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Siza Vieira quer têxtil e vestuário a produzir máscaras para a UE e os EUA

Em entrevista à Antena1, o ministro da Economia diz ainda acreditar que em dois anos o país terá recuperado do choque económico em curso e garante não ter havido, até ao momento, qualquer discussão para possíveis apoios públicos aos clubes de futebol.

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David Santiago dsantiago@negocios.pt 04 de Maio de 2020 às 13:22
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Em linha com a máxima de que tempos de crise são sempre também tempos de oportunidades, Pedro Siza Vieira defende que o setor do vestuário e do têxtil nacional deve adaptar a respetiva produção para que Portugal se possa afirmar um "fornecedor estratégico" da União Europeia e dos Estados Unidos na exportação de máscaras de proteção individual.

Em entrevista concedida à Antena1, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital começou por salvaguardar que os preços dos bens de proteção sanitária serão comportáveis, notando que "à medida que vamos tendo mais fornecimento destes equipamentos, o preço tenderá a baixar, tenderá a tornar-se acessível". "Há máscaras à venda a um preço que já é bastante inferior" ao de há três semanas, realçou.

De seguida, Siza Vieira sublinhou que os portugueses terão de se habituar a conviver com a necessidade do uso de máscaras - "comprar uma máscara passará a ser tão banal como comprar papel higiénico". "Tornar-se-á um gasto quotidiano, espero eu que de pequena monta", acrescentou.

No entanto, a necessidade relativa ao uso de máscaras poderá ser uma oportunidade para Portugal: "Vai permitir que nos próximos meses, no próximo ano, grande parte da nossa indústria têxtil e de vestuário se possa tornar um fornecedor estratégico dos nossos parceiros comerciais da UE, dos Estados Unidos, num tipo de produtos que Portugal tem a capacidade de produzir em grande quantidade, e em muita elevada qualidade, reduzindo, portanto, a dependência estratégica que o mundo ocidental tem dos fornecedores asiáticos, e em particular da China".

Quanto à recuperação dos efeitos económicos nefastos provocados pela crise sanitária, o governante diz que o Governo continua a "esperar que dentro de dois anos possamos ter regressado aos níveis de 2019, com uma retoma vigorosa já a partir de segundo semestre deste ano".

Seja como for, o ministro avisa ser preciso ter a noção de que a retoma "não ocorrerá à mesma velocidade em todos os setores e em todos os mercados", a começar por Espanha.

"Espanha é o nosso grande parceiro comercial, é o nosso primeiro cliente. Provavelmente vai ter alguns meses antes de retomar a normalidade da atividade e provavelmente vai ter também alguma depressão do seu nível de consumo e de produção", sustentou Siza Vieira para concluir ser preciso estar preparado para que em alguns setores a retoma seja mais moderada do que noutros.

Governo não discutiu apoios aos clubes
Depois de ter marcado presença na reunião, realizada na semana passada, dos principais responsáveis do futebol português com o Governo, Pedro Siza Vieira assegurou à Antena1 não ter sido abordada a hipótese de serem concedidos apoios públicos aos clubes.

"Não foi discutido até ao momento. Aquilo que procurámos foi mesmo verificar se havia condições sanitárias e de segurança para que se pudesse retomar, no caso do futebol profissional, a competição da I Liga para concluir o campeonato de futebol. Isso está avaliado, isso é importante do ponto de vista também da situação económica dos clubes, porque lhes permite, ao retomar a atividade, conseguirem a retoma das transmissões televisivas que são uma fonte importante de receita para os clubes. Não temos neste momento discussões a outro nível", esclareceu.

O governante aproveitou ainda para dar esclarecimentos adicionais à decisão que levou o Governo a autorizar a conclusão das jornadas em falta da I Liga, decisão ainda pendente de validação final da Direção Geral de Saúde.

O ministro explicou que esta autorização acontece numa "competição profissional [que] além do mais [tem] a capacidade de assegurar garantias e exigências em termos sanitários que reduzam o risco de infeção para atletas e dirigentes e todos aqueles que ali funcionam".


Governo não discutiu apoios aos clubes de futebol
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Em entrevista à Antena1, o ministro da Economia diz acreditar que em dois anos o país terá recuperado do choque económico em curso e garante não ter havido, até ao momento, qualquer discussão para possíveis apoios públicos aos clubes de futebol.
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