Preços do ouro e prata recuam com dados do mercado laboral dos EUA. Petróleo valoriza
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
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Preços do ouro e prata recuam com dados do mercado laboral dos EUA
O ouro e a prata estão a negociar com perdas na sessão de hoje, depois de dados robustos do mercado laboral dos EUA conhecidos ontem terem reduzido as expectativas de cortes de juros pela Reserva Federal (Fed) norte-americana.
A esta hora, o metal amarelo cai 0,54% para os 5.057,050 dólares por onça.
O número de empregos nos EUA teve o maior aumento em mais de um ano e a taxa de desemprego caiu inesperadamente em janeiro, sugerindo que o mercado laboral da maior economia mundial terá estabilizado no início de 2026. Os dados podem reforçar a inclinação dos responsáveis da Fed para manter as taxas de juro inalteradas por enquanto, com muitos “traders” a adiarem as suas previsões para o próximo corte nas taxas diretoras de junho para julho. Taxas de juro mais baixas são um fator favorável para os metais preciosos, que não rendem juros, sendo que neste caso a previsão de manutenção das taxas de juro como estão por mais tempo estão a pressionar a negociação dos metais preciosos.
Apesar da queda, o ouro mantém-se acima dos 5 mil dólares por onça e já recuperou cerca de metade das perdas sofridas durante uma queda histórica no final do mês passado.
A prata, por sua vez, cede 1,14%, para os 83,322 dólares por onça. A retração desta quinta-feira nos preços do metal branco acontece depois de um salto de mais de 4% na sessão anterior, quando um relatório do Silver Institute mostrou que o mercado da prata continuará a experienciar por um défice de oferta pelo sexto ano consecutivo.
Petróleo valoriza com Médio Oriente em foco. Aumento dos "stocks" nos EUA limita ganhos
Os preços do petróleo estão a negociar com valorizações nesta quinta-feira, à medida que os “traders” continuam a seguir de perto os desenvolvimentos das conversações entre os EUA e o Irão, enquanto um aumento expressivo registado nos “stocks” de crude dos EUA segue a limitar a subida dos preços do “ouro negro”.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – sobe 0,25%, para os 64,79 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – soma 0,27% para os 69,59 dólares por barril.
Os preços do petróleo subiram na manhã de quinta-feira, com os investidores preocupados com o novo aumento das tensões sentido entre Washington e Teerão, fator que levou também a que ambos os índices de referência tivessem fechado em alta na quarta-feira.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem, após se ter reunido com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que não chegaram a um acordo “definitivo” sobre como proceder em relação ao Irão, ainda que tenha insistido que as que as negociações continuariam.
Na terça-feira, o republicano disse que estava a considerar enviar um segundo porta-aviões para o Médio Oriente se não fosse alcançado um acordo com Teerão sobre o programa nuclear do país.
Noutros pontos, um aumento significativo registado nas existências de petróleo bruto dos EUA segue a limitar o avanço dos preços. Os "stocks” norte-americanos aumentaram em 8,5 milhões de barris, para 428,8 milhões de barris na semana passada, informou a Administração de Informação Energética, superando em larga escala as expectativas do mercado, que apontavam para um aumento de cerca de 800 mil barris.
Ásia tem melhor início de ano face ao S&P 500 neste século. Japão e Coreia do Sul com novos recordes
Os principais índices asiáticos avançaram na sua maioria pela quinta sessão consecutiva, à medida que avaliações relativamente mais baixas de cotadas da região e perspetivas de crescimento económico sólido continuam a atrair os investidores. Seguindo a tendência dos últimos dias, o índice MSCI Ásia-Pacífico subiu 0,6%, atingindo um novo recorde. Este indicador já subiu cerca de 13% até agora desde janeiro, marcando o seu melhor início de ano em relação ao S&P 500 neste século. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 avançam 0,7% e apontam para uma abertura em alta.
No Japão, o Nikkei cedeu ligeiros 0,019% e o Topix subiu 0,70% e atingiu um novo máximo histórico nos 3.888,94. Também o sul-coreano Kospi registou um novo recorde nos 5.522,27 pontos, tendo terminado a sessão a pular 3,13%, sendo o "benchmark" com o melhor desempenho do mundo desde o arranque do ano, com uma valorização de cerca de 30%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong cedeu 0,88% e o Shanghai Composite somou 0,049%. Por Taiwan, os índices estiveram encerrados para negociação devido a um feriado nacional.
Os mercados asiáticos estão a superar os seus pares dos EUA e Europa, atraindo investidores globais, que se estão a posicionar para beneficiar do “boom” da inteligência artificial, à medida que as empresas canalizam milhares de milhões de dólares para a tecnologia. “É isso que 2026 será: diversificação entre regiões, mas também entre setores”, disse à Bloomberg Elfreda Jonker, da Alphinity Investment Management.
Grande parte do foco na quarta-feira esteve nos dados sobre o emprego nos EUA, que levaram os analistas a reduzirem as suas apostas quanto a cortes de juro pela Fed, sendo que esperam agora que o próximo se materialize em julho, em vez de junho, como previsto anteriormente, depois de a economia dos EUA ter criado 130 mil empregos em janeiro, o dobro do que se previa. O próximo teste para os mercados será o relatório sobre a inflação do lado de lá do Atlântico, conhecido na sexta-feira, que poderá reforçar a necessidade de manter as taxas mais altas por mais tempo, caso as pressões sobre os preços não diminuam.
Entre os movimentos do mercado, as ações da japonesa de cosmética Shiseido subiram quase 16%, depois de as suas previsões de lucros para este ano fiscal terem superado as estimativas. Já as ações da Mitsubishi Gas Chemical dispararam 20%, enquanto a JX Advanced Metals pulou 18%. Pela Coreia do Sul, a Samsung somou mais de 6%.
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