Ao minuto12.02.2026

Ruiu parte da A1 junto ao dique do rio Mondego que entrou em rutura

Acompanhe os desenvolvimentos desta quarta-feira relativamente aos estragos e condicionamentos provocados pelo mau tempo em diferentes regiões do país.
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Foto: Lusa Cheias do rio Mondego afetam circulação na A1, devido ao mau tempo Foto: Paulo Novais / Lusa - EPA Luís Montenegro visitou esta quarta-feira a região de Coimbra Foto: Paulo Novais / Lusa - EPA Luís Montenegro visitou esta quarta-feira a região de Coimbra Foto: Paulo Novais / Lusa - EPA Luís Montenegro visitou esta quarta-feira a região de Coimbra Foto: Lusa Cheias provocam estragos e condicionamentos junto ao dique do rio Mondego, na A1 Foto: Lusa Cheias causam estragos e condicionamentos em várias regiões de Portugal após rutura de dique do rio Mondego Foto: Lusa Cheias causam estragos e condicionamentos em diversas regiões de Portugal Foto: Lusa Equipa de fuzileiros navega em área alagada devido a cheias junto ao rio Mondego
Negócios 11 de Fevereiro de 2026 às 23:45
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11.02.2026

Ruiu parte da A1 junto ao dique do rio Mondego que entrou em rutura

Parte da autoestrada A1 junto ao dique em rutura do rio Mondego colapsou na noite desta quarta-feira devido à força das águas, avançou a RTP. A parte da A1 afetada corresponde à placa sobre o aterro que dá acesso ao viaduto que atravessa o dique dos Casais, em Coimbra, adiantou depois à Lusa fonte da Brisa.

Fonte do Comando Geral da GNR confirmou à Lusa danos na plataforma da A1, na zona junto ao local onde o dique rebentou em Casais, na margem direita do Mondego, ao quilómetro 191.

O trânsito na principal auto-estrada do país estava já cortado desde o final da tarde, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, após o rebentamento do dique.

O corte da via está localizado entre os quilómetros 198 e 189 da auto-estrada. A GNR indicou que a principal alternativa a este corte é o Itinerário Complementar 2 (IC2).

Notícia atualizada às 00:24 com mais informação.

11.02.2026

Coimbra com nova zona de evacuação quando se mantém possibilidade de outras ruturas

Coimbra avançou com nova zona de evacuação entre São João do Campo e São Martinho de Árvore, afirmou a presidente do município, que admitiu que continua a haver a possibilidade de outras ruturas no rio além da ocorrida.

A nova zona de evacuação abrange pontos de São Martinho de Árvore, Quimbres (São Silvestre) e São João do Campo, com a Escola de São Silvestre já preparada para receber população que possa ter de ser retirada da região noroeste do concelho, próxima da fronteira com Montemor-o-Velho, disse a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa, que contou também com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e da ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho.

A nova zona surge após ter rebentado hoje um dique na margem direita do Mondego e depois de o município ter avançado ainda na terça-feira com a retirada preventiva de pessoas de Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal, Arzila e São Martinho do Bispo, zonas mais densamente povoadas, de cota baixa e situadas na margem esquerda do rio (além de Conraria e Cabouco, a montante da ponte-açude).

Apesar desse rebentamento, a evacuação não resulta desse acontecimento, mas "sobretudo por o rio velho [do Mondego] já estar também a inundar nessas zonas", esclareceu a autarca.

Ana Abrunhosa admitiu que continua a haver "a possibilidade de outras ruturas" nas margens do Mondego, sobretudo face às condições climatéricas adversas que poderão sentir-se de quinta-feira para sexta-feira.

"Vamos manter esta situação de prevenção, nós vamos manter estas zonas evacuadas e, portanto, vamos manter as pessoas daqueles três lares no [pavilhão] Mário Mexia, com todo o conforto, com toda a tranquilidade e vamos manter as outras zonas de concentração e apoio à população", afirmou.

Além da nova zona de concentração, estão também definidas a Escola de Taveiro, a Escola Inês de Castro e a Casa do Povo de Ceira.

