Europa fecha no vermelho contagiada pelos EUA. Bolsa francesa escapa
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
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Europa fecha no vermelho contagiada pelos EUA. Bolsa francesa escapa
As bolsas europeias acabaram a sessão pintadas de vermelho, à exceção da praça parisiense, com o sentimento do bloco a ser contagiado pelas quedas em Wall Street, causadas pela instabilidade nas "big tech" norte-americanas.
“Parece que as preocupações com a disrupção da inteligência artificial se estão a espalhar rapidamente e a transformar-se numa questão macroeconómica/de crédito mais alargada, ou seja, não é mais um problema de uma única ação”, disse à Bloomberg o estratega do Barclays, Emmanuel Cau. “Isso parece refletir o esgotamento e o medo do mercado", acrescentou.
O índice de referência para o bloco recuou do recorde atingido na sessão anterior, tendo o Stoxx 600 perdido hoje 0,49% para 618,52 pontos. Entre os 20 setores que compõem o "benchmark", a banca, as tecnológicas e os "basic resources" foram os que causaram mais pressão, com quedas acima de 1,5% cada.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX caiu 0,01%, o espanhol IBEX 35 perdeu 0,82%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,62%, enquanto o neerlandês AEX tombou 2,07% e o britânico FTSE 100 registou perdas de 0,67%. Em contraciclo, o francês CAC-40 somou 0,33%.
Os resultados do último trimestre de algumas das grandes cotadas do bloco continuam a dar alguma força ao Stoxx 600. As empresas do MSCI Europe registaram um aumento de 2,9% nos lucros trimestrais até agora, superando a expectativa de 1,3%, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence.
“Os lucros estão finalmente a melhorar na Europa e vão continuar a crescer consideravelmente nos próximos trimestres, à medida que a recuperação na Alemanha ganha força”, disse Roberto Scholtes, chefe de estratégia do Singular Bank. “No entanto, as avaliações aumentaram significativamente desde 2024 e há pouco espaço para mais expansão. Isto significa que o potencial de subida estaria em linha com o crescimento dos lucros, na melhor das hipóteses.”
A EssilorLuxottica subiu 4,2% depois de ter reportado vendas melhores do que o esperado, impulsionada pela subida na procura por óculos com inteligência artificial.
A Siemens também atingiu um máximo histórico nos 275,75 euros por ação, antes de reduzir os ganhos para 0,3%, após a empresa industrial alemã elevar as projeções para o ano.
As ações da Schroders dispararam 29% com a notícia de que a gestora de ativos norte-americana Nuveen ter concordado em adquirir a empresa por 9,9 mil milhões de libras, criando uma das maiores empresas do setor do mundo, com quase 2,5 biliões de dólares em ativos.
As ações do setor de logística, incluindo a dinamarquesa DSV A/S e a suíça Kuehne + Nagel International, caíram mais de 10% - as mais recentes vítimas do "medo da IA".
Juros aliviam na Zona Euro. "Bunds" com série mais longa de aumentos desde 2024
Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro aliviaram esta quinta-feira, marcada pelo sétimo dia da subida das "Bunds" alemãs. Esta é a mais longa sequência de aumentos desde dezembro de 2024. Ainda assim, ainda estão atrás dos Treasuries dos EUA, que beneficiam da procura dos investidores por ativos-refúgio enquanto as ações de tecnologia continuam a perder terreno.
Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviaram 1,4 pontos-base para 2,776%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 1,5 pontos para 3,362%. Já em Itália, os juros recuaram igualmente 1,4 pontos para os 3,382%.
Pela Península Ibérica, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a recuar 1 ponto para 3,132% e a das obrigações espanholas a ceder 1,1 pontos-base para 3,149%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, registaram recuos mais expressivos, de 2,4 pontos-base, para 4,451%. Já os juros das "Treasuries" dos EUA com a mesma maturidade tombam 5,8 pontos-base para 4,123%.
