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Polónia corta taxas de juro pela terceira vez em três meses para mínimos históricos

O Banco Central da Polónia decidiu impor um novo corte nas taxas de juro do país para os 0,1%, o que representa um mínimo histórico. Depois das reduções em março e abril, voltou a cortar em maio, contra as previsões.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 28 de Maio de 2020 às 14:51
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O Banco Central da Polónia cortou a taxa de juro do país de 0,5% para um mínimo histórico de 0,1%, naquela que foi a terceira redução em três meses. 

Na reunião de hoje, o banco do país tomou uma inesperada decisão de cortar as taxas novamente, quando todos os analistas questionados pela Bloomberg apontavam para uma manutenção. O zloty reverteu dos ganhos iniciais, caindo 0,5% para os 4,45 euros, enquanto que o índice de Varsóvia caiu um máximo de 2,7% logo após o anúncio. 

Os bancos centrais e os governos têm voltado à carga nos últimos dias, com novos apoios monetários e económicos para as respetivas regiões. Para além do banco da Polónia, esta semana também o Japão e Singapura anunciaram uma nova leva de medidas. 

Ontem, na Europa, a Comissão Europeia anunciou que vai apresentar uma proposta para o fundo de recuperação da União Europeia composto por 750 mil milhões de euros, montante totalmente assegurado através da emissão de dívida conjunta por parte do órgão executivo comunitário. Esta verba divide-se em 500 mil milhões de euros a distribuir pelos Estados-membros através de subvenções a fundo perdido e 250 mil milhões via empréstimos. 

Apesar de a Polónia ter decretado o confinamento cedo, como na maior parte do resto da Europa, o impacto económico é muito significativo. Enquanto a União Europeia prevê que a economia encolha 4,3% este ano, o setor industrial, as vendas de produção e de retalho caem mais do que nunca.

A Jerónimo Martins, presente no país através da Biedronka, 
gastou 15,5 milhões de euros só na última quinzena de março. No mês seguinte, os custos caíram para cerca de metade. O grupo admite ser "expectável" que, até ao final do ano, os gastos não recorrentes em medidas relacionadas com a covid-19 se mantenham na ordem dos sete milhões de euros mensais. Feitas as contas, a pandemia poderá custar cerca de 78,5 milhões de euros à retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos.

Os custos foram distribuídos entre Portugal, Polónia e Colômbia, mas foi a cadeia polaca de supermercados da JM, a Biedronka, que levou a maior fatia do bolo, porque "começou a implementar mais cedo os procedimentos de desinfeção e o uso de máscara".

A Biedronka revelou-se, aliás, como o negócio "mais resiliente" da JM durante a crise pandémica, tendo até registado um aumento das vendas em abril, ao contrário do Pingo Doce, onde as vendas recuaram 16% no mês passado. A administradora da JM explica que, apesar das "fortes restrições" impostas ao limite de clientes nas lojas, o grupo pôde esticar o horário de funcionamento das lojas polacas, "em alguns casos até 24 horas, o que não foi possível em Portugal devido ao Estado de Emergência".

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