Segundo Ana Abrunhosa, será feita nova conferência de imprensa no sábado e, até lá, serão mantidas "todas as medidas de proteção e de salvaguarda de pessoas e bens", que se iniciaram na terça-feira, ao final da tarde.

"Pedimos-vos paciência. Nós sabemos que não é fácil, já passaram várias semanas, mas temos esperança que no sábado vos possamos dar boas notícias. Mas, não podemos facilitar. Nós não sabemos se o dique vai rebentar noutros sítios", salientou.

Para a autarca, o rebentamento do dique que ocorreu hoje era uma possibilidade prevista desde terça-feira pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), tendo sido feito um trabalho preventivo.

A presidente da Câmara de Coimbra realçou ainda que não sentiu falta da presença do Governo ou de meios, salientando que o Exército e a Marinha (por via dos fuzileiros) procuraram o município e chegaram ao concelho, de forma proativa -- sem pedido da autarquia.

"Eles estão no terreno juntamente com os bombeiros, juntamente com a PSP, com a GNR e com os nossos presidentes de junta, naturalmente. E, portanto, Coimbra só tem uma palavra a dizer: muito obrigada a todos e continuaremos a estar presentes", disse Ana Abrunhosa, que deixou ainda um agradecimento à APA e ministra do Ambiente pelo trabalho feito na gestão da bacia do Mondego ao longo destes dias críticos.

11.02.2026

"Desagravamento não nos deve fazer baixar as defesas", diz Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa fez um balanço da situação das cheias, constatando na visita que fez esta quarta-feira de manhã, com o primeiro-ministro Luís Montenegro, a Coimbra e a Montemor-o-Novo, que a situação estava “no  limite dos limites”. “Sabia-se que mais dia menos dia, num período de tempo relativamente curto haveria o risco de aumento dos caudais, de inundações e cheias.”

O chefe de Estado revelou que já estava a caminho de Lisboa – tal como o primeiro-ministro – quando soube que as cheias se iriam agravar com a rutura do dique, lembrando que a situação “não era ficção científica, não era um pretexto para virmos aqui”. Ambos voltaram para trás para se inteirarem dos novos desenvolvimentos e deram juntos uma conferência de imprensa nas instalações do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra.

Verificada a situação no terreno, o Presidente da República afirmou que os avisos para os próximos dias são “para levar a sério” e que “o desagravamento não nos deve fazer baixar as defesas”, referindo-se às previsões de uma ligeira melhoria do estado do tempo na quinta-feira, porque na sexta-feira à noite a situação poderá vir a piorar.

 Marcelo diz que as entidades vão continuar atentas ao que se passa em Coimbra, mas sem esquecer o resto do país, até porque “basta que chova tanto na bacia do Sado como choveu aqui para haver um agravamento da situação. Ou na bacia do Tejo”.

O Presidente da República prometeu que “ninguém será esquecido”, quer por si, quer pelo primeiro-ministro, quer pelo seu sucessor, António José Seguro, que toma posse a 9 de março e já prometeu voltar a visitar as zonas afetadas.


 

11.02.2026

Montenegro alerta para novas ruturas. "Temos de manter uma vigliância total e absoluta"

Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro assinalou que o colapso de um dique no rio Mondego vai provocar “um efeito de cheias lento, que já está a atingir as populações dos concelhos de Coimbra e Montemor-o-Velho”, deixando o alerta para outras situações semelhantes. “Não quero deixar de assinalar a possibilidade de outras ruturas acontecerem nas próximas horas.”

Montenegro, que neste momento tem a pasta da Administração Interna, lembrou que a “capacidade de escoamento do rio Mondego estava no limite”, e que as entidades tinham conhecimento que “esta situação poderia acontecer”.

“Cumpre lembrar que todas as medidas de natureza preventiva foram tomadas, quer a nível operacional, mobilizando todos os agentes de proteção civil, quer de todas as instituições  que colaboram na comunicação junto da população”, referiu, lembrando a necessidade de “manter uma vigilância total e absoluta”.

