esta narrativa de disrupção”.

Entre os setores, o tecnológico (-1,88%) regista as perdas mais expressivas, seguindo-se o dos serviços financeiros (-1,78%) e a banca (-1,56%).

Noutros movimentos do mercado, a Heineken soma ganhos de quase 3%, depois de a empresa neerlandesa ter anunciado que irá cortar entre 5 mil a 6 mil postos de trabalho, devido à queda na procura por bebidas alcoólicas. Já a Siemens Energy pula cerca de 5% e negoceia em máximos históricos, com o aumento da procura por eletricidade a continuar a impulsionar as vendas da empresa alemã.

Por outro lado, a London Stock Exchange Group avança mais de 3%, com um relatório do Financial Times a indicar que um dos fundos ativistas mais reconhecidos do mundo, o "hedge fund" Elliott Management, liderado por Paul Elliott Singer, adquiriu uma “participação significativa” na empresa.

Mais tarde, o foco dos investidores vira-se para a divulgação do relatório de emprego dos EUA, que foi adiado devido a uma paralisação do Governo. Economistas citados pela agência de notícias financeira preveem um aumento de 65 mil postos de trabalho em janeiro, enquanto a taxa de desemprego se deverá manter estável nos 4,4%.

11.02.2026

Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar alívios em toda a linha na sessão desta quarta-feira, num dia em que as principais bolsas da região registam perdas, com os investidores a virarem apostas para ativos-refúgio.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviam em 1 ponto-base, para 3,148%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e cai 0,9 pontos, para 3,167%.

Já os juros da dívida soberana italiana recuam 0,9 pontos, para 3,403%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa cede 1,4 pontos, para 3,390%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, aliviam 1,2 pontos, para os 2,795%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, seguem a mesma tendência e recuam 1,6 pontos-base, para 4,489%.

11.02.2026

Dólar perde terreno com "traders" a aumentar expectativas de corte de juros

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar está a registar desvalorizações esta manhã, depois de dados económicos referentes às vendas a retalho em dezembro pelos Estados Unidos (EUA) terem vindo reforçar as apostas de cortes de juros pela reserva Federal (Fed) norte-americana ao longo deste ano.

Nesta linha, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes - segue a ceder 0,26%, para os 96,544 pontos

Face ao iene, que continua a beneficiar da eleição de Sanae Takaichi com uma maioria expressiva, o dólar recua a esta hora 0,82%, para os 153,180 ienes, elevando as perdas da divisa norte-americana face ao iene para cerca de 2,5% desde que a primeira-ministra nipónica confirmou a sua vitória nas eleições legislativas antecipadas de domingo.

Os “traders” estão agora a aguardar pela divulgação dos dados do mercado laboral e da inflação referentes à maior economia mundial, que serão conhecidos ao longo desta semana.

Pela Europa, a moeda única soma ganhos de 0,19%, para os 1,192 dólares, enquanto a libra avança 0,39%, para os 1,369 dólares.

11.02.2026

Ouro e prata valorizam com "traders" atentos a dados económicos dos EUA

AP / Jae C. Hong

O ouro e a prata estão a negociar com ganhos na sessão de hoje, depois de as fracas vendas a retalho registadas pelos EUA em dezembro, segundo dados divulgados na terça-feira, terem reforçado os argumentos para que a Reserva Federal (Fed) avance com cortes nas taxas de juro. Também um dólar mais fraco segue a impulsionar a procura pelos metais preciosos.

A esta hora, o metal amarelo sobe 0,52% para os 5.051,380 dólares por onça. Já a prata valoriza 3,49% para os 83,630 dólares por onça.

Depois dos dados das vendas a retalho do lado de lá do Atlântico terem mostrado uma diminuição dos gastos dos consumidores, os “traders” aguardam agora pelos números do mercado laboral e da inflação, que serão ainda revelados ao longo desta semana.

Estes dados serão importantes para perceber qual poderá ser o rumo da política monetária na maior economia mundial, sendo que o ouro costuma beneficiar de um ambiente de juros diretores mais baixos.

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