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Famílias portuguesas sofrem aperto financeiro com escola digital

O incumprimento da promessa do Governo relativamente à escola digital, obrigou mais de 37% das famílias a investirem uma média de 103 euros em equipamentos e apoio ao ensino neste segundo confinamento, a somar aos 348 euros gastos no primeiro, em março passado, revela um inquérito da Fixando.

Manuel Almeida/Lusa
Rui Neves ruineves@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2021 às 09:42
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No primeiro confinamento geral, em março passado, 76% das famílias portuguesas tinham investido uma média de 348 euros por criança em equipamentos e apoio ao ensino, no âmbito da escola digital imposta pelo Governo, com as principais despesas a recaírem sobre a alimentação, luz, água, gás, internet, consumíveis e explicações ou algum suporte ao estudo.

 

Já a não concretização das promessas do Governo liderado por António Costa feitas há quase um ano, relativamente à telescola, obrigou mais de 37% das famílias a investir uma média de 103 por criança neste segundo confinamento, revela um inquérito da plataforma de contratação de serviços locais Fixando, a que o Negócios teve acesso.

 

Os inquiridos contam também que o método de ensino tem tido repercussões muito negativas na dinâmica familiar, com 54% a afirmar que está a ser prejudicial à vida laboral e 40% a considerar que o ensino à distância prejudica a aprendizagem dos alunos.

 

Este estudo sobre o "Impacto da Escola Digital na Dinâmica das Famílias" foi realizado entre os dias 12 e 17 de fevereiro, junto de 8.700 famílias, refere a Fixando.

 

Para reduzir este enorme impacto na vida das crianças e jovens, o mesmo inquérito concluiu que 66% das famílias considera procurar algum apoio, destacando-se o apoio individual ao estudo (31%), o apoio psicológico (27%), apoio financeiro do Estado (24%), apoio financeiro bancário (15%), explicações a algumas disciplinas (14%) e explicações a todas as disciplinas (12%).

 

"Verificamos também na Fixando que, no primeiro mês do ano, um crescimento da procura pelo serviço de explicações na ordem dos 60% quando comparado com o mesmo período de 2020, revelando-se aqui a intenção das famílias em assegurar a aprendizagem das suas crianças e garantir que o ensino digital não se traduz em danos irreparáveis no rendimento dos alunos", realça Alice Nunes, diretora de desenvolvimento de negócio desta plataforma nacional para a contratação de serviços profissionais.

 

 

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