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Siza Vieira: Medidas de apoio “serão sempre insuficientes”

É impossível dar uma resposta absoluta a todas as empresas afetadas pela crise, mas a resposta tem sido sempre ajustada e os resultados têm até surpreendido o Governo, disse esta manhã no Parlamento o ministro da Economia, que levou aos deputados um balanço dos apoios concedidos no âmbito da pandemia.

O Ministério da Economia, tutelado por Siza Vieira, não quis comentar os fracos resultados da linha de crédito.
Tiago Petinga
Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 06 de Abril de 2021 às 12:59
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As medidas de apoio "serão sempre insuficientes" e "a quebra não pode ser compensada integralmente", mas as ajudas que têm sido dadas, no sentido de "mitigar o impacto", estão a dar resultados e "a economia tem estado a demonstrar que responde melhor do que o próprio Governo previa ao impacto desta crise", afirmou esta terça-feira no Parlamento o ministro da Economia. 


Pedro Siza Vieira falava aos deputados durante uma audição conjunta com a ministra da Segurança Social, Ana Mendes Godinho, na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação na sequência de um requerimento do PSD para avaliar os apoios no âmbito da pandemia e a resposta económica e social que está a ser dada. 


"O Governo não poupou nos apoios" e "foi capaz de dar mais apoios do que o que estava previsto no orçamento, como foi o caso do alargamento e reforço do programa Apoiar", afirmou o ministro, em resposta a críticas dos deputados da oposição de que o Executivo "podia ter feito muito mais". 


"Os últimos números que ontem foram conhecidos mostram que o desemprego em fevereiro acabou por ter uma evolução positiva relativamente a janeiro, no número de inscritos nos centros de emprego, e a taxa de subutilização de emprego continua relativamente estável", lembrou o ministro, sublinhando que "este sucesso coletivo na preservação do emprego é o que nos leva a pensar que o esforço que fizemos tem valido a pena". 


Pedro Siza Vieira levou alguns números e adiantou que, entre janeiro e março, foram já pagos 1.300 milhões de euros, entre apoios ao emprego e apoios a fundo perdido de outra natureza. 


As linhas de crédito às empresas com garantias do Estado ascende, por seu turno, a 8.500 mil milhões de euros, dirigidos a 63 mil empresas que, no seu conjunto, ficam obrigadas a preservar 187 mil empregos. "Estas linhas são muito valorizadas pelas empresas e continuamos a ter pedidos de reforço das linhas, agora na reabertura nomeadamente de muitas empresas de restauração", pelo que "precisamos de continuar a reforçar estas linhas'', disse o ministro. 


Já o programa Apoiar Rendas, destinado a apoiar as empresas no pagamento dos custos com o arrendamento dos espaços, teve até ao momento 22.373 candidaturas, correspondentes a 62,3 milhões de euros, sendo que foram já pagos 25,3 milhões.

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