Ao minuto12.12.2025

Retratos de um país a meio-gás

Acompanhe os desenvolvimentos da greve geral nesta quinta-feira.
1/20
Foto: Armando França/AP Manifestação da greve geral contra o pacote laboral Foto: Armando França/AP Manifestação da greve geral contra o pacote laboral Foto: Armando França/AP Manifestação da greve geral contra o pacote laboral Foto: Armando França/AP Manifestação da greve geral contra o pacote laboral Foto: Armando França/AP Manifestação da greve geral contra o pacote laboral Foto: Armando França/AP Manifestação da greve geral contra o pacote laboral Foto: Mariline Alves / Medialivre Foto: Mariline Alves / Medialivre Foto: Mariline Alves / Medialivre Foto: Mariline Alves / Medialivre Greve geral: sindicato protesta por melhores condições de trabalho Foto: Armando Franca / Associated Press Greve causa encerramento do metro; utentes afetados Foto: Armando Franca / Associated Press Greve geral de 11 de maio: impacto sentido com manifestações e paralisações Foto: Hugo Monteiro / Medialivre Greve geral marcada para 11 de dezembro tem adesão "inexpressiva" no setor privado, diz Governo Foto: Hugo Monteiro / Medialivre Supressão de comboios com destino a Penafiel, Aveiro, Leça do Balio e Guimarães devido a greve Foto: Hugo Monteiro / Medialivre Governo avalia impacto da greve geral com foco na adesão no setor privado Foto: Rui Minderico Início da greve geral na Autoeuropa Foto: Rui Minderico Início da greve geral na Autoeuropa Foto: Rui Minderico / Medialivre Greve geral: trabalhadores exigem valorização e protestam contra reforma laboral Foto: Rui Minderico Secretários-gerais da CGTP e UGT no início da greve geral na Autoeuropa Foto: Rui Minderico Início da greve geral na Autoeuropa
Negócios 11 de Dezembro de 2025 às 21:11
Últimos eventos
11.12.2025

Greve geral pára Autoeuropa e deixa Lisboa a meio-gás

"Informação segura digo-lhe já: a fábrica não vai produzir nenhum carro", adiantava Rogério Nogueira, coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, na quarta-feira à noite, quarenta minutos antes do início do primeiro turno abrangido pela greve geral. A paragem total do segundo maior exportador nacional – bem como noutras empresas do parque industrial – viria a confirmar-se no início do primeiro turno, pelas 23:40, do segundo, pelas 7:00, e do terceiro, pelas 15:20, completando assim um dia sem produção.  

 aqui.

11.12.2025

Sindicato dos enfermeiros indica adesão elevada também no setor privado e social

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses divulgou os números de adesão à greve geral nos dois maiores hospitais públicos do país, no turno da manhã. De acordo com o SEP, a participação na greve foi de 70% no hospital de Santa Maria, em Lisboa, enquanto no hospital de São João, no Porto, a adesão foi de 85,74%. 

O sindicato, em comunicado, também contraria as declarações do ministro da Presidência, Leitão Amaro, que afirmou que a “esmagadora maioria do país está a trabalhar”, que “é uma greve da função pública” e de “setores da administração pública” e que “a greve é inexpressiva no setor privado e social”.

De acordo com o sindicato, houve vários hospitais privados em que alguns serviços registaram uma adesão entre os 50% e 100%, incluindo unidades do grupo CUF, hospital da Luz, SAMS, Lusíadas, e no setor social, em unidades da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

11.12.2025

Guerra de números com desafio para um acordo alargado entre parceiros

Não há greve sem guerra de números e a quinta paralisação geral não foi exceção. Do lado do Governo, a tendência para a desvalorização - "inexpressiva" com "a grande maioria dos portugueses a trabalhar", alegou António Leitão Amaro -, entre as centrais sindicais a euforia espelha em adesões quase totais - com a CGTP a  contabilizar mais de três milhões em greve e UGT a apontar para uma adesão entre 55% e 80%. Pelo meio, as maiores cidades com menos pessoas na rua, sem se perceber quanta da ausência é sinónimo de vinculação à paralisação ou teletrabalho.

.

11.12.2025

Cartazes queimados e garrafas arremessadas após manifestação contra pacote laboral

Algumas centenas de manifestantes não desmobilizam dos protestos em frente à Assembleia da República, queimando cartazes junto ao gradeamento e arremessando garrafas de vidro para a escadaria do parlamento, e entoando cânticos de que "o povo unido jamais será vencido", perante a vigilância das forças policiais. Um dos manifestantes chegou mesmo a tentar subir a escadaria e foram também arressados caixotes do lixo.      

Esta quinta-feira, milhares de pessoas estiveram em protesto contra o anteprojeto de lei laboral apresentado, numa manifestação que teve início no Rossio e desembocou em frente à Assembleia da República, mas a maioria já desmobilizou. Contudo, alguns manifestantes continuam os protestos.                   

11.12.2025

Grupo Barraqueiro com 3,7% de adesão à greve, mas perturbações em vários pontos do país

As empresas rodoviárias que pertencem ao grupo Barraqueiro tiveram uma adesão à greve geral desta quinta-feira de 3,7%, de acordo com os números finais revelados.

De acordo com o grupo, nas empresas que garantem o serviço público de transporte de passageiros de norte a sul do país, foram 223 dos 6.046 trabalhadores os que aderiram à paralisação convocada pela CGTP e UGT. 

A Barraqueiro avança, contudo, que "lamentavelmente, ocorreram diversas perturbações, em vários pontos do país, da responsabilidade dos organizadores da greve geral".

"Em diversas empresas, os piquetes de greve procuraram impedir a saída de autocarros de vários parques e estações, designadamente através de bloqueios humanos, colocação de correntes com cadeado para fechar ilegalmente os portões, colocação de pregos à saídas das estações e esvaziamento de pneus de autocarros", adiantou.

