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Economistas internacionais mais pessimistas com a economia portuguesa para 2020

Um apanhado da Bloomberg das previsões de 19 economistas mostrou-se mais pessimista quanto à prestação da economia portuguesa para este ano.

Portugal emitiu certificados ao retalho que tinham indexado parte dos juros ao crescimento do PIB.
Pedro Nunes/Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 15 de Setembro de 2020 às 09:20
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O PIB (produto interno bruto) português deverá contrair 8,8% este ano. Esta é a conclusão de um novo inquérito feito pela Bloomberg a vários economistas internacionais, cujo resultado foi divulgado nesta terça-feira, dia 15 de setembro.

O compósito reúne 19 economistas de todo o mundo, representantes de 19 bancos, que reviram em baixa a prestação económica do país no período em análise face à estimativa anterior de uma recessão de 7,9%.

O banco mais pessimistas foi o Banco BPI que aponta para uma contração de 12% da economia portuguesa para este período. 

Esta nova revisão prevê um tombo ainda maior da economia portuguesa do que o FMI (Fundo Monetário Internacional), que considerou uma contração de 8%. Contudo, fica aquém da queda prevista pela Comissão Europeia e pela OCDE (9,8% e 9,4%, respetivamente).

O pessimismo sublinhado pelos agentes internacionais, contrasta com a visão do ministro das Finanças português. Numa entrevista à Bloomberg TV em Berlim, na semana passada, João Leão mostrou-se otimista com a recuperação da economia portuguesa, afirmando que o crescimento está a ser melhor do que o esperado, apesar do 'outlook' ser ainda muito incerto.

"A economia está a recuperar de forma rápida e melhor do que o esperado em Portugal e na Europa", afirmou na altura João Leão.

Apesar de salientar que a recuperação ainda não é completa, o ministro das Finanças português afirma que o terceiro trimestre está correr "muito bem" para o setor da construção e que a indústria também está a recuperar.

A economia portuguesa registou uma contração de 16,3% no segundo trimestre, o que representa a quarta maior queda na União Europeia.
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