O primeiro-ministro apelou a todos os que tiverem nas próximas horas um agente da PSP, um militar da GNR, um membro das Forças Armadas, dos Bombeiros, da Proteção Civil, “alertando para a necessidade de deixarem as suas habitações, não obstante todo o incómodo que isso traz, possam respeitar, porque estamos a tratar da segurança das pessoas”.

Montenegro referiu que, apesar de nas próximas horas poder haver um desagravamento, o processo de escoamento será lento, pelo que reitera a necessidadde de uma "vigilância total e absoluta”, até porque a precipitação poderá intensificar-se na noite de quinta para sexta-feira.

“É uma situação exigente, mas quero deixar uma palavra de tranquilidade e serenidade. A cooperação entre todas as forças está a acontecer”, concluiu.  

11.02.2026

Parte da baixa de Alcácer do Sal evacuada devido à subida das águas do Sado

A Proteção Civil ordenou a evacuação de parte da baixa da cidade de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, como a Avenida dos Aviadores, devido à subida do nível do rio Sado, que inundou a zona.

Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, explicou que "às 17:30 era a baixa-mar, mas o rio já estava a galgar as margens".

"A Avenida dos Aviadores voltou a ficar inundada hoje de manhã e, desde a preia-mar [maré alta] até agora à baixa-mar, não houve diminuição do nível do rio, pelo contrário, o nível até aumentou", destacou.

O comandante disse que "também na parte da marginal está tudo inundado", pelo que "foi decidido evacuar esta zona da cidade, devido à preia-mar, que vai ser às 00:00 de quinta-feira".

Para Tiago Bugio, estão reunidas as condições para que, eventualmente, possa ocorrer "um fenómeno semelhante ao da passada sexta-feira, quando a inundação foi maior e atingiu uma altura mais elevada".

Nos últimos dias, com a descida da água na zona da baixa da cidade, iniciaram-se os trabalhos de limpeza e "algumas pessoas que tinham sido retiradas, por precaução, regressaram às suas casas", lembrou.

Agora, com a ordem de evacuação, "não há necessidade de retirar ninguém" dos pisos térreos, ocupados sobretudo por "lojas, bancos, restaurantes e outros comércios".

"Moram pessoas nos andares superiores dos edifícios. Foram avisadas, mas até agora ninguém quis sair", disse à Lusa, frisando que "ninguém solicitou esse apoio às autoridades" para deixar a sua casa, embora admitindo que, "se alguém tiver saído, foi para casa de familiares".

Os trabalhos de limpeza foram, entretanto, interrompidos, acrescentou, encontrando-se as autoridades no local a monitorizar a situação, nomeadamente a subida do nível das águas do Sado.

"As perspetivas são algo pessimistas para a próxima madrugada, porque achamos que vai aumentar a cheia", estimou.

Atualmente, acrescentou o comandante sub-regional, "estão sete barragens a efetuar descargas para o rio Sado", mais precisamente as de Vale de Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.

Na manhã de hoje, a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, disse à Lusa que a Avenida dos Aviadores tinha voltado a ficar inundada.

A autarca explicou então que o caudal do rio subiu porque "o período de maré cheia, que atingiu o pico às 11:30, coincidiu com as descargas das barragens", devido à chuva.

Com a subida do nível da água, as povoações de Santa Catarina e Casebres e a Barrosinha, zona periférica da cidade de Alcácer do Sal, voltaram a ficar isoladas, acrescentou a presidente do município.

11.02.2026

A1 cortada ao trânsito nos dois sentidos em Coimbra

O trânsito na Autoestrada 1 (A1) está cortado entre o entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento de um dique no rio Mondego, confirmou a Brisa.

Em comunicado a BCR -- Brisa Concessão Rodoviária, precisou que o corte da via se localiza entre os quilómetros 198 e 189, "em ambos os sentidos, devido a um incidente".

11.02.2026

Margem direita do canal do rio Mondego rebentou junto à A1

A margem direita do Rio Mondego, nos Casais, Coimbra, rebentou hoje à tarde, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1), disse à agência Lusa o presidente da Associação de Agricultores do Vale do Mondego.

