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Portugueses compram mais carros e puxam pelo consumo

O consumo das famílias portuguesas acelerou no terceiro trimestre deste ano, avançando 2,6% face ao mesmo período do ano passado. O Instituto Nacional de Estatística (INE) explica que isso se deveu a um reforço da compra de automóveis.

Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 30 de Novembro de 2017 às 13:43

Os dados do INE mostram que o crescimento do consumo privado deu um salto de 2% para 2,6% entre o segundo e o terceiro trimestre do ano. Um maior ímpeto que se explica pelo dinamismo de dois sub-grupos: os serviços e bens correntes não-alimentares, que regista o maior crescimento desde 2010 (2,2%); e os bens duradouros, que aceleram de 4,5% para 8,1% entre o segundo e o terceiro trimestre.

 

Esta segunda rubrica inclui a compra de electrodomésticos e carros. Segundo o INE, é precisamente nesta última categoria que se observou um crescimento forte. "As Despesas de Consumo Final em Bens Duradouros das Famílias Residentes registaram um crescimento homólogo mais intenso, de 8,1% (4,5% no segundo trimestre), devido à aceleração da aquisição de automóveis", pode ler-se no destaque publicado esta manhã.

 

Nem todos os subgrupos do consumo estão a acelerar. A compra de bens alimentares, cujo crescimento tem estado estável em torno de 1%, tem um ligeiro recuo de 0,1 pontos percentuais.

 

Investimento arrefece

 

Ainda na procura interna, o investimento segue a tendência inversa, arrefecendo em comparação com o trimestre anterior. A formação bruta de capital fixo – a medida de investimento – cresceu 8,9%, depois dos 11,1% nos três meses anteriores.

 

O principal responsável foi o equipamento de transporte. Depois de ter disparado 35,6%, esta rubrica cresce agora 14,3%. Esse foi o abrandamento mais forte, mas houve outros. Só os produtos de propriedade intelectual aceleraram, saltando de uma contracção de 1,4% para 2,6%. A construção - o subgrupo mais importante - avançou 8% (10% no trimestre anterior) e as outras máquinas e equipamento 13,2% (14,4% no anterior).

 

Em relação a esta última rubrica, o INE explica que a sua perda de ímpeto se justifica com a venda de equipamento militar à Roménia no valor de 36 milhões de euros (que faz aumentar as exportações e diminuir o investimento). Só esse factor penalizou em 2 pontos percentuais este subgrupo e em 0,5 pontos o investimento total.

 

Os dados do INE mostraram também que economia portuguesa cresceu 2,5% no terceiro trimestre. Um arrefecimento face aos 3% dos três meses anteriores. Segundo a explicação do instituto, isso deveu-se a um contributo negativo da procura externa líquida (exportações subtraídas de importações) e de uma perda de ímpeto do investimento, que os ganhos conseguidos no consumo privado não conseguiram compensar totalmente.

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