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Finlândia defende sanções a Portugal ou euro perderá a credibilidade

O ministro das Finanças finlandês critica a postura branda de Bruxelas em relação a Lisboa e estabelece uma diferença entre Portugal e Espanha: enquanto Lisboa tem Governo, Madrid continua sem Executivo e por isso não seria avisado, neste caso, aplicar sanções.

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Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 12 de Setembro de 2016 às 17:07
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O novo ministro finlandês das Finanças, Petteri Orpo (na foto), diz que Portugal viu a vida facilitada ao ganhar mais um ano para reduzir o défice orçamental sem que lhe fossem aplicadas sanções e que a linha branda adoptada por Bruxelas neste caso ameaça a credibilidade da zona euro.

"Se não houver nenhuma sanção, a união monetária perderá a sua credibilidade," afirmou Orpo à Reuters esta segunda-feira, 12 de Setembro.

O ministro finlandês aponta mesmo uma diferença de fundo entre Espanha – que recebeu tratamento especial – e Portugal.

"Espanha não tem um Governo em funcionamento, por isso agir contra Espanha talvez não fosse muito inteligente. (…) Mas Portugal tem um Governo, por isso penso que seria necessário, de acordo com o pacto de estabilidade e crescimento, pedir medidas para equilibrar as finanças públicas," defendeu o homólogo de Mário Centeno.

Um dos cenários que Orpo preconiza é a retenção de financiamento comunitário até que as reformas estruturais estejam em curso. Uma proposta que chega de um Estado-membro que, nota a Reuters, também enfrenta dificuldades de crescimento, uma dívida crescente e défice orçamental.

Esta sexta-feira, o comissário europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, defendeu o rápido avanço do processo que pode conduzir à suspensão parcial de fundos a Portugal e Espanha, defendendo que "não há tempo a perder". Um cenário - o de aplicação de sanções através de suspensão dos fundos - que tanto Lisboa como Bruxelas acreditam poder ser evitado 

De regresso de Bratislava, onde participou no Eurogrupo de sexta-feira, o ministro finlandês opõe-se à criação de novas ferramentas para estabilização da união monetária que "seguramente teriam a oposição de outros países".

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