Conjuntura Fim dos duodécimos e aumento do consumo ditam queda da poupança

Fim dos duodécimos e aumento do consumo ditam queda da poupança

As famílias reduziram as suas poupanças, nos primeiros três meses do ano, num período em que o aumento dos gastos superou o crescimento dos rendimentos.
Fim dos duodécimos e aumento do consumo ditam queda da poupança
Miguel Baltazar
Sara Antunes 22 de junho de 2018 às 12:10
As famílias portuguesas aumentaram os seus gastos para consumo a um ritmo mais rápido do que o crescimento dos seus rendimentos. Estas duas realidades provocaram uma descida da taxa de poupança no primeiro trimestre, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira, 22 de Junho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

Assim, a taxa de poupança, que no final de 2017 até aumentou para 5,4%, recuperando de mínimos históricos, voltou a cair nestes primeiros três meses de 2018 para 5,1%. Este valor fica, ainda assim, acima do mínimos de 4,4%, observado no terceiro trimestre do ano passado.

A justificar este desempenho esteve, tal como já referido, o aumento dos gastos das famílias. A despesa para consumo final cresceu 0,8% quando comparado com o mesmo período do ano pasado. Já os rendimentos disponíveis cresceram 0,6%. O rendimento disponível cresceu mesmo a um ritmo inferior ao observado no trimestre anterior.

E o INE explica porquê. Esta evolução dos rendimentos está relacionada com o fim do pagamento dos subsídios de Natal e de férias por duodécimos. "Este efeito será tendencialmente neutro no conjunto do ano de 2018", adianta o INE.

Já a capacidade de financiamento das famílias situou-se nos 1,3% do produto interno bruto (PIB), o que representa uma ligeira queda. "O investimento das famílias registou uma taxa de variação de 2,0% no primeiro trimestre de 2018".

No que respeita às empresas, as necessidades de financiamento diminuíram, mas os dados comparam com um período marcado pela recapitalização da Caixa Gerald e Depósitos no montante de 3.944 milhões de euros. 

O INE realça que, no total, "a capacidade de financiamento da economia situou-se em 1,2% do PIB".



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