Debate quinzenal adiado devido à crise dos diques no Mondego. Seguro em contacto com autarcas
Seguro em contacto com autarcas de Coimbra, Soure, Montemor-o-velho e Figueira da Foz
Aguiar-Branco consulta partidos sobre adiamento do debate quinzenal
Quase todas as casas com danos no concelho de Pombal
Sete pessoas retiradas "preventivamente" de casas na Graça, em Lisboa
IL vai pedir adiamento de debate quinzenal com o primeiro-ministro
PSD em contactos para adiar debate quinzenal
Douro regista subida considerável e espera-se um dia difícil
Amarante ativa Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil
Proteção civil registou 1.576 ocorrências até às 06:00, sem vítimas
Deslizamento de terras obrigou à retirada de 31 pessoas na Costa da Caparica
Risco de inundações aumenta em vários concelhos da região Oeste
A chuva persistente das últimas horas está a aumentar o caudal dos rios na região Oeste, levanto a Proteção Civil a apelar à população para se afastar de zonas ribeirinhas devido ao elevado risco de cheias.
"É preciso que as pessoas se afastem do rio, porque o rio subiu muito em Dois Portos e Runa e leva grande velocidade. Nunca esteve tão alto e há risco de transbordo" ao longo do seu curso, incluindo a cidade de Torres Vedras, alertou o vice-presidente da câmara, Diogo Guia.
Depois de já terem "retirado pessoas de casa hoje na Ponte do Rol", onde o rio tem provocado inundações, o autarca adiantou que há várias ruas da cidade a começar a encher-se de água, assim como em A-dos-Cunhados.
Em Alenquer, "o rio subiu muito durante a noite e está a rebentar na vila, depois de já ter galgado as margens em Ribafria, Espiçandeira e Atouguia", afirmou o presidente da câmara, João Nicolau, que reforçou o alerta.
Sem avançar números, o autarca acrescentou que o número de desalojados e deslocados também subiu no concelho, depois de, em Bogarréus, "uma casa ter ruído" e os moradores, que já tinham saído de casa por precaução, ficarem agora desalojados.
Aguiar-Branco consulta partidos sobre adiamento do debate quinzenal
O presidente da Assembleia da República vai consultar os membros da conferência de líderes sobre um eventual adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, previsto para esta quarta-feira, às 15:00 horas, disse à agência Lusa fonte parlamentar.
De acordo com a mesma fonte, José Pedro Aguiar-Branco tem estado em contacto com o Governo e com os representantes dos vários grupos parlamentares sobre esse eventual adiamento do debate quinzenal, sobretudo por causa do agravamento da situação de risco de inundações na região de Coimbra.
Nesses contactos, pede-se a cada um dos grupos parlamentares que responda a esta questão de um eventual adiamento do debate quinzenal até às 12:00 horas desta quarta-feira.
Como alternativa, José Pedro Aguiar-Branco coloca a possibilidade de o debate quinzenal com o primeiro-ministro se realizar na sexta-feira, pelas 10:00 horas.
Haveria, por outro lado, um reagendamento dos temas que seriam debatidos em plenário nessa sexta-feira na próxima Conferência de Líderes de 18 de fevereiro.
Seguro em contacto com autarcas de Coimbra, Soure, Montemor-o-velho e Figueira da Foz
O Presidente da República eleito, António José Seguro, está em contacto com os autarcas dos concelhos de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho, que estão a deslocar pessoas de casa por causa do risco de colapso dos diques do rio Mondego, e também o autarca da Figueira da Foz (por onde passa o rio antes de desaguar no Atlântico).
Segundo informação de fonte oficial da campanha à comunicação social, António José Seguro "tem estado em contacto ontem à noite e hoje de manhã com presidentes de câmara Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho".
Na terça-feira à noite, o Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente avisou que "há um risco claro de os diques [do Rio Mondego] poderem colapsar. Em nome da precaução, o que é fundamental é retirar pessoas que estão nas áreas de risco".
É nesse sentido que os municípios de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho deram ordem a várias centenas de pessoas para deixarem as suas casas.
António José Seguro ocupa a partir desta quarta-feira um gabinete de transição no Palácio Nacional de Queluz.
Quase todas as casas com danos no concelho de Pombal
A vice-presidente da Câmara de Pombal, Isabel Marto, admitiu esta quarta-feira que quase todas as casas no município têm danos devido à depressão Kristin, que há 15 dias atingiu gravemente este concelho do distrito de Leiria.
"Quando passamos em qualquer via, percebemos que quase todas as casas foram atingidas, nem que seja de forma parcial. Algumas já foram recuperadas, mas, dificilmente, haverá alguma aldeia que tenha sido preservada", declarou Isabel Marto à agência Lusa.
