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Presidente italiano pede a Matteo Renzi para formar governo (act)

O líder do Partido Democrata (PD, centro-esquerda), Matteo Renzi, encarregado hoje de formar o novo governo italiano, prometeu utilizar toda a sua "energia, entusiasmo e envolvimento" para reformar a Itália.

Tony Gentile/Reuters
Negócios com Lusa 17 de Fevereiro de 2014 às 11:14
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O presidente italiano mandatou Matteo Renzi para primeiro-ministro depois da reunião desta manhã, avançou a Bloomberg.

 

"Utilizarei toda a energia e envolvimento de que sou capaz" para realizar as reformas, declarou Renzi, apontando como prioritárias "as reformas institucionais, o trabalho, a administração pública e o fisco", depois de ter recebido do presidente Giorgio Napolitano o encargo de formar o próximo governo, segundo a agência Lusa.

 

Recorde-se que Giorgio Napolitano convidou hoje o líder do centro-esquerda Matteo Renzi para formar governo. O presidente italiano mandatou Matteo Renzi para primeiro-ministro depois da reunião desta manhã, avançou a Bloomberg.

 

Depois de ver o seu partido apoiar, por larga maioria, a proposta do seu rival dentro do PD, Enrico Letta formalizou o pedido de demissão do cargo de primeiro-ministro quando se dirigir ao presidente Napolitano.

 

O presidente de Itália, Giorgio Napolitano já tinha recebido e aceitado o pedido de demissão que o agora ex-primeiro-ministro Enrico Letta lhe entregou ao início da tarde de sexta-feira no palácio presidencial do Quirinal. Napolitano emitiu um comunicado onde esclareceu que iniciava ainda nesse dia a consulta aos partidos com lugar no parlamento.

 

Matteo Renzi sucede, assim, a Enrico Letta, que se demitiu depois de ter perdido o apoio do Partido Democrático (de Renzi), um dos partidos da coligação governamental.

 

Segundo a agência Lusa, Renzi, 39 anos, o mais jovem a ser nomeado primeiro-ministro de Itália, deu um calendário indicativo para as reformas, começando em Fevereiro com as reformas institucionais e indo até maio no caso da fiscal.

 

Precisou que vai deslocar-se imediatamente a Florença para apresentar a sua demissão de presidente da câmara da cidade, após o que regressará a Roma para iniciar na terça-feira contactos oficiais com os seus aliados.

 

"Levaremos o tempo necessário" em consultas, adiantou Matteo Renzi, prometendo uma atenção particular "ao conteúdo e ao programa" do seu futuro governo, que pretende se mantenha até 2018.

 

O até agora presidente da câmara de Florença foi eleito líder do PD a 08 de Dezembro, com uma expressiva vitória de 68 por cento, depois de uma campanha marcada por críticas a Enrico Letta, o primeiro-ministro demissionário.

 

Escolhido em Abril de 2013 por Napolitano para formar um governo de coligação com o centro-direita, Letta anunciou a demissão na quinta-feira, pouco depois da direcção do seu partido, o PD, ter aprovado a formação de um novo governo.

 

(Notícia actualizada às 12h31m com declarações de Matteo Renzi)

 

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