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Supermercados e restaurantes estão a comprar menos gelatinas da Condi

A Condi Alimentar, que emprega 125 pessoas, mantém a fábrica de Loures em funcionamento, apesar de já registar quebras nas encomendas de sobremesas em pó por parte das cadeias de distribuição e dos clientes grossistas.

Bloomberg
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 19 de Março de 2020 às 15:38
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Apesar de não registar problemas relacionados com abastecimento de matérias-primas ou de materiais de embalagem, a Condi Alimentar, que tem sede na Malveira e produção em Santo Antão do Tojal (Loures) já está a "sentir uma quebra nas encomendas e, consequentemente, nas vendas".

 

Ao Negócios, o administrador João Pires referiu que "esta quebra está relacionada com o facto de as cadeias de distribuição terem passado a encomendar um conjunto mais restrito de produtos". "Tivemos informação que as insígnias ativaram os planos de contingência e uma das medidas é dar prioridade aos produtos de primeira necessidade", esclareceu.

 

Por outro lado, na área dos grossistas também já se verificou uma quebra provocada pela menor procura com origem no canal Horeca, apontou o gestor. A hotelaria e a restauração estão entre os setores mais atingidos por esta crise provocada pela covid-19, tendo sido contemplados com uma linha de crédito de 600 milhões de euros.

 

Tivemos informação que as insígnias ativaram os planos de contingência e uma das medidas é dar prioridade aos produtos de primeira necessidade. João Pires, Administradores da Condi Alimentar



Fundada em 1991, a Condi Alimentar é uma empresa familiar 100% portuguesa que fatura anualmente cerca de oito milhões de euros. A exportação para Espanha, Angola ou Cabo Verde representa perto de 30% das vendas. Depois de ter arrancado o negócio pelas especiarias, a marca especializou-se nas sobremesas em pó, como gelatinas e prepados para bolos, mousses e pudins.

 

Com cerca de 125 trabalhadores ao serviço, nas funções em que é possível trabalhar a partir de casa foi adotado o teletrabalho. Para as restantes funções, como as fabris e de logística, João Pires disse que "para já permanecem no seu local habitual de trabalho, sendo que as medidas de prevenção foram reforçadas".

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