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Gastos com habitação representaram 26% das despesas familiares em 2020

Num ano marcado pela pandemia, as famílias europeias viram os gastos com a habitação aumentarem 2,2 pontos percentuais face a 2019. Com mais tempo passado em casa, os gastos com alimentação e mobiliário também cresceram.

A guerra de “spreads” intensificou-se nos últimos anos, com os bancos a tentarem novos clientes no crédito à habitação.
Sérgio Lemos
Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 27 de Dezembro de 2021 às 10:30
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Os gastos com a habitação foram a maior fatia das despesas das famílias em 2020, devido sobretudo aos sucessivos confinamentos devido à covid-19. Os dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat indicam que 25,7% das despesas familiares foram para pagar renda/prestação da casa, água, eletricidade e gás.

No ano em que a pandemia se alastrou em força na União Europeia e no resto do mundo, as famílias europeias viram os gastos com a habitação aumentarem 2,2 pontos percentuais face ao registado no ano anterior. Esse aumento é "consistente com os confinamentos e as medidas de controlo da mobilidade relacionadas com a pandemia da covid-19 nos Estados-Membros da UE", indica o Eurostat.

Com as famílias a passarem mais tempo em casa (em teletrabalho ou lay-off), os gastos com alimentação e bebidas não-alcoólicas também aumentaram (+1,8 pontos percentuais do que em 2019). O mesmo aconteceu com as despesas com mobiliário e equipamentos domésticos, que registaram uma subida homóloga de 0,5 pontos percentuais.

Ao todo, os gastos com alimentação e bebidas não-alcoólicas representaram 14,8% das despesas familiares, enquanto o mobiliário e equipamentos domésticos representaram 6%.

As restrições impostas devido à covid-19 estiveram também na origem das quebras registadas noutras despesas familiares, como é o caso dos transportes, cultura e hotéis e restaurantes. 

A despesa com hotéis e restaurantes foi a que registou a maior quebra (-2,7 pontos percentuais face a 2019) no bolo dos gastos familiares, tendo representando apenas 6% do montante total despendido. Também os transportes (-1,5 pontos percentuais) e a recreação e cultura (-0,9 pontos percentuais) resgistaram um recuo, representando 11,6% e 7,8% das despesas totais, respectivamente.
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