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Risco de desemprego para jovens recém-licenciados aumentou para 5,3% em 2020

Pandemia contribuiu para inverter decréscimo no risco de desemprego para jovens recém-licenciados. Serviços sociais, informação e jornalismo são as áreas de formação mais propensas ao desemprego entre novos diplomados.

Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 29 de Setembro de 2021 às 19:41
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O risco dos jovens recém-licenciados ficarem desempregados aumentou 1,6 pontos percentuais em 2020, segundo um estudo da plataforma Brighter Future da Fundação José Neves. Os dados apontam para uma inversão da tendência dos últimos sete anos e refletem o impacto negativo da pandemia no mercado de trabalho.


"Comparando com 2019, a propensão ao desemprego dos recém-diplomados de cursos de licenciatura aumentou em 2020 em cerca de 1,6 pontos percentuais – de 3,7% em 2019 para 5,3% em 2020. Este aumento no risco de desemprego inverteu a tendência decrescente que se vinha a verificar desde 2014", lê-se no estudo da Brighter Future. 

A probabilidade dos jovens recém-licenciados estarem empregados e evitarem situações de desemprego nos três anos seguintes a concluir um nível de ensino aumentou, pelo menos, 1,3 pontos percentuais em todos os tipos de ensino (público, privado, politécnico e universitário), mas registou "diferentes magnitudes". 

O aumento mais significativo registou-se no ensino privado, quer politécnico (com uma variação de 1,8 pontos percentuais ) como universitário (com um aumento de 2,1 p.p.). Isso faz com que o ensino superior privado universitário se mantenha, face a 2019, como o tipo de ensino com maior propensão ao desemprego em 2020 (6,3%).

Já a menor propensão ao desemprego verificou-se entre os recém-diplomados do ensino superior público universitário (para quem a possibilidade de ficar desempregado aumentou para 4,6% em 2020. Este é igualmente o tipo de ensino com o menor aumento da propensão ao desemprego.

Lisboa é a área com menor risco de desemprego para recém-licenciados

O Algarve e a área metropolitana de Lisboa, que em 2019 apresentavam os níveis mais baixos de risco, foram as que registaram o maior aumento: 3,3 p.p. no Algarve e 2 p.p. na AML. Ainda assim, é na área metropolitana de Lisboa que os recém-licenciados enfrentam menor risco de desemprego.

Os serviços sociais (9,8%), serviços pessoais (8,9%) e informação e jornalismo (8,4%) foram as áreas de formação onde os recém-licenciados encontraram maiores dificuldades em encontrar emprego em 2020. Com um risco de desemprego inferior a 2,5%, destacaram-se as áreas de Matemática e Estatística, Saúde e Serviços de Segurança, que são as menos propensas ao desemprego.

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