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Merkel quer uma “solução rápida” para a crise italiana

Letta já garantiu que vai pedir demissão. O estalar da crise em Itália começa a fazer eco nas principais capitais europeias. Berlim já reagiu garantindo que está “a seguir a crise italiana com muita atenção”.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 14 de Fevereiro de 2014 às 13:12
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É irreversível. O ainda primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, que, nesta manhã de sexta-feira, preside ao seu último conselho de ministros como chefe do executivo, vai mesmo apresentar a demissão ao presidente da República Giorgio Napolitano. Essa foi a garantia deixada via “Twitter”, já durante o conselho de ministros: “Ao Quirinal (palácio presidencial) apresentar a demissão ao chefe de Estado”, escreveu.

 

As principais capitais europeias que na crise política no final de 2011 conseguiram influenciar a escolha do sucessor de Silvio Berlusconi, através de um “lobby” favorável ao tecnocrata Mario Monti, desta feita serão incapazes de influenciar Napolitano que parece obrigado a dar posse ao secretário-geral do Partido Democratico (PD), Matteo Renzi.

 

De acordo com o “Corriere della Sera” o porta-voz da chanceler Angela Merkel, Steffen Seibert, já avisou, em nome do governo, que está “a seguir a crise italiana com muita atenção”, acrescentando que “o governo alemão aguarda por uma solução rápida” da crise política que assolou Roma. No início desta semana, quando já se vislumbrava nova instabilidade política em Itália, desde Bruxelas o comissário europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn, pressionava Itália "para colocar em marcha, de uma vez por todas, as reformas" necessárias para o ajustamento de uma economia que, nos últimos dez anos, teve das piores performances juntamente a Portugal e ao Zimbabwe, de acordo com dados do FMI. 

 

A generalidade da imprensa internacional dá destaque, esta sexta-feira, a mais este momento de instabilidade política em Itália. Por exemplo, o “Financial Times” avisa que o mais do que provável próximo chefe do executivo, Renzi, será “um político mais combativo” do que o predecessor Letta caracterizado, acima de tudo, como “um europeísta defensor do rigor fiscal”. Por outro lado, o diário espanhol “El País” nota que foi “inaugurado [em Itália] um novo período de incerteza”. 

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