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Novo governo em Itália leva juros dos periféricos para mínimos

No dia em que o Presidente da República de Itália solicitou a Matteo Renzi para formar Governo, os juros da dívida do país caíram para mínimos de oito anos, pressionando também em baixa as "yields" das obrigações dos restantes periféricos. Em Portugal os juros estão em mínimos de Junho de 2010.

Tony Gentile/Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2014 às 15:13
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Os juros da dívida pública dos países periféricos do euro estão a recuar para mínimos esta segunda-feira, com os investidores optimistas de que a formação de um novo governo em Itália vai acelerar as reformas neste país, de acordo com analistas contactados pela Bloomberg.

 

Em Itália a "yield" da dívida a 10 anos recua 6 pontos base para 3,62%, tendo durante a manhã tocado num mínimo desde Janeiro de 2006. Este alívio nos juros da dívida italiana acontece no dia em que o presidente italiano, Giorgio Napolitano, mandatou Matteo Renzi para primeiro-ministro.

 

"As expectativas para um governo liderado por Renzi são elevadas, pois [o novo primeiro-

Utilizarei toda a energia e envolvimento de que sou capaz para realizar as reformas
 
Matteo Renzi
Novo primeiro-ministro de Itália

ministro] é visto como alguém mais pro-activo do que Enrico Letta", comentou à Bloomberg Rainer Guntermann, do Commerzbank.

 

Depois de ver o seu partido apoiar, por larga maioria, a proposta do seu rival dentro do PD, Enrico Letta formalizou o pedido de demissão do cargo de primeiro-ministro na semana passada.

 

Segundo a agência Lusa, Renzi, 39 anos, o mais jovem primeiro-ministro de Itália, deu um calendário indicativo de 100 dias para as reformas que pretende implementar. "Utilizarei toda a energia e envolvimento de que sou capaz" para realizar as reformas, declarou Renzi, apontando como prioritárias "as reformas institucionais, o trabalho, a administração pública e o fisco".

 

Moody's revê rating da dívida italiana para estável

 

A contribuir para o alívio dos juros de Itália está também a decisão da Moody's em rever em alta a perspectiva do "rating" da dívida italiana, de negativa para estável.

 

O comportamento da dívida italiana está a contagiar a dos restantes países periféricos do euro, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg.

 

Em Portugal a "yield" dos títulos de dívida com maturidade a 10 anos cede 12 pontos base para 4,81%, o nível mais baixo desde Junho de 2010. O prémio de risco é agora de 310 pontos percentuais face à Alemanha, numa sessão em que os juros da maior economia do euro estão em alta ligeira. A "yield" das "bunds" (obrigações alemãs) a 10 anos avança 1 ponto base para 2,29%.

 

Nas maturidades mais curtas a tendência também é de queda na dívida portuguesa, com a "yield" das obrigações a dois anos a cair 10 pontos base para 2,41% e a cinco anos a recuar 12 pontos base para 3,79%.

 

Em Espanha os juros da dívida soberana a 10 anos caem 5 pontos base para 3,53%, um mínimo de Março de 2006. 

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