Segundo disse ainda, "todas estas iniciativas se revelaram infrutíferas, em alguns casos com o apoio das forças de segurança". 

Para o grupo, trataram-se de "práticas absolutamente lamentáveis, difíceis de aceitar num Estado de Direito democrático, onde é suposto serem respeitados os cidadãos que aderem às greves, mas também os que livre e conscientemente desejam trabalhar".

A Barraqueiro garante ainda que no setor em que opera "existe uma prática reiterada de contratação coletiva, estando em vigor, a esta data, contratos coletivos com todos os sindicatos do setor, o que torna estas práticas particularmente inaceitáveis".

11.12.2025

“Tem de sair da bolha e ver a realidade", diz líder da CGTP sobre primeiro-ministro

Num balanço da greve geral, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, disse na intervenção perante os manifestantes em frente ao parlamento, na tarde desta quinta-feira, que “estamos perante uma das maiores greves gerais de sempre, se não mesmo a maior greve geral de sempre”, exigindo ao governo: “Retirem o pacote laboral”.  

O líder reiterou os argumentos contra o anteprojeto de lei do pacote laboral, que significaria a “normalização da precariedade”, um “ataque às famílias”, “despedir ainda mais facilmente”, “atacar a contratação coletiva” e a própria greve geral.    

Sobre as declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro, de que a maioria do país está a trabalhar e a funcionar com normalidade, Tiago Oliveira contra-atacou: “O primeiro-ministro vive numa realidade própria. Tem de sair da bolha e conhecer a realidade”, disse à RTP, adiantando novamente o número de três milhões de trabalhadores que terão feito greve para a “derrota deste pacote laboral”.

11.12.2025

Milhares de pessoas concentradas em frente ao parlamento contra pacote laboral

No final de um dia de paralisação em vários setores, a manifestação da greve geral reúne milhares de trabalhadores em frente à Assembleia da República, com cartazes e palavras de ordem contra o anteprojeto de pacote laboral apresentado pelo governo.

Também no Porto estão a manifestar-se centenas de pessoas na Avenida dos Aliados contra a nova legislação laboral.

11.12.2025

Metalurgia diz que greve geral "não teve qualquer impacto" no setor

A Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) considera que a greve geral desta quinta-feira não teve qualquer impacto no setor, apontando que os grevistas terão correspondido a "menos de 2%"do total dos trabalhadores ao serviço nas empresas que a associação representa.

AAIMMAP explica que  "mediu com o maior rigor o impacto da greve geral do dia de hoje, 11 de dezembro, nas empresas suas associadas", tendo para isso sido contactadas diretamente mais de três centenas de empresas associadas e recolhida uma amostra fidedigna e absolutamente credível.

"Após verificadas e trabalhadas as respostas constantes dessa amostra, constatou-se que o grau de adesão à greve nas empresas filiadas foi pouco mais do que residual, tendo os grevistas correspondido a menos de 2% do total dos trabalhadores ao serviço nas empresas em causa", refere numa nota às redações.

Para Rafael Campos Pereira, vice-presidente executivo da AIMMAP, “não houve qualquer adesão à paralisação em mais de 95% das empresas do Metal Portugal", pelo que se pode sublinhar "que o número de empresas sem adesões foi até superior ao habitual em greves anteriores”.    

11.12.2025

Greve geral parou Autoeuropa nos três turnos

O impacto já era esperado esta quarta-feira pela Comissão de Trabalhadores, que na noite de quarta para quinta-feira anunciou que a produção não ia arrancar no primeiro turno, pelas 23:40. O mesmo aconteceu no segundo (que arranca pelas 7:00) e no terceiro (pelas 15:20), completando assim um dia sem produção.

Rogério Nogueira reconhece que ainda não há dados concretos, mas estima que a greve tenha ficado “claramente acima dos 70%”. A empresa não deu dados sobre a adesão.

O mesmo aconteceu com outras empresas do parque industrial da Autoeuropa, de acordo com outros representantes dos trabalhadores.

O pré-aviso de greve da CGTP e da UGT permite abranger os turnos que começaram antes das 00:00 de dia 11 de dezembro ou que se prolonguem depois da meia-noite desta quinta-feira, desde que a maior parte do período de trabalho coincida com o dia 11 de dezembro.

11.12.2025

CGD com “impacto limitado”. Mas STEC diz que a maioria das agências fechou

Está instalada a guerra de números e palavras sobre o impacto da greve geral na Caixa Geral de Depósitos.

O banco diz que e a funcionar normalmente. Sindicato diz que mais de metade fecharam ou ficaram sem condições para operar com normalidade.

11.12.2025

Adesão à greve está entre 2% e 3% nas empresas, alega CIP

Vítor Chi

Nos números avançados pela CIP - Confederação Empresarial de Portugal  em relação à greve geral desta quinta-feira, depois de efetuar uma ronda de contactos pelas associações setoriais, as ausências de trabalhadores oscilam entre os 2% e os 3%, e em casos pontuais atinge os 5%.  

“A falta de pessoas ao trabalho oscila na maior parte das empresas entre os 2% e os 3%, atingindo os 5% em casos pontuais, tendo os empresários contactados pela CIP afirmado que a maioria das ausências se deve a dificuldades nos transportes e não a adesões à greve geral”, refere a CIP em comunicado. A CIP alega ainda que “não há empresas paradas no país”.

A ronda de contactos da CIP abrangeu os setores da grande distribuição, do têxtil, do calçado, da agroindústria, da indústria farmacêutica e da hospitalização privada, indústria química, indústrias extrativas e centros comerciais, entre outros.

Saber mais sobre...
Saber mais Greve
Pub
Pub
Pub