Prata afunda 10% e ouro cai quase 3% em antecipação ao Ano Novo Lunar chinês
A prata está a afundar cerca de 10% esta quinta-feira, depois de ter fechado a sessão de quarta-feira com ganhos de mais de 4%, numa altura em que os investidores se encontram a digerir os mais recentes dados relativos ao mercado laboral dos EUA, que adiaram um possível corte para julho, e avaliam os impactos na liquidez do mercado das celebrações do Ano Novo Lunar chinês.
A esta hora, a prata conseguiu reduzir ligeiramente as perdas, cedendo agora 10,31% para 75,60 dólares por onça, enquanto o ouro também negoceia em território negativo, embora com uma queda de magnitude inferior - o metal amarelo cede 2,77% para 4.944,42 dólares por onça. A atividade frenética na China tem sido um fator determinante para os metais preciosos nas últimas semanas, que levaram os preços destas matérias-primas a viver uma autêntica montanha-russa, e a ausência destes investidores será um importante teste ao mercado.
"O domínio da China nos fluxos físicos de ouro tem sido uma realidade há mais de uma década", começa por explicar Adrian Ash, diretor de pesquisa da BullionVault, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "No entanto, foi a explosão da especulação e das apostas em derivados que realmente fez com que a atividade comercial da China começasse a definir a direção dos preços do ouro" e outros metais, acrescenta o analista.
Olhando para anos anteriores, os metais preciosos tendem a valorizar em força nos 10 dias anteriores às celebrações do Ano Novo Lunar chinês, de acordo com uma análise da Mks Pamp - algo que não se está a verificar este ano. Os dados da criação de emprego nos EUA estão a ajudar a esta reversão da tendência histórica, numa altura em que o mercado laboral norte-americano mostra-se mais resiliente do que era inicialmente antecipado pelos analistas.
"O mercado passou de uma fase de aceleração para fase mais orientada para a consolidação", explica Christopher Wong, estratega da Oversea-Chinese Banking Corp, à Bloomberg. "Os ganhos provavelmente serão mais moderados e cada vez mais dependentes da validação macroeconómica, em vez de impulsos", antecipa.
Dólar desvaloriza com dados económicos. Iene a caminho de melhor semana num ano
O dólar norte-americano negoceia esta tarde com alguma fraqueza face às restantes divisas, enquanto o iene vai em ciclo contrário e está a caminho de fechar a melhor semana dos últimos 12 meses, ainda a beneficiar da vitória da coligação liderada pela primeira-ministra Sanae Takaichi nas eleições legislativas do passado fim de semana.
A divisa americana está a ser pressionada pelos sinais de melhoria do mercado laboral do país, que cimentam a aposta do mercado de que a Reserva Federal (Fed) vai deixar os juros inalterados até meio do ano. Os investidores acreditam que a Fed está à espera de receber mais dados económicos que reflitam o impacto das tarifas.
Esta tarde, o dólar perde 0,53% para 152,45 ienes e o euro está inalterado em 1,18 dólares. Já o índice da "nota verde" DXY cede ligeiros 0,08% para 96,7 pontos.
Em contraciclo, o iene tem tinho dias de alívio, ao registar uma forte subida face ao dólar desde que o Partido Liberal Democrático obteve uma vitória esmagadora nas eleições deste domingo, que fortaleceu o mandato de Takaichi para dar força ao investimento e reduzir os impostos a fim de dinamizar a economia, o que, por sua vez, pode dificultar ainda mais o aumento das taxas de juros pelo Banco do Japão.
Se a valorização do iene se mantiver até sexta-feira, vai representar a maior subida semanal desde fevereiro de 2025.
Petróleo em queda com negociações EUA-Irão e excedente em foco
O barril de petróleo está a negociar em território negativo esta quinta-feira, depois de Donald Trump, Presidente dos EUA, ter sinalizado mais uma vez que pretende chegar a um acordo nuclear com o Irão. As tensões entre os dois países levaram os preços do petróleo a disparar no início do mês, com os investidores a recear um conflito militar que levasse a disrupções no abastecimento mundial de crude.
