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Criador da vacina da Pfizer-BioNTech diz que a vida vai voltar ao normal no próximo inverno

No inverno de 2021 a vida vai voltar à normalidade pré-covid-19. Quem o diz é um dos criadores da vacina Pfizer-BioNTech, Ugur Sahin.

Negócios jng@negocios.pt 16 de Novembro de 2020 às 11:38
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Ugur Sahin, cofundador e CEO da BioNTech, prevê que a vida volte à normalidade daqui a um ano, no inverno de 2021. Isto porque a vacina pode reduzir para metade a transmissão do vírus e, consequentemente, o número de infeções.

A Pfizer e a BioNTech revelaram na segunda-feira passada (dia 9 de novembro) os resultados de uma análise inicial à sua vacina, que apontam para 90% de eficácia contra a covid-19. Até à data as vacinas testadas nunca tinham atingido uma eficácia tão grande, o que levou o CEO da Pfizer, Albert Bourla, a afirmar que aquele desenvolvimento representava "um marco histórico para a ciência e para a humanidade", segundo a CNBC.

Apesar da boa nova, para que a vacina possa ser lançada há ainda muito caminho a ser trilhado. Contudo, os desenvolvimentos aumentam a expectativa de que uma vacina possa ser administrada ainda este ano.

Espera-se com esta solução farmacêutica conseguir combater a covid-19, que já fez mais de um milhão de mortos em todo o mundo. Todavia, "este inverno vai ser difícil. Portanto, não teremos um grande impacto no número de infeções com a nossa vacina", reforçou Sahin da BioNTech no domingo à BBC.

"Se tudo continuar a dar certo, começaremos a administrar a vacina ainda no final deste ano, ou no início do ano que vem. A nossa meta é entregar mais de 300 milhões de doses de vacinas até abril de 2021" esclareceu Sahin, citado pela CNBC, acrescentando ainda que é "absolutamente essencial" imunizar a população antes do próximo outono.

"Estou confiante de que isso vai acontecer porque há várias empresas de vacinas a ajudar no aumento do fornecimento e para que possamos ter um inverno normal já no próximo ano", reforçou ainda o CEO da BioNTech.

Contudo, nem todos acreditam que uma vacina possa acabar com o vírus da covid-19. O conselheiro da Casa Branca, Dr. Anthony Fauci, revelou na semana passada que uma vacina pode não ser suficiente para erradicar a doença, adiantando ainda que a covid-19 pode tornar-se endémica.

A vacina da farmacêutica norte-americana e da alemã BioNTech encontra-se na fase final de testes, não existindo ainda dados quanto à capacidade de imunização da mesma. No entanto, Sahin encontra-se confiante de que "a transmissão do vírus entre as pessoas será reduzida através de uma vacina eficaz - talvez não 90%, mas 50%. Contudo, alerta que "não devemos esquecer que mesmo isso (50%) pode resultar numa redução dramática da propagação da pandemia".

 

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