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Novo exame nacional de Português dia 2 de Julho

Alunos que não conseguiram fazer hoje o exame nacional de Português poderão fazê-lo no dia 2 de Julho, às 9h30. O ministro da Educação anunciou que mais de 70% dos alunos realizaram hoje os seus exames.

Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 17 de Junho de 2013 às 14:13
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Os alunos do 12º ano que esta segunda-feira não conseguiram fazer o exame nacional de Português, por causa da greve geral dos professores, poderão fazê-la no dia 2 de Julho, pelas 9h30. Esta foi a solução anunciada esta tarde pelo ministro da Educação, Nuno Crato.

 

Crato repetiu várias vezes que a equidade estará garantida. “Haverá um rigoroso cumprimento da equidade na avaliação”, garantiu, dizendo que optaram pela data de 2 de Julho, depois de terminados os restantes exames da 1ª fase, para não sobrecarregar o calendário de exames dos alunos.

 

O governante, em conferência de imprensa, fez ainda um balanço desta greve, apontando dados provisórios do Júri Nacional de Exames: “mais de 70% dos alunos realizaram os seus exames e 73% das escolas com exames marcados realizaram-nos a 100%”.

 

Posto isto, Nuno Crato deixou uma palavra de “apreço” pela “grande responsabilidade de directores e professores que puseram acima de tudo o interesse dos seus alunos”.

 

Os maiores sindicatos dos professores, Fenprof e FNE, já tinham avançado com dados da greve. De acordo com as duas estruturas sindicais, 90% dos professores fizeram greve, impedindo a realização de exames em várias escolas.

 

Questionado sobre distúrbios ocorridos em algumas escolas, como é o caso da escola Sá de Miranda, em Braga, onde os estudantes que não realizaram a prova por falta de vigilantes invadiram as salas onde esta decorria, Nuno Crato esclareceu que “o júri nacional de exames está em cima de todas as potenciais ocorrências e acompanhou um ou dois casos pontuais que levantaram maior preocupação e o júri avaliará caso a caso aquilo que pode fazer, dando como evidente, uma possibilidade aos alunos se se verificar que é necessário”.

 

Crato insistiu na ideia de que o Governo tudo fez para que esta situação fosse evitada, sugerindo novas datas de exame, mas que os sindicatos não deram garantias de que não fariam greve caso o Ministério da Educação reagendasse a prova.

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