João Grilo, que tem uma propriedade agrícola perto do local, estava a vistoriar as margens quando aquela parte do canal principal do Mondego rebentou, pelas 17:45. Fonte da Proteção Civil confirmou à Lusa que ocorreu uma rutura do dique em Casais, na margem direita do Mondego, junto da ponte da autoestrada, ao quilómetros 191.

De acordo com este empresário agrícola, há o perigo de haver um novo rebentamento também na margem direita, junto ao Centro Hípico de Coimbra, mais a montante.

11.02.2026

Circulação na A5 condicionada junto ao Parque Florestal de Monsanto devido a aluimento

A circulação na auto-estrada A5 encontra-se condicionada, depois de um aluimento de terras ter obrigado a corte de duas vias por volta das 16:15 desta quarta-feira, avançou a CNN Portugal.

A derrocada aconteceu ao quilómetro 1,7 na subida do Parque Florestal de Monsanto, no sentido Lisboa/Cascais. A Brisa confirmou à CNN que estão impedidas as vias da direita e do centro-direita, ficando a circulação restrita às duas vias restantes, não havendo ainda previsão para reabertura das vias condicionadas.

Até ao momento, não há indicação de quaisquer feridos, refere o canal.

11.02.2026

Suspensa circulação de Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte

A circulação de comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte, que liga Lisboa e o Porto, encontra-se suspensa, registando-se também perturbações nas linhas da Beira Baixa, Beira Alta, Cascais, Douro, Oeste e Urbanos de Coimbra.

"Na Linha do Norte, e até informação em contrário, não se efetuam comboios Alfa Pendular", indicou a CP - Comboios de Portugal, num ponto de situação às 13:00, referindo que durante todo o dia de hoje não se prevê também a realização de comboios Intercidades, devido ao mau tempo.

Segundo a transportadora, na Linha do Norte realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, entre Coimbra--Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.

Em resultado dos efeitos do mau tempo, a circulação ferroviária está também suspensa na Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda.

A circulação de comboios continua igualmente com constrangimentos na Linha de Cascais, na qual há alterações nos horários, pelo que se recomenda a sua consulta no 'site' cp.pt, e na Linha da Beira Alta, em que o serviço Intercidades entre Coimbra B e Guarda se realiza com recurso a material circulante diferente do habitual.

Está também suspensa a circulação na Linha do Douro entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra, informou a CP, acrescentando que não se prevê o funcionamento do serviço de Comboio Internacional Celta.

Também num ponto de situação pelas 13:00 de hoje, a Infraestruturas de Portugal (IP) indicou que a circulação ferroviária está suspensa em troços nas linhas da Beira Baixa, Vouga, Sintra, Cascais, Norte, Douro e Oeste, na sequência do mau tempo.

Como novos condicionamentos na circulação ferroviária, segundo a IP, regista-se a suspensão dos troços entre Ródão e Sarnadas, na Linha da Beira Baixa, e entre Oliveira Azeméis e Pinheiro da Bemposta, na Linha do Vouga.

Mantém-se suspensa a circulação na Linha de Sintra na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão; na Linha de Cascais na via ascendente entre Algés e Caxias; na Linha do Norte entre Alfarelos e Formoselha; na Linha do Douro entre Régua e Pocinho; na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira; e na Concordância de Xabregas entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

Estas perturbações na circulação ferroviária resultam das condições meteorológicas adversas das últimas semanas, em particular desde 28 de janeiro, devido à depressão Kristin, "com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos", realçou a IP.

De acordo com a empresa pública que gere as infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, estas ocorrências estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas para a reposição das condições de segurança e regularidade do serviço.

Por isso, as equipas da IP encontram-se no terreno a desenvolver "todos os esforços" para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança.

11.02.2026

Marcelo afirma que será feito tudo para atenuar efeitos da subida das águas do Mondego

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, garantiu esta quarta-feira que vai ser feito tudo o que é necessário e se pode fazer para atenuar os efeitos da subida da água no Rio Mondego, que "está no limiar".

"Tudo o que é necessário fazer e que se pode fazer há de ser feito pelo Estado, pelos autarcas e por aqueles que estão a acompanhar do ponto de vista técnico, desde a gestão das barragens e a tratar das populações", assegurou.

