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Plano de Recuperação e Resiliência destina 3.850 milhões às empresas

O Plano de Recuperação e Resiliência conta com um pacote de apoio às empresas, incluindo verbas para a descarbonização da indústria e para a transição digital.

António Pedro Santos
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 14 de Outubro de 2020 às 16:32
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O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) prevê uma verba de 3.850 milhões de euros para apoiar as empresas ao longo da próxima década. O valor foi revelado pelo ministro da Economia e da Transição Digital, durante a apresentação do PRR, que decorre esta quarta-feira, 14 de outubro.

"No seu conjunto, as medidas de apoio às empresas totalizam uma verba de 3.850 milhões de euros, um volume muito significativo, que permitirá não apenas apoiar os esforços de entidades privadas, mas, sobretudo, colocar o nosso tecido empresarial num plano mais elevado", anunciou Pedro Siza Vieira.

Entre as medidas destinadas a apoiar as empresas incluídas no PRR inclui-se, por exemplo, um programa de descarbonização da indústrial, que irá contar um dos investimentos mais significativos do plano.

"O esforço de mudança para reduzir as emissões de carbono da indústria em 30% até 2030 vai exigir investimentos significativos, já que não é só pela proibição que se consegue esse objtivo. Se queremos reforçar a nossa produção, ao mesmo tempo que atingimos esta redução das emissões, temos de reconhecer que é preciso mudar processos", referiu o ministro, detalhando que esta medida irá contar com uma verba de 715 milhões de euros, valor que "vai apoiar muito decisivamente os investimentos que as empresas já estão a fazer nesta matéria".

Será também feito um "esforço muito significativo" no âmbito da transição digital, com o objetivo de "capacitar trabalhadores e transformar cadeias de valor", desde o agroalimentar até às indústrias criativas.

O PRR está a ser apresentado ao país esta quarta-feira, um dia antes de ser entregue à Comissão Europeia. Esta, ressalvou já o primeiro-ministro, não é a versão final do documento, que ainda poderá sofrer alterações. "Não é garantido que tudo o que tenhamos proposto seja aceite pela Comissão Europeia", afirmou António Costa.
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