Segundo a autarca, 70 ou 80% das casas do concelho têm estragos.
"É um levantamento que estamos a fazer. E agora, com as plataformas e a entrada em vigor dos apoios à recuperação das casas de habitação permanente, iremos ter um valor mais correto, mas houve danos parciais, eu diria, em 70% ou 80% das casas", referiu.
Reconhecendo que as condições climatéricas desde o dia 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu sobretudo a região Centro, não têm ajudado, a vice-presidente explicou que, ainda assim, "muitas coberturas foram colocadas de forma provisória".
Sete pessoas retiradas "preventivamente" de casas na Graça, em Lisboa
Sete pessoas foram retiradas, numa medida preventiva, de três edifícios localizados na freguesia da Graça, em Lisboa, devido ao deslizamento de terras, disse esta quarta-feira à Lusa fonte da proteção civil municipal.
De acordo com André Fernandes, diretor do Serviço Municipal de Proteção Civil e Coordenador Municipal de Proteção Civil de Lisboa, assistiu-se na terça-feira a um "movimento de massas que levou à retirada de sete pessoas de três edifícios cimeiros" que poderiam ser afetados.
Segundo o coordenador municipal, tratou-se de uma "medida preventiva e por precaução".
O responsável adiantou ainda que uma mãe e um filho foram apoiados pelos serviços da câmara municipal para serem alojados temporariamente, enquanto os restantes estão alojados com familiares ou amigos.
"Neste momento estamos à espera de melhorias meteorológicas para fazer uma avaliação concreta", disse o responsável, acrescentando que a situação está a ser monitorizada pelos serviços.
IL vai pedir adiamento de debate quinzenal com o primeiro-ministro
A IL vai pedir esta quarta-feira o adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro agendado para esta tarde, devido ao agravamento da situação em Coimbra, disse à Lusa fonte da direção parlamentar.
O pedido será anunciado numa conferência de imprensa da presidente do partido, Mariana Leitão, agendada para esta manhã na Assembleia da República, e é justificado pela necessidade de o primeiro-ministro estar no terreno devido ao agravamento da situação em Coimbra, onde a população está a ser evacuada devido ao risco de colapso dos diques do Rio Mondego.
A mesma fonte adianta que, até ao momento, o partido não recebeu qualquer pedido de adiamento deste debate por parte da bancada do PSD.
PSD em contactos para adiar debate quinzenal
O líder da bancada parlamentar do PSD, Hugo Soares, admitiu nesta quarta-feira de manhã, à Antena 1, que está a fazer contactos com os restantes partidos para um possível adiamento do debate quinzenal que estava marcado para esta quarta-feira à tarde.
Como o primeiro-ministro, Luís Montenegro, passou a acumular temporariamente a pasta do ministério da Administração Interna, após a demissão de Maria Lúcia Amaral, e existe uma situação de risco de rotura de diques em Coimbra (o que exige uma resposta do ministério que coordena as forças de segurança), poderá não ser possível conjugar ambas as responsabilidades.
Segundo o Jornal Expresso, o Partido Socialista já terá admitido a possibilidade de se adiar o debate quinzenal. O tema vai ser discutido nesta quarta-feira na conferência de líderes no Parlamento.
Douro regista subida considerável e espera-se um dia difícil
O rio Douro registou uma subida considerável durante a noite e adivinha-se "difícil a nível do controle dos caudais" devido à muita chuva prevista para o Norte de Portugal e Espanha, segundo a Capitania do Douro.
"Já observamos uma subida considerável na cota da albufeira do Carrapatelo, na cidade do Peso da Régua [distrito de Vila Real]. Já atingiu os 10,7 metros, o que significa que a água já chegou à marginal. Não passou muito disso e manteve-se estável, mas já é uma cota considerável. Aqui [zonas do Porto e Vila Nova de Gaia] durante o dia temos que ir mantendo a supervisão porque continua a haver muita água", disse o comandante adjunto da capitania, Pedro Cervaens.
Num ponto de situação à agência Lusa, cerca das 07:30, o comandante adjunto da Capitania do Douro referiu que a forte pluviosidade prevista para o dia de hoje fazem este dia "merecedor de muita atenção".
"A cota no estuário também está sempre ali a rondar os 5 metros. Portanto, Miragaia [no Porto] ontem [terça-feira] já meteu um pouco de água. Nada de significativo, mas já entrou um pouco. Acreditamos que hoje pode ser também um dia difícil a nível do controlo dos caudais. Portanto, é possível que estas zonas com cotas mais baixas sofram novamente a entrada de água", alertou.
