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Endividamento da economia sobe para 795,5 mil milhões de euros em novembro

Em novembro, o setor público foi responsável para o aumento da endividamento da economia, já que a dívida do setor privado manteve-se praticamente inalterada. Ritmo de endividamento das empresas e das famílias cresce, mas menos do que em outubro.

Phil Noble/Reuters
Susana Paula susanapaula@negocios.pt 23 de Janeiro de 2023 às 11:47

O endividamento da economia portuguesa aumentou 700 milhões de euros em novembro, para 795,5 mil milhões de euros, devido à subida das dívidas do setor público, divulgou nesta segunda-feira, 23 de janeiro, o Banco de Portugal (BdP).

De acordo com o BdP, mais de metade do endividamento da economia portuguesa, mais precisamente 441,7 mil milhões de euros, respeitava ao setor privado (famílias e empresas privadas). Já 353,7 mil milhões de euros diziam respeito ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).

A subida do endividamento em termos globais é explicada pelo setor público, cujas dívidas aumentaram 700 milhões de euros, com destaque para o aumento do endividamento junto dos particulares, foi de 1,4 mil milhões de euros, e das Administrações Públicas (de 900 milhões de euros). Mas por outro lado, o setor público reduziu o seu endividamento junto do setor financeiro e face ao exterior, em 500 milhões de 1,3 mil milhões de euros, respetivamente.

Já o endividamento do setor privado "praticamente não se alterou", refere o banco central. O endividamento das empresas privadas diminuiu 100 milhões de euros, traduzindo uma redução do endividamento perante o setor financeiro (300 milhões de euros) e um aumento junto do exterior (200 milhões de euros).

Por outro lado, o endividamento das famílias aumentou 100 milhões de euros, essencialmente junto do setor financeiro. 

Ritmo de endividamento abranda

Os dados do BdP mostram também que o ritmo do endividamento tanto as empresas privadas como as famílias, abrandou em novembro. O endividamento das empresas privadas cresceu 2,5% em termos homólogos, o que corresponde a uma desaceleração de 0,2 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

Também o endividamento das famílias aumentou 3,8% relativamente ao período homólogo, valor inferior ao verificado em outubro (3,9%).

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