O Presidente da República participou hoje numa reunião nas instalações da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em Coimbra, que contou com a presença do primeiro-ministro, a ministra do Ambiente, os secretários de Estado da Proteção Civil e Administração Local, vários autarcas e o presidente da APA.

A ocasião serviu ainda para fazer uma visita à Ponte do Açude, onde Marcelo Rebelo de Sousa constatou a subida do Rio Mondego.

"Estamos no limiar, vai melhorar um pouco, há uma aberta amanhã [quinta-feira] e piora no dia seguinte", afirmou.

De acordo com o Presidente da República, é nesse limiar que a situação está a ser gerida.

"É isso que está a ser feito pela APA, é isso que está a ser feito na gestão das barragens, é isso que está a ser feito na gestão com Espanha", sustentou, apesar de o rio Mondego não passar por território espanhol nem ter qualquer afluente espanhol.

Aos jornalistas reiterou que o que é possível fazer em conjunto - a APA, os presidentes de Câmara, as instituições sociais - está a ser feito com o Estado.

"Está a ser feito numa situação em que estamos mesmo ali no limite. Nós estávamos ali a discutir a situação e enquanto discutimos subiu o nível: estávamos num determinado número e subiu no espaço de uma hora", apontou.

Depois da reunião, a comitiva deslocou-se até à ponte-açude, que está fechada à circulação, onde foi possível observar a força da água do rio Mondego que passa por ali.

Este é um dos pontos importantes para aferir o risco de cheias na bacia do Mondego, com o sistema dimensionado para um máximo de 2.000 metros cúbicos de água por segundo (m3/s), numa altura em que o caudal já ultrapassava essa marca.

A comitiva dirigiu-se de seguida para o Pavilhão Mário Mexia, onde estão 97 idosos retirados de três lares de idosos da freguesia de São Martinho do Bispo, do concelho de Coimbra, numa visita sem acesso à comunicação social (exceção feita às equipas de comunicação do município e do primeiro-ministro).

No final da visita, Marcelo Rebelo de Sousa disse que nunca tinha visto "tantas centenárias" e referiu que as utentes -- a maioria mulheres -- sentiam-se bem e seguras.

O chefe de Estado elogiou também a evacuação preventiva, feita de forma "atempada", congratulando-se ainda com "uma maturidade cívica única" por parte das populações afetadas.

11.02.2026

Tejo mantém alerta vermelho por subida de caudais com chuva a provocar aluimentos

O rio Tejo registou uma subida considerável durante a noite, mantendo-se o alerta vermelho e a vigilância de pessoas e bens, com a chuva persistente a provocar muitos aluimentos de terras, indicou a Proteção Civil do Médio Tejo.

"O Tejo teve aqui uma subida, vamos dizer que exponencial, mas nada parecida com a do dia 5, em que atingiu os 8.600 metros cúbicos por segundo (m3/s). Em princípio, não irá atingir esses limites, mas estamos sempre condicionados pela pluviosidade e pelas albufeiras, tanto do Zêzere, em Castelo de Bode, como as albufeiras do Tejo em Portugal e as barragens espanholas", disse hoje à Lusa o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato, em ponto de situação às 13:55.

"Neste momento ainda não atingimos os 5.000 m3/s em Almourol, que é o limiar de alarme, estamos com 4.700 e, possivelmente, iremos atingir os 5.000 m3/s durante a tarde. Ficaremos condicionados pelas descargas das barragens espanholas, mas a gestão está a ser muito bem feita, pela APA e pela EDP Produção, e estamos a monitorizar a previsão das próximas horas", declarou.

A estação de medição de Almourol registava às 13:00 horas desta quarta-feira um caudal total de 4.836,61 m³/s, incluindo as descargas das barragens a montante e o contributo de ribeiras e outros afluentes, um aumento de cerca de 1.500 m³/s relativamente a terça-feira.

Nos principais afluentes, os caudais eram de 1.018 m³/s em Castelo de Bode, 347 m³/s em Pracana e 2.862 m³/s em Fratel. Na terça-feira, as descargas somavam 3.517 m³/s em Almourol, evidenciando a subida registada nas últimas 24 horas.

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