Amarante ativa Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil
O Município de Amarante ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil (PMEPC), perante a previsão de chuva contínua e intensa, com risco acrescido de cheias e inundações, indica a câmara no seu 'site'.
"Perante a previsão de precipitação contínua e de períodos de chuva intensa, com risco acrescido de cheias e inundações, foi ativado o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Amarante,(...) ao abrigo da legislação em vigor, com vista à salvaguarda de pessoas e bens", lê-se na publicação.
A câmara de Amarante, cuja zona ribeirinha é banhada pelo rio Tâmega, um dos maiores afluentes do rio Douro, acrescenta que decorreu na terça-feira uma reunião extraordinária da Comissão Municipal de Proteção Civil "com o objetivo de assegurar uma resposta coordenada, integrada e eficaz de todos os agentes de proteção civil e entidades com dever especial de cooperação, reforçando a prontidão operacional, a mobilização de meios e a articulação institucional face à situação excecional em curso".
"O Município de Amarante está a acompanhar permanentemente a evolução das condições meteorológicas e hidrológicas, podendo adotar medidas adicionais que se revelem necessárias, sendo o plano desativado logo que deixem de se verificar os pressupostos que determinaram a sua ativação", vinca a autarquia, pedindo à população para se manter informada.
Proteção civil registou 1.576 ocorrências até às 06:00, sem vítimas
A proteção civil registou entre as 00:00 horas de terça-feira e as 06:00 desta quarta-feira 1.576 ocorrências, entre inundações, quedas de árvores e deslizamentos, na Área Metropolitana do Porto, Coimbra e Aveiro, sem causar vitimas.
"Registámos 1.576 ocorrências, 322 das quais na Área Metropolitana do Porto, 342 na Região de Coimbra e 196 na Região de Aveiro", disse à Lusa o comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Pedro Araújo adiantou que cerca das 07:00 horas desta quarta-feira ainda estava a decorrer a retirada de pessoas das localidades junto às zonas ribeirinhas do rio Mondego, face ao risco de inundações.
"Estamos a falar do deslocamento de mais de três mil pessoas. É uma operação gigantesca. Durante a noite não houve uma subida significativa, mas há um risco de os diques do rio Mondego poderem colapsar e causar inundações", disse, acrescentando que as autoridades continuam a monitorizar a situação.
Na terça-feira, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou que o rio Mondego está com "um risco claro dos diques [margens]" poderem colapsar e provocar inundações face às previsões de forte precipitação
"Há aqui um risco claro dos diques poderem colapsar. Em nome da precaução, o que é fundamental é retirar pessoas que estão nas áreas de risco", disse Pimenta Machado, que falava numa conferência de imprensa realizada em Coimbra, no final de uma reunião de emergência com autarcas da região e proteção civil local e regional.
Deslizamento de terras obrigou à retirada de 31 pessoas na Costa da Caparica
Mais de 30 pessoas foram esta quarta-feira retiradas de prédios na Costa da Caparica, em Almada, devido a um deslizamento de terras, que não causou vítimas, disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional da Península de Setúbal.
"A arriba que está junto destes prédios está a ter movimentos e cerca das 03:38 horas, uma pedra de dimensões significativas deslizou e atingiu o número 3 da Rua João Azevedo. Esta situação obrigou à retirada de 31 pessoas que foram entretanto encaminhadas para equipamentos da autarquia e para casa de familiares, adiantou a fonte.
De acordo com a proteção civil, o número 3 foi o que sofreu maiores danos devido ao impacto, tendo os outros edifícios sido evacuados ao nível do rés-do-chão por precaução.
"Cerca das 07:00 horas, os serviços de proteção civil municipal estavam a avaliar os danos e a possibilidade de alguns moradores poderem regressar às suas casas", disse.
No local, estiveram 17 operacionais, com o apoio de seis veículos.
Também esta quarta-feira, pelas 06:16 horas, um deslizamento de terras na estrada nacional 378 na Charneca da Caparica, também em Almada, obrigou a retirar o condutor, que não sofreu ferimentos, de uma viatura que ficou imobilizada na via.
Fonte do Comando Sub-Regional da Península de Setúbal adiantou que as autoridades competentes estavam cerca das 07:00 a avaliar a situação.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou na terça-feira que são esperados hoje chuva e vento por vezes fortes devido à depressão Nils, que não irá afetar diretamente Portugal continental.
Em aviso laranja, entre as 06:00 e 18:00 de hoje, estão Viseu, Porto, Vila Real, Santarém, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.
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