A esta hora, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – perde 1,61%, para os 63,59 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – desvaloriza 1,59% para os 68,30 dólares por barril. Este movimento segue-se a ganhos superiores a 1% na sessão anterior, depois de a Bloomberg ter noticiado que os EUA estão a considerar apreender petroleiros iranianos.
Desde o arranque do ano, os preços do crude têm acelerado todas as semanas com a exceção de uma, à boleia de um aumento das tensões geopolíticas entre os EUA e uma série de países, bem como disrupções no abastecimento da matéria-prima. Só nos últimos dois meses, Washington interveio na Venezuela e capturou o presidente do país, Nicolás Maduro, ameaçou a soberania da Dinamarca sobre a Gronelândia e afirmou que poderia enviar militares norte-americanos para território iraniano caso o país não assinasse um acordo de não proliferação nuclear com os EUA.
Mesmo assim, os analistas antecipam um grande excedente no mercado petrolífero para 2026. O Goldman Sachs diz mesmo que este excedente já se faz sentir em vários países, mas maioritariamente em regiões que não têm grande impacto na definição dos preços. Já a Agência Internacional de Energia disse esta quinta-feira que os "stocks" de petróleo mundiais subiram ao ritmo mais rápido desde 2020 no ano passado.
De acordo com Vandana Hari, fundadora da Vanda Insights, é expectável que os preços mantenham-se no intervalo em que têm negociado no último mês. "Uma retórica ou uma postura militar mais agressiva podem aumentar o prémio de risco, mas os ganhos provavelmente serão limitados, a menos que os ataques dos EUA ao Irão pareçam iminentes", acrescenta.
Wall Street ganha em dia de mais resultados e dados da inflação
As bolsas norte-americanas arrancaram a penúltima sessão da semana com valorizações, um dia depois do relatório de criação de empregos nos EUA ter gerado reações mistas. Ao mesmo tempo, vão chegando mais resultados trimestrais das grandes cotadas do bloco, que centram as atenções do mercado.
O relatório do emprego foi um alívio para os investidores que temiam que mostrasse uma queda no mercado laboral, após uma série de dados recentes que indicavam um crescimento mais lento num ambiente de “nem contratação, nem demissão”.
No entanto, os fortes números da criação de emprego também complicam a perspetiva da Reserva Federal para as taxas de juros e podem significar menos descidas do que os investidores esperavam, caso a inflação mais alta continue a ser um problema. O mercado espera agora pelo índice de preços ao consumidor desta sexta-feira.
O S&P 500 sobe 0,29% para 6.961,64 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,27% para 23.129,09 pontos e o industrial Dow Jones soma 0,35% para 50.298,10 pontos.
Entre os principais movimentos de mercado, a Cisco Systems tomba quase 8% depois de ter revelado um "guidance" para o trimestre que não impressionou os investidores, justificado por uma preocupação com o aumento de custos. Nesta altura, a escassez e os preços dos semicondutores de memória estão a ser tópico frequente nos relatórios de resultados e apresentações das empresas.
“Este é um ano de mercado de ações otimista, mas um mercado de ações muito volátil - e a volatilidade será induzida pelo comércio de inteligência artificial, que está a evoluir”, disse Beata Manthey, do Citigroup, à Bloomberg. “No momento, estamo-nos a concentrar nas perdas. Mas também precisamos de descobrir quem serão os novos vencedores”, acrescentou.
Já a Micron dispara cerca de 10% após o o CFO, Mark Murphy, falar sobre a escassez de oferta e procura além de 2026.
Taxa Euribor desce a três meses e sobe a seis e a 12 meses
A taxa Euribor desceu esta quinta-feira a três meses e subiu a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que baixou para 1,984%, continuou abaixo das taxas a seis (2,131%) e a 12 meses (2,246%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou, ao ser fixada em 2,131%, mais 0,023 pontos do que na quarta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu, para 2,246%, mais 0,015 pontos do que na sessão anterior.
