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Boris Johnson vai demitir-se. Deverá manter-se como primeiro-ministro até outubro

O anúncio surge na sequência das demissões em catadupa no Governo britânico. Boris Johnson terá concordado em abandonar ainda esta quinta-feira a liderança dos conservadores, mantendo-se como primeiro-ministro até surgir um novo líder do partido.

Boris Johnson tem agora de lidar com a demissão de dois ministros.
Yves Herman/Reuters
Marta Velho martavelho@negocios.pt 07 de Julho de 2022 às 09:14
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Boris Johnson terá concordado em abandonar o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, na sequência do escândalo que levou a uma série de demissões no seu Governo. A notícia está a ser avançada por vários órgãos de comunicação do país.

No Twitter, Chris Mason, editor de política da BBC, indica que o ainda líder do executivo britânico deverá abandonar a liderança do partido conservador ainda hoje, continuando no cargo de primeiro-ministro até que a bancada Tory eleja um novo representante, o que deverá só acontecer no outono.

"A corrida à liderança dos conservadores vai acontecer este verão e um novo primeiro-ministro deverá ser apontado a tempo da conferência dos Tory em outubro", indica o jornalista.

A Bloomberg confirma a informação, citando fontes oficiais, indicando ainda que Boris Johnson estará a preparar uma declaração ao país. 

Já o Spectator indica que - dentro do partido - são várias as vozes a pedir para que o líder do Governo abandone mesmo a posição de primeiro-ministro, e deixe o seu número dois, Dominic Raab, no cargo como interino.

A vaga de demissões no Governo britânico começou terça-feira na sequência de um escândalo sexual que envolve Chris Pincher, número dois da bancada parlamentar conservadora, e que levou a nova crise política no Reino Unido, ainda o país não estava totalmente refeito do escândalo anterior das festas durante os períodos de confinamento.

Desde terça-feira que várias dezenas de ministros e outros políticos de relevância do partido abandonaram os seus cargos, com a sangria a manter-se esta manhã. Nadhim Zahaw - o recém-apontado ministro das Finanças, que veio substituir Rishi Sunak, um dos primeiros a sair - acabou inclusive por apelar à demissão de Johnson, no Twitter, afirmando que a situação "não é sustentável e só vai piorar".


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