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Governo mostra “bazuca” a Marcelo no dia 16 de abril

Com o aproximar da entrega em Bruxelas da versão definitiva do Plano de Recuperação e Resiliência, Marcelo mostra que quer estar envolvido na “reconstrução económica e social” do país. Centeno é o primeiro a ir a Belém.

O Presidente da República considera desejável a simplificação de processos de contratação pública, mas pediu contrapartidas.
Rui Ochôa/Presidência
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 05 de Abril de 2021 às 13:41
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O Presidente da República já reservou na agenda a sexta-feira, 16 de abril, para receber uma equipa do Governo, encabeçada pelo ministro do Planeamento, Nelson de Souza, que "irá a Belém para expor como é que o Governo vê o processo [de recuperação da economia], numa altura em que se aproxima o instante em que Portugal apresentará à Comissão Europeia a versão definitiva do Plano de Recuperação e Resiliência".

 

O anúncio feito esta manhã por Marcelo Rebelo de Sousa, à margem da visita a uma escola de Lisboa onde alertou que "ninguém deseja voltar para trás" no plano de desconfinamento, comprova o interesse do chefe de Estado em envolver-se diretamente naquilo que tem descrito como a "reconstrução" do país. A começar por uma audiência com o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, agendada para o início desta tarde.

 

Nas próximas semanas, elencou o chefe de Estado, vão ser recebidos o autor do anteprojeto do PRR, António Costa Silva, diretores de várias escolas de negócios, "economistas de várias escolas e pensamentos", gestores, empresários e "responsáveis do mundo do trabalho". Isto porque, argumentou, "à medida que estamos a abrir, estamos também a iniciar uma nova fase, que é a da reconstrução económica e social".

 

A ideia é dar força a uma tarefa coletiva, que do ponto de vista executivo compete ao Governo liderar. Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República



"Vamos agora olhar um bocadinho para aquilo que vai ser a vida do país nos próximos anos, que vai ser não só recuperar, mas reconstruir, virando para o futuro a economia e a sociedade portuguesa. (…) A ideia é dar força a uma tarefa coletiva, que do ponto de vista executivo compete ao Governo liderar. (…) Vai ser um esforço neste ano, no ano que vem e nos anos seguintes", concluiu o Presidente.

Nos últimos dias, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa envolveram-se num conflito sobre a constitucionalidade de três diplomas que reforçam os apoios sociais no combate à pandemia. Aprovados pela oposição no Parlamento e depois promulgados pelo Presidente contra a vontade do Executivo socialista, que decidiu enviá-los para o Tribunal Constitucional.

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