Em sentido contrário, a Euribor a três meses recuou ao ser fixada em 1,984%, menos 0,010 pontos do que na quarta-feira, depois de ter descido em 6 de fevereiro pela primeira vez desde novembro para menos de 2%.
Em 05 de fevereiro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses.
Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
CAC 40 ultrapassa os 8.400 pontos e fixa máximo histórico
O CAC 40, índice de referência da bolsa de Paris, ultrapassou esta quinta-feira pela primeira vez os 8.400 pontos, na sequência da divulgação de resultados positivos de várias empresas francesas antes da abertura dos mercados.
Pelas 09:00 horas hora de Lisboa, o CAC 40 ganhava 1,09% para 8.403,74 pontos, superando o recorde anterior, de 8.396,72 pontos, definido a 14 de janeiro.
O índice parisiense recupera assim as suas perdas causadas em meados de janeiro pelas ameaças alfandegárias do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os países europeus, que se recusaram a apoiar a sua vontade de anexar a Gronelândia, o que fez cair as bolsas. O CAC também beneficia de uma situação política estabilizada em França, com a aprovação do orçamento de 2026 pela Assembleia Nacional, a abstenção do Partido Socialista permitiu manter o Governo de Sébastien Lecornu.
Antes da abertura, várias empresas publicaram os seus resultados financeiros, como a EssilorLuxottica, o fabricante de pneus Michelin, o fabricante de componentes elétricos Legrand e o grupo de luxo Hermès.
A cotação continuou a subir nos minutos seguintes e chegou a atingir os 8.437,35 pontos.
"Earnings season" pela Europa leva Stoxx 600 a novo recorde. Schroders dispara 30%
Os principais índices europeus estão a negociar com ganhos em praticamente toda a linha na sessão desta quinta-feira, com o Stoxx 600 a fixar um novo recorde já perto dos 626 pontos, à medida que resultados trimestrais robustos seguem a impulsionar o sentimento dos investidores por cotadas da região. A gestora de ativos Schroders é o grande destaque da sessão de hoje.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,44%, para os 624,31 pontos, tendo fixado um novo máximo histórico de 625,90 pontos no arranque da sessão.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX pula 1,35%, o espanhol IBEX 35 ganha 0,06%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,39%, o francês CAC-40 avança 0,66%, o neerlandês AEX cede 0,76%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,26%.
À medida que a “earnings season” das cotadas do Velho Continente continua a centrar atenções, dados compilados pela Bloomberg Intelligence mostram que as empresas do índice regional MSCI Europe registraram um aumento de 2,9% nos lucros trimestrais até agora, superando o aumento esperado de 1,3%.
Nesta linha, as ações da EssilorLuxottica chegaram a disparar 10% no início da sessão - sendo que a esta hora somam cerca de 2% -, depois de a fabricante de óculos ter reportado vendas melhores do que o esperado para o quarto trimestre, impulsionadas por uma crescente procura por óculos com tecnologia de inteligência artificial. Já a Siemens negoceia com uma valorização de mais de 6%, com a empresa industrial alemã a elevar o seu "outlook".
O grande destaque, ainda assim, vai para a gestora de ativos Schroders, que dispara quase 30%, após a norte-americana Nuveen ter apresentado uma proposta de compra pela britânica por 9,9 mil milhões de libras (cerca de 11,3 mil milhões de euros ao câmbio atual). É um meganegócio no setor da gestão de ativos e que, depois de concretizado, deverá criar uma das maiores empresas do setor com cerca de 2,5 biliões de dólares em ativos sob gestão.
Entre os setores, o dos serviços financeiros (+1,27%) lidera os ganhos, seguido pelo dos recursos naturais (+1,01%). Do lado das perdas, as “utilities” (-1,29%) registam as perdas mais expressivas, à medida que o setor do imobiliário (-0,60%) também pressiona a negociação.
