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Maioria dos patrões e empregados prefere continuar em casa

O teletrabalho é mais produtivo e gera mais receitas, pelo que dois terços dos empresários e trabalhadores portugueses defendem que assim devem continuar, revela a plataforma de contratação de serviços locais Fixando com base em cerca de 1.300 respostas.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 05 de Maio de 2020 às 14:46
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Os patrões e os trabalhadores portugueses estão maioritariamente em sintonia quanto à eficácia do teletrabalho, regime laboral que teve um crescimento exponencial devido ao confinamento da covid-19, revela uma consulta da Fixando junto de 1.300 empresas e trabalhadores inscritos na sua plataforma de contratação de serviços locais durante o mês de abril.

 

A maioria dos trabalhadores (55%) sente-se mais produtivo e a gerar mais receitas a partir de casa, com pouco mais de um quarto dos inquiridos a não concordar com esta conclusão.

 

Já 45% dos patrões diz que a produtividade e as receitas aumentam em regime de teletrabalho, com 31% a discordar, e 75% do total de empregadores defende mesmo que assim devem continuar.

 

E o teletrabalho é viável no longo prazo? Dois terços (65%) dos trabalhadores responderam que preferem mesmo ficar a trabalhar a partir de casa, contra 20% que considera preferível o regresso aos seus locais de trabalho habituais.

 

Do lado dos patrões, 59% acredita no teletrabalho a longo prazo como uma solução, contra 22% que não vê essa possibilidade com bons olhos.

 

A maioria de ambas as partes (67% dos trabalhadores e 55% dos patrões) considera que trabalhar a partir de casa permite mais qualidade de vida, com 84% dos trabalhadores e 76% dos empregadores a considerarem que o teletrabalho é mais sustentável.

 

Os resultados da consulta adiantam ainda que, com o teletrabalho e o confinamento, 43% dos portugueses adquiriram hábitos mais sustentáveis, destacando-se a redução da utilização de transportes (48%), a redução de consumo de bens processados (31%) e um aumento no consumo de bens locais (28%).

 

Cerca de um quarto (25%) afirma que reduziu ou deixou mesmo de consumir bens não essenciais.

 

Questionados sobre como as empresas planeiam lidar com o desconfinamento, 31% opta pelo distanciamento social, 30% pela utilização de equipamentos de proteção (como máscaras e viseiras), 30% também pela implementação de novas medidas de higienização, com 22% a adiantar que continuará em teletrabalho.

 

Mas 27% dos empregadores ainda não sabem o que irão fazer.

 

Esmagadora maioria admite que vai ser difícil recuperar as perdas

 

Relativamente ao impacto económico do confinamento, 80% afirma que não vai ser fácil recuperar as perdas dos últimos dois meses.

 

Para aliviar a situação, e sob anonimato, alguns dos profissionais inquiridos dão sugestões:

 

"Em primeiro lugar, haver um incentivo real às empresas e profissionais mais afetados por esta situação de forma a que a sua sustentabilidade e o seu poder de compra não diminua drasticamente. Depois gastarmos o que é português e feito pelos portugueses", defende um profissional do sector das energias renováveis.

 

"Temos de nos reinventar e para isso precisamos de maior cooperação do que competição. Ter de saber/sentir que somos comunidade. Usar as ferramentas de informática e de telecomunicações para melhor qualidade de vida", indica um contabilista.

Já um profissional na área dos animais considera que devem ser canalizados "apoios financeiros sem juros, nada de fundos perdidos, a não ser para os trabalhadores, mas dados às empresas diretamente, sem passar pelos bancos, com medidas leves de burocracia".

 

"Ajudar as empresas na recuperação de postos de trabalho, desdobramento dos compromissos para com a Segurança Social e Finanças, inicialmente patrocinar parte dos ordenados por ser mais viável do que pagar subsídios de desemprego", avança um gestor do sector de remodelações, enquanto um profissional de design sugere o reforço de "apoios aos trabalhadores independentes e pequenos negócios", considerando que é de "evitar apoiar a banca e o sistema financeiro".

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