Europa Tiroteio em Londres terá sido acto terrorista e causou quatro mortos e 20 feridos

Tiroteio em Londres terá sido acto terrorista e causou quatro mortos e 20 feridos

Facadas, tiros, atropelamento. Ainda há muita confusão sobre o que se terá passado em frente ao parlamento britânico, mas a polícia está a tratar o sucedido como um "incidente terrorista". Líderes mundiais prestam homenagem à cidade e oferecem ajuda. Há vítimas mortais e dezenas de feridos graves.
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Facadas, tiros, atropelamento. Ainda há muita confusão sobre o que se terá passado em frente ao parlamento britânico pelas 14:30, mas a polícia está a tratar o sucedido como um "incidente terrorista" que poderá ter envolvido mais do que uma pessoa. Segundo a BBC, há agora quatro mortos e doze feridos graves confirmados, e de acordo com vários testemunhos, os ataques terão sido perpetrados por "um homem branco careca" e um "homem negro com barbicha". Este segundo, foi alvejado e detido. O primeiro estará em fuga.

 

"Embora permaneçamos sem saber o motivo, já está em andamento uma investigação completa assumindo que se trata de terrorismo", afirmou o comandante da polícia metropolitana. Na primeira comunicação oficial sobre o sucedido, passava pouco das 17h00, Ben-Julian Harrington disse não ser ainda claro quantas pessoas terão estado envolvidas, nem a sequência dos acontecimentos, nem mesmo o número de vítimas.

"Recebemos uma série de relatos diferentes, que incluiu uma pessoa caída no rio, um carro em colisão com os pedestres e um homem armado com uma faca". "Sabemos que há uma série de vítimas, incluindo polícias, mas nesta fase não podemos confirmar números ou o estado em que se encontram", acrescentou Harrington.

Existirá a possibilidade de todo o caos ter sido produzido por um único atacante que, ao volante de um Hyundai i40 cinzento, terá abalroado peões que circulavam no passeio e colidido com um gradeamento junto ao Parlamento, entrando depois a correr pelos portões e atacado um polícia com uma faca. O suspeito, negro, foi depois alvejado pela polícia e já há fotografias nos media com o seu rosto. Vários testemunhos recolhidos pela BBC referem, porém, que no veículo estavam duas pessoas, "um homem branco careca" e um "homem negro com barbicha".


Antes do comandante da polícia, David Lidington, presidente da Câmara dos Comuns, disse aos seus colegas deputados que ainda é "muito limitado" o conhecimento do que realmente se passou.

"O que posso dizer à Câmara é que houve um incidente grave na área do parlamento. Parece que um polícia foi apunhalado e que o suposto agressor foi baleado por polícias armados. Uma ambulância aérea está no local para assistir as vítimas. Há também relatos de mais incidentes violentos na vizinhança". Em causa estará um atropelamento de dezenas de pessoas perto da ponte de Westminster, em frente ao parlamento britânico.

A primeira-ministra Theresa May, que estava no parlamento, foi de imediato retirada do local, envolta em fortes medidas de segurança, conta o Guardian. Como medida de precaução, as autoridades accionaram o plano de emergência para Londres, que foi colocada no segundo mais elevado nível de alerta. O Parlamento e as áreas circundantes foram isoladas pela polícia. 

Segundo a Associated Press, minutos depois do incidente, um helicóptero de emergência aterrou na Praça do Parlamento e duas pessoas, aparentemente em estado muito grave, foram de imediato assistidas. Entre as vítimas mortais está o polícia que fora esfaqueado, e há dezenas de pessoas em estado crítico.

Os líderes mundiais começaram, entretanto, a reagir com choque ao incidente em Westminster.

O presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu-o como "grave notícia", e o Departamento de Estado norte-americano disse estar pronto para ajudar as autoridades britânicas "em tudo o que possa, considerar útil". "Imagens horríveis de Londres. O próprio coração da cidade foi atingido. Nossos pensamentos estão com o povo britânico", reagiu o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte.

Presente no primeiro dia da 40ª. edição do Portugal Fashion, o primeiro-ministro lamentou os acontecimentos desta tarde na capital inglesa, com o primeiro-ministro a não poder adiantar se há portugueses entre as vítimas do atentado.

O combate ao terrorismo é uma das "prioridades em que a Europa se deve concentrar, em vez de perder tempo com divisões inúteis", disse Costa numa mais do que provável alusão à polémica em torno das declarações do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem. 

Já a chanceler alemã, Angela Merkel, citada pela agência Lusa, reafirmou que "a Alemanha e os seus cidadãos mantêm-se firmemente e resolutamente ao lado dos britânicos na luta contra todas as formas de terrorismo".

De acordo com a Lusa, um jovem português foi atropelado hoje no ataque terrorista em Londres, Reino Unido, sofrendo cortes profundos num joelho e numa mão, mas já teve alta hospitalar e encontra-se bem, disse o secretário de Estado das Comunidades. O jovem, de 26 anos, foi atropelado quando atravessava a rua para apanhar o metro, tendo sido colhido por um carro, e rebolou por cima do capô, relatou José Luís Carneiro. 






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