Juros aliviam na maioria da Zona Euro. Alemanha destoa
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar uma maioria de alívios na sessão desta quinta-feira.
Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviam 0,3 pontos-base, para 3,139%, depois de Portugal ter emitido na quarta-feira 1.381 milhões de euros em obrigações do Tesouro (OT) que vencem dentro de três e dez anos. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e cai 0,1 pontos, para 3,159%.
Já os juros da dívida soberana italiana recuam 0,4 pontos, para 3,392%.
Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa cede 0,7 pontos, para 3,370%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, contrariam a tendência e agravam-se em 0,2 pontos, para os 2,793%.
Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, recuam 1 ponto-base, para 4,465%.
Iene a caminho de maior valorização semanal em mais de um ano
O iene está a caminho de registar o seu maior ganho semanal em mais de um ano. Caso a tendência de valorização se mantenha na sessão de amanhã, pode vir a ter a sua melhor semana desde novembro de 2024. A divisa nipónica já valorizou cerca de 2,8% em relação ao dólar desde que o Partido Liberal Democrático da primeira-ministra Sanae Takaichi conseguiu uma vitória expressiva nas eleições de domingo.
A quarta sessão consecutiva de ganhos está a empurrar a divisa nipónica para um valor já abaixo dos 153 ienes por dólar, sendo que a esta hora a “nota verde” desvaloriza 0,22%, para os 152,930 ienes.
Pelos EUA, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes - segue a ceder 0,05%, para os 96,782 pontos, com a divisa norte-americana a ser influenciada por dados económicos. Os valores referentes aos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA serão divulgados ainda hoje, antes dos dados sobre a inflação serem conhecidos na sexta-feira.
Por cá, o euro sobe 0,13%, para os 1,189 dólares. Também a libra ganha terreno e valoriza 0,15%, para os 1,365 dólares, num dia em que os dados mostraram que a economia do Reino Unido teve um crescimento bastante reduzido, de apenas 0,1%, no último trimestre de 2025.
Preços do ouro e prata recuam com dados do mercado laboral dos EUA
O ouro e a prata estão a negociar com perdas na sessão de hoje, depois de dados robustos do mercado laboral dos EUA conhecidos ontem terem reduzido as expectativas de cortes de juros pela Reserva Federal (Fed) norte-americana.
A esta hora, o metal amarelo cai 0,54% para os 5.057,050 dólares por onça.
O número de empregos nos EUA teve o maior aumento em mais de um ano e a taxa de desemprego caiu inesperadamente em janeiro, sugerindo que o mercado laboral da maior economia mundial terá estabilizado no início de 2026. Os dados podem reforçar a inclinação dos responsáveis da Fed para manter as taxas de juro inalteradas por enquanto, com muitos “traders” a adiarem as suas previsões para o próximo corte nas taxas diretoras de junho para julho. Taxas de juro mais baixas são um fator favorável para os metais preciosos, que não rendem juros, sendo que neste caso a previsão de manutenção das taxas de juro como estão por mais tempo estão a pressionar a negociação dos metais preciosos.
Apesar da queda, o ouro mantém-se acima dos 5 mil dólares por onça e já recuperou cerca de metade das perdas sofridas durante uma queda histórica no final do mês passado.
A prata, por sua vez, cede 1,14%, para os 83,322 dólares por onça. A retração desta quinta-feira nos preços do metal branco acontece depois de um salto de mais de 4% na sessão anterior, quando um relatório do Silver Institute mostrou que o mercado da prata continuará a experienciar por um défice de oferta pelo sexto ano consecutivo.
Petróleo valoriza com Médio Oriente em foco. Aumento dos "stocks" nos EUA limita ganhos
Os preços do petróleo estão a negociar com valorizações nesta quinta-feira, à medida que os “traders” continuam a seguir de perto os desenvolvimentos das conversações entre os EUA e o Irão, enquanto um aumento expressivo registado nos “stocks” de crude dos EUA segue a limitar a subida dos preços do “ouro negro”.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – sobe 0,25%, para os 64,79 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – soma 0,27% para os 69,59 dólares por barril.
Os preços do petróleo subiram na manhã de quinta-feira, com os investidores preocupados com o novo aumento das tensões sentido entre Washington e Teerão, fator que levou também a que ambos os índices de referência tivessem fechado em alta na quarta-feira.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem, após se ter reunido com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que não chegaram a um acordo “definitivo” sobre como proceder em relação ao Irão, ainda que tenha insistido que as que as negociações continuariam.
Na terça-feira, o republicano disse que estava a considerar enviar um segundo porta-aviões para o Médio Oriente se não fosse alcançado um acordo com Teerão sobre o programa nuclear do país.
Noutros pontos, um aumento significativo registado nas existências de petróleo bruto dos EUA segue a limitar o avanço dos preços. Os "stocks” norte-americanos aumentaram em 8,5 milhões de barris, para 428,8 milhões de barris na semana passada, informou a Administração de Informação Energética, superando em larga escala as expectativas do mercado, que apontavam para um aumento de cerca de 800 mil barris.
Ásia tem melhor início de ano face ao S&P 500 neste século. Japão e Coreia do Sul com novos recordes
Os principais índices asiáticos avançaram na sua maioria pela quinta sessão consecutiva, à medida que avaliações relativamente mais baixas de cotadas da região e perspetivas de crescimento económico sólido continuam a atrair os investidores. Seguindo a tendência dos últimos dias, o índice MSCI Ásia-Pacífico subiu 0,6%, atingindo um novo recorde. Este indicador já subiu cerca de 13% até agora desde janeiro, marcando o seu melhor início de ano em relação ao S&P 500 neste século. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 avançam 0,7% e apontam para uma abertura em alta.
No Japão, o Nikkei cedeu ligeiros 0,019% e o Topix subiu 0,70% e atingiu um novo máximo histórico nos 3.888,94. Também o sul-coreano Kospi registou um novo recorde nos 5.522,27 pontos, tendo terminado a sessão a pular 3,13%, sendo o "benchmark" com o melhor desempenho do mundo desde o arranque do ano, com uma valorização de cerca de 30%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong cedeu 0,88% e o Shanghai Composite somou 0,049%. Por Taiwan, os índices estiveram encerrados para negociação devido a um feriado nacional.
Os mercados asiáticos estão a superar os seus pares dos EUA e Europa, atraindo investidores globais, que se estão a posicionar para beneficiar do “boom” da inteligência artificial, à medida que as empresas canalizam milhares de milhões de dólares para a tecnologia. “É isso que 2026 será: diversificação entre regiões, mas também entre setores”, disse à Bloomberg Elfreda Jonker, da Alphinity Investment Management.
Grande parte do foco na quarta-feira esteve nos dados sobre o emprego nos EUA, que levaram os analistas a reduzirem as suas apostas quanto a cortes de juro pela Fed, sendo que esperam agora que o próximo se materialize em julho, em vez de junho, como previsto anteriormente, depois de a economia dos EUA ter criado 130 mil empregos em janeiro, o dobro do que se previa. O próximo teste para os mercados será o relatório sobre a inflação do lado de lá do Atlântico, conhecido na sexta-feira, que poderá reforçar a necessidade de manter as taxas mais altas por mais tempo, caso as pressões sobre os preços não diminuam.
Entre os movimentos do mercado, as ações da japonesa de cosmética Shiseido subiram quase 16%, depois de as suas previsões de lucros para este ano fiscal terem superado as estimativas. Já as ações da Mitsubishi Gas Chemical dispararam 20%, enquanto a JX Advanced Metals pulou 18%. Pela Coreia do Sul, a Samsung somou mais de 6%.
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