Conjuntura Endividamento total da economia sobe para quase 725 mil milhões

Endividamento total da economia sobe para quase 725 mil milhões

O endividamento total dos agentes económicos, excluindo os bancos, subiu ligeiramente em novembro, aproximando-se do patamar dos 725 mil milhões de euros. O motivo está do lado do setor público.
Endividamento total da economia sobe para quase 725 mil milhões
Margarida Peixoto 22 de janeiro de 2020 às 11:09
O endividamento total da economia, excluindo apenas o dos bancos, subiu 672 milhões de euros em novembro, aproximando-se da barreira dos 725 mil milhões de euros. A subida ficou a dever-se essencialmente ao setor público. Os dados foram publicados esta quarta-feira, 22 de janeiro, pelo Banco de Portugal.

Conforme explica o banco central, o endividamento do setor público não financeiro – que inclui todas as administrações públicas, mais as empresas que, sendo públicas, não estão incluídas no perímetro relevante para o apuramento de metas orçamentais e financeiras – aumentou para mais de 320 mil milhões de euros.

Olhando apenas para as administrações públicas, a subida foi para 313 mil milhões de euros. E considerando só as empresas públicas que estão fora deste perímetro, o acréscimo registado foi para mais de sete mil milhões de euros. 

Já do lado do setor privado registou-se uma ligeira descida do nível de endividamento, para 404,6 mil milhões de euros. Aqui, enquanto as empresas registaram uma redução das suas dívidas, os particulares agravaram o seu endividamento. Sobre as fontes de financiamento das empresas, os dados mostram que houve uma diminuição face ao setor financeiro de 1,1 mil milhões de euros, que foi apenas "parcialmente compensada pelo aumento do endividamento externo (0,9 mil milhões de euros)".

Do lado das famílias, o endividamento já atinge 140,5 mil milhões de euros e o acréscimo não se verificou por causa da compra de habitação, mostram os dados.

O endividamento que tem como fim a habitação manteve-se praticamente inalterado, em 97,9 mil milhões de euros. Mais: o Banco de Portugal revela que enquanto o crédito total para a compra de habitação diminuiu 0,1% em novembro (quando comparado com o mesmo período do ano anterior) o crédito ao consumo está a crescer a um ritmo de 5,1%.

(Notícia atualizada às 11:31)



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