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Trabalho temporário ainda caiu no primeiro trimestre

As colocações de trabalho temporário recuaram 7,5% em termos homólogos, mas os dados apontam para uma "melhoria" face ao período anterior. Em março, o índice situou-se no valor mais alto desde o início da pandemia.

Paulo Duarte
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As colocações de trabalho temporário recuaram 7,5% em termos homólogos no primeiro trimestre, mas a quebra foi menos pronunciada de mês para mês, e face ao período anterior.

Significa isto que houve menos 7.800 colocações quando a comparação é feita com o mesmo período do ano anterior, de acordo com o barómetro do trabalho temporário divulgado pela Associação Portuguesa das Empresas do Setor Privado de Emprego e de Recursos Humanos e pelo ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa).

"Em comparação com os períodos homólogos mensais, relativos a 2020, existiram quebras nas colocações correspondentes a 3.900 pessoas em janeiro (-11%), 3.000 em fevereiro (-8,6%) e 900 em março (-2,7%), uma melhoria face ao trimestre anterior", lê-se em comunicado.

Os dados confirmam que as pessoas colocadas através do trabalho temporário são sobretudo jovens: a percentagem de trabalhadores com menos de 30 anos representou quase metade das colocações, sendo inferior entre os 30 e 49 anos (entre 42% e 43%) e dos 50 anos (entre os 7% e os 8%).

As empresas de "fabricação de componentes e acessórios para veículos automóveis foram as que mais recorreram ao trabalho temporário" (oscilando entre os 14% e os 16% ao longo deste período) enquanto as empresas de fornecimento de refeições foram ganhando peso ao longo do trimestre, passando para o segundo lugar em março (5%).

O valor do índice de Trabalho Temporário, que se calcula "através do rácio entre o número de pessoas colocadas num mês e no mesmo mês do ano anterior", foi em março de 0,97, o que é, apesar de tudo, o valor mais alto da pandemia.

Dois terços têm o ensino básico

A maioria das pessoas colocadas através de trabalho temporário tem o ensino básico (66%), seguindo-se o ensino secundário (26%) e a licenciatura (6%).

As profissões mais representadas são os " empregados de aprovisionamento, armazém, de serviços de apoio à produção e transportes" (22%), as "outras profissões elementares" (20%) e os "trabalhadores qualificados do fabrico de instrumentos de precisão, joalheiros, artesãos e similares" (entre 10% e 12%).

    Notícia atualizada às 